Estou desaprendendo a escrita manual. Quando escrevo à caneta parece que minha mão não me obedece mais. Minha letra nunca foi uma maravilha e agora está se tornando mais e mais garranchosa. O pior é que escrevo o tempo todo no trabalho e em casa. Como uso o teclado para redigir 99% dos meus textos, lentamente estou perdendo a habilidade para a caligrafia. Essa constatação me ajuda a refletir sobre alguns estudos surgidos recentemente sobre o potencial do computador para estimular o aprendizado. Tanto no Brasil como no exterior, esses estudos revelam que o uso do computador não melhora o desempenho dos alunos em avaliações como a Prova Brasil, aplicada nos alunos do Ensino Fundamental. Pelo contrário, indicam que o uso regular do computador está associado a uma queda no desempenho dos alunos nessas provas. Uma leitura apressada desses estudos poderia nos levar à conclusão de que o computador prejudica o aprendizado e que seria melhor bani-lo da escola e do quarto dos estudantes. A minha letra garranchosa, entretanto, me leva à outra conclusão. Que valor vai ter no futuro uma caligrafia primorosa? Estou imaginando um mundo em que há teclados por todos os lados, além de computadores comandados por voz. As provas que avaliam o aprendizado dos alunos estão avaliando as competências corretas para o mundo de hoje? Com o computador, os alunos aprendem menos ou aprendem coisas que não se ensinava antes? Talvez essas provas estejam avaliando a caligrafia de alunos que são hábeis apenas em digitação.

O pior é que a maioria dos alunos não é hábil nem em digitação.
Vejo que se as pessoas aprendessem a digitar como eu, com todos os dedos ( foi no Senac, há muitos anos atrás), haveria agilidade para escrever corretamente e se expressar melhor.
Mesmo que as competências atuais não apontem para o uso de agilidades motoras o corpo sempre quer de alguma forma se manifestar. Quem explica o prazer da dança ou do esporte? Por isso acho que sempre é válido desenvolver tais habilidades.
No meu caso ocorreu algo interessante. Percebi que estava digitando velozmente e que, se consegui isto, poderia aprender outra coisa com as mãos. Foi quando comecei a aprender a tocar violão. Não evolui tudo o que queria mas o pouco que aprendi me dá grande prazer.
Radamés, velho amigo, perdi todos os teus contatos.
Marcos
Buscando um estilo legal de escrita para uma futura tatuagem cheguei nesse site e achei interessante os textos acima e qria adicionar q essa geração (a ql tb faço parte), além de perder a habilidade para a caligrafia, perde tb td aquilo q é ensinado nas aulas de português: a gramática fica totalmente perdida, acentos são apenas rabiscos em cima das letras, são feitas abreviações de abreviações, vírgulas e pontos são esquecidos ou então são usados o tempo todo pra tudo qto é lado (rs), enfim… eu sou prova disso e sinto q a tendência, nesse sentido, é piorar… tenho muita dificuldade para escrever, por ex, mas digito muito bem – rápido, mal – de modo “prático”… porém a informática e principalmente a Internet são meios q podem ajudar muito no aprendizado, oq tem q ser feito é ensinar, nas escolas, como aproveitar bem dessa tecnologia, oq não tem sido bem feito…
- Com o computador, os alunos aprendem menos ou aprendem coisas que não se ensinava antes? Talvez essas provas estejam avaliando a caligrafia de alunos que são hábeis apenas em digitação.
- se o modo de ensino não for atualizado ocorre exatamente isso… professor e aluno não estão falando a mesma língua…
oi eu adore que estava esgrito no papel….beijo