O recente anúncio da concordata da Kodak trouxe à tona novamente a discussão sobre o futuro da fotografia analógica, aquela feita com filmes sensíveis à luz que precisam ser revelados em laboratório. Por mais de um século a Kodak reinou na liderança da indústria de filmes fotográficos. Na verdade, foi a Kodak que popularizou a fotografia. Graças a seus produtos inovadores e de qualidade a fotografia se tornou acessível às massas. Em seus tempos áureos a Kodak chegou a contar com mais de 120.000 colaboradores pelo mundo afora. Hoje esse quadro está reduzido a menos de 19.000 pessoas; número suficiente para mantê-la no rol das grandes empresas. O seu futuro e o de seu ramo de atividade, porém, é incerto. A concordata da Kodak seria o último prego no caixão da imagem analógica? Para ser franco, acho que a morte da fotografia analógica já aconteceu a algum tempo, apenas não foi anunciado publicamente. Emprestando uma expressão da biologia: a fotografia em filme está ecologicamente morta.
Assim que li a notícia sobre a concordata da Kodak comecei a pesquisar o assunto, pois como fotógrafo amador me interesso pelo futuro dessa arte. Em minhas buscas encontrei opiniões divididas: uns dizendo que fotografia de laboratório já era e outros garantindo que ela jamais vai acabar. Como as opiniões nesse assunto são apaixonadas e ideológicas resolvi usar outra abordagem. Fiz de conta que estava disposto a comprar uma boa câmera fotográfica analógica nova. Para minha surpresa, na Internet o resultado das buscas foi … cri cri cri … apenas o canto dos grilos na solidão da noite. Fui ao site da Canon e nada de modelos analógicos de primeira linha a venda. No site da Nikon encontrei doze modelos digitais contra dois modelos analógicos, mas nenhum dos dois pode ser encontrado à venda em shoppings virtuais brasileiros.
Na prática, a fotografia analógica só sobrevive graças aos saudosistas que ainda conservam suas maravilhosas máquinas analógicas surradas pelo uso. Aos poucos, essas máquinas vão enguiçar e serão colocadas na estante como recordação de um período memorável. A fotografia analógica pode continuar a existir por conta de alguns artistas e nostálgicos que gostam de aspectos específicos dessa tecnologia. No mundo real, porém, onde vigoram as duras leis de mercado a fotografia digital impera. A ironia é que a primeira câmera digital do mundo foi a DCS 100 lançada comercialmente em 1991 pela Kodak.






felizmente o fim chegou apenas para a indústria ($$), por outro lado, só alavancou o lado artístico de se fotografar manualmente, revelar, esperar ansiosamente pelo resultado. não vou abrir mão de construir minha própria analogica, agora que mais altermativa ainda e, garimpar raridades mundo a fora rs
Nossa, eu estou velha mesmo! Já tive uma Kodak daquelas de encaixar o flash em cima. O flash era descartável… Depois ganhei uma com flash embutido, um luxo só! Agora estou com uma digital, claro. Fazer o que, né? Eu acho legal esse negócio dos amantes da fotografia analógica, mas eu, como adepta da era digital, gosto de ter minhas fotos salvas no computador.
Oi, Vera: Eu também lembro desse tempo do flash químico que você só usava uma vez e jogava fora. Nos museus tinha uma proibição contra esse tipo de flash porque soltava gases no ar que estragavam as obras.
Do texto:
“pois como fotógrafo amador me interesso pelo futuro dessa arte.”
“o resultado das buscas foi … cri cri cri … apenas o canto dos grilos na solidão da noite”
——————————————————————————————————-
Primeiro, para saber quem somos é preciso antes saber quem fomos.
Segundo, que os filmes fotográficos vão morrer, ninguém tem dúvidas mas o que sinto no autor do texto é um conflito mal resolvido entre ele e seus antecessores. Lendo o texto, acredito mesmo que quando seus pais morrerem ele irá ao enterro como se fosse o melhor acontecimento do mundo.
Terceiro, precisamos tomar cuidado com tanto lixo que se faz utilizando tecnologia digital – vide as músicas de sucesso/ BBBs e tantos lixos escritos por quem não tem um mínimo de cultura.
Recomendo psicanálse.
eu também me interesso pelo futuro da fotografia analógica, pois durante muitos anos utilizei minha pentax K1000, perdia algum tempo fazendo fotometria, e pensando muito bem qual resultado seria obtido da composição daquele imagem, pois com o filme, foto tirada custa dinheiro
Atualmente minha câmera está encostada e anunciei ela num site de vendas.
Utilizo a digital pois comprar filmes e encontrar um bom laboratório ficou muito dificil.