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Archive for the ‘Meio ambiente’ Category

Morar em 19 m2


Qual é o espaço mínimo para morar bem? Em São Paulo, uma construtora está vendendo apartamentos de 19 m2 de área útil destinados a quem mora sozinho. Trata-se de uma tendência, pois as pessoas estão casando mais tarde, se divorciando mais e vivendo mais. Morar com menos pode ser cool além de favorável ao meio ambiente. O desapego e a ecologia andam de mãos dadas e cada vez mais pessoas estão evitando espaços desnecessários, até porque passam pouco tempo em casa. O tamanho recomendável da moradia depende do estilo de vida de cada um, mas as dicas a seguir ajudam a reduzir sua necessidade de área construída.

Apartamento de 19m2
Fonte: UOL Economia

Morar junto. Quem mora com a família ou em república economiza espaço per capita porque as pessoas compartilham áreas como o banheiro e a cozinha, por exemplo.

Serviços coletivos. No apartamento paulista mostrado acima fica subentendido que a roupa é lavada fora de casa. O prédio deve ter lavanderia coletiva, o que não é comum aqui no Brasil. Quem mora em flat pode contar com serviços de copa e, desta forma, economizar em espaço de cozinha. Condomínios com áreas sociais de lazer são uma boa ideia, desde que sejam usadas, claro.

Menos paredes. As paredes atrapalham o bom uso do espaço. É melhor usá-las apenas em último caso como se faz nos lofts.

Espaços multifuncionais. Uma mesa serve para fazer refeições, para estudar e trabalhar.  Um sofá serve para receber visitas, ler um livro ou jogar videogame. Para que móveis e espaços especializados como copa, sala de jantar, sala de estar, sala íntima, etc.

Sem corredores. Plantas mal planejadas geram espaços inúteis e nenhum representa melhor o desperdício do que o corredor. Quanto mais comprido, mais curta a criatividade do projetista. Em uma arquitetura ideal não existiram corredores e similares.

Espaços que se transformam. Levantar de manhã e erguer a cama para que ela desapareça na parede dando lugar à mesa do café. Essa é uma mágica clássica dos pequenos apartamentos. Veja o que o arquiteto Gary Chang consegue fazer transformando o espaço no seu minúsculo apartamento em Hong Kong.

Algumas funções são esperadas de uma moradia digna: espaço para dormir, para preparar e fazer refeições, para a higiene pessoal e para algum lazer, tudo com privacidade. A partir disso chegamos às áreas clássicas da habitação moderna: quarto, sala cozinha e banheiro. Com alguns argumentos liberais poderíamos ampliar a lista de cômodos com lavanderia, despensa e garagem. Qualquer coisa além disso já está na cota das gorduras arquitetônicas. Estamos falando de suítes, lavabo, home theater, sala de jogos, espaço gourmet, sala de jantar, sala íntima, adega, sauna, sala de ginástica e dependência de empregados.
Viver em espaços reduzidos é uma arte. Que o digam as pessoas que optaram por viver em barcos, trailers ou casas em árvore. Os especialistas em habitar lugares pequenos, no entanto, são os orientais. São famosos os apartamentos minúsculos de Hong Kong. Lá a moradia em cubículos é levada a extremos como mostra a foto abaixo.

Shocking aerial photos of cramped Hong Kong apartments, Hong Kong - 22 Feb 2013
Veja mais na fonte: ABC News

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Senhores motoristas, antes de dizerem que bicicletas atrapalham o trânsito lembrem dessa fórmula simples: uma bicicleta a mais é um carro a menos na rua. Alguns podem argumentar: “ah, duvido que ciclistas sejam ex-motoristas.” Bem, se não eram podem vir a ser futuros motoristas, caso continuemos a matar, mutilar e inviabilizar a circulação dos ciclistas.

Quem acompanha o noticiário deve ter percebido que as iniciativas para aumentar o uso da bicicleta estão acontecendo simultaneamente a um aumento da brutalidade contra os ciclistas. Quase diariamente vemos notícias de ciclistas mortos ou feridos pela imprudência de motoristas que se acham donos da rua. Já pensei em ir trabalhar de bicicleta, mas quando faço mentalmente o trajeto de casa até o serviço me vem à cabeça os riscos que terei que enfrentar diariamente. Se alguns motoristas não têm paciência comigo quando dirijo meu dentro dos limites de velocidade imagine como tratam quem está sobre duas rodas.

bicicleta

Ser ciclista hoje em dia não é apenas uma atitude ecológica, mas também um ato de bravura. A luta dos ciclistas por seu espaço pode ser comparada a outras campanhas do passado em que as pessoas tiveram que lutar por seus direitos e alguns pagaram alto preço por defender suas posições. As cidades não estão preparadas para que os ciclistas circulem com seguranças e entre os motoristas ainda é muito rasa a consciência de que o ciclista tem direito a circular e, mais que isso, deveria ter prioridade no trânsito já que a bicicleta é um meio de transporte ecológico, saudável, seguro e que descongestiona o trânsito.

A regra é simples, o pedestre vem antes do ciclista e este vem antes do motorista. Por que é assim? Por que a vida é o bem maior e a preferência é de quem está mais vulnerável. Com o tempo, os motoristas terão que ceder espaço às bicicletas. Essa convivência vai melhorar o transporte urbano. As bicicletas devem ir além das ciclovias e se elas “invadirem” as ruas dominadas por automóveis o trânsito tende a melhorar em todos os sentidos. Menos poluição, melhor forma física, menos tempo gasto nos deslocamentos. Para isso acontecer, o poder público tem que viabilizar as bicicletas, mesmo que elas rendam menos IPI e os motoristas têm que ceder espaço para as bikes, afinal, quem está no volante hoje pode estar pedalando amanhã.

carro x ônibus x bicicleta

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Mudança de endereço

Visite nosso novo endereço.

Após alguns anos na liderança o veterano Fiat Uno Mille foi desbancado pelo Renault Clio, outro velho conhecido produzido no Brasil. A tabela do Inmetro este ano veio com boas novidades. Aumentou bastante o número de veículos etiquetados; de 103 modelos em 2012 para 352 em 2013. Houve uma melhora do desempenho dos veículos; só para exemplificar: o carro mais econômico de 2013 faz 10,1 km/l de etanol contra 9,8 km/ do carro mais econômico de 2012. Outra novidade bacana é que o Inmetro criou uma classificação geral onde os carros não estão divididos em categorias. Dessa forma, é possível comparar carros de portes diferentes. A lista nos mostra que tamanho não é documento. Há carros grandes ganhando de carrinhos pequenos em economia de combustível. Isso prova que a tecnologia pode ter mais influência na economia do carro que a cilindrada do motor. Vamos aos melhores resultados:

Novo Clio Expression 2013

Consumo combinado com Etanol (álcool)

  1. Renault Clio Authentique/Expression 1.0
    10,10 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  2. Fiat Uno Mille Fire Economy1.0
    9,80 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  3. Nissan March 1.0
    9,65 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  4. Fiat Novo Uno Economy Evo 1.4
    9,55 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  5. Renault Clio Authentique/Expression 1.0 com Ar condicionado
    9,35 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  6. Fiat Mille Way Economy 1.0
    9,15 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: B
    Classificação geral: A
  7. VW Gol Ecomotion 1.0
    9,10 km/l
    Classificação na categoria: B
    Classificação geral: A
  8. Nissan March 1.0 com ar condicionado
    9,05 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: B
    Classificação geral: A
    VW Novo Gol 1.0 Bluemotion technology
    9,05 km/l
    Compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
    VW Novo Voyage 1.0 Bluemotion technology
    9,05 km/l
    Médio
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
  9. Kia Picanto 1.0
    9,00 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: C
    Classificação geral: B
    Ford Fiesta Hatch 1.6
    9,00 km/l
    Compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
  10. VW Polo Bluemotion
    8,95 km/l
    Compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B

Consumo combinado com gasolina

  1. Ford Fusion Hybrid 2.0
    16,85 km/l
    Grande
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  2. Renault Clio Authentique/Expression 1.0
    15,05 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  3. Toyota Prius 1.8
    15,00 km/l
    Médio
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  4. Fiat Uno Mille Fire Economy1.0
    14,15 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  5. Fiat Novo Uno Economy Evo 1.4
    13,85 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  6. Nissan March 1.0
    13,80 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
    Smart Fortwo 1.0
    13,80 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  7. Renault Clio Authentique/Expression 1.0 com Ar condicionado
    13,70 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
    Smart Fortwo 1.0 turbo
    13,70 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  8. Nissan March 1.0 com ar condicionado
    13,40 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: B
    Classificação geral: A
    Fiat Novo Vivace Evo 1.4
    13,40 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  9. VW Novo Gol 1.0 Bluemotion technology
    13,35 km/l
    Compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
    VW Novo Voyage 1.0 Bluemotion technology
    13,35 km/l
    Médio
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
    Renault Sandero Authentique 1.0
    13,35 km/l
    Compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
    Renault Logan 1.0
    13,35 km/l
    Médio
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
  10. Peugeot 207 HB Blue Lion 1.4
    13,30 km/l
    Compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B

O consumo combinado que usamos aqui é a média entre o consumo urbano e o rodoviário. Como a maioria dos carros circula em ambiente misto, ora no trânsito urbano, ora em vias expressas, acreditamos que o consumo combinado dá uma melhor ideia da economia do carro.

Reparem nas curiosidades que a lista nos revela:

  • Carros veteranos podem ser mais econômicos do que modelos novos com proposta ecológica.
  • Carros grandes podem vencer modelos pequenos graças a uma tecnologia mais avançada.
  • A classificação na categoria precisa ser avaliada em conjunto com a classificação geral que coloca todos os modelos na mesma tabela.

Veja a planilha completa no site do CONPET.

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No início de 2013 os curitibanos foram surpreendidos com uma obra pública para lá de estilosa. A revitalização em andamento da Rua Bispo Dom José previa a pavimentação de 5.000 metros de calçada com pranchas de granito. Localizada no bairro nobre do Batel, a calçada de granito deixou indignados muitos curitibanos entre os quais me incluo. Curitiba é mal servida de calçadas. Em muitas ruas elas são precárias, esburacadas e irregulares. Em outras, sequer existe calçada e, por isso, surpreende a decisão da administração do ex-prefeito Luciano Ducci de pavimentar uma rua com granito, revestimento nobre e caro. O novo prefeito Gustavo Fruet interveio e decidiu manter o granito apenas nos 1.000 metros já instalados. Nos demais 4.000 metros da obra serão utilizados lajotas de concreto (paver), o mesmo pavimento usado nos demais bairros da cidade.

paver

No bairro Butiatuvinha onde moro, não fomos contemplados com calçadas de granito. Lá, cabe ao proprietário custear a calçada na frente de sua casa seguindo os padrões estabelecidos pela prefeitura. Recentemente, muitas calçadas do meu bairro foram refeitas para se adequar à nova diretriz municipal que exige uma taxa mínima de infiltração da água pluvial. Concordo com as regras adotadas no meu bairro e, por isso, fiquei indignado com as calçadas de granito do Batel.

Alguns defensores das calçadas chiques de granito apresentaram argumentos para defendê-las: “elas vão atrair turistas”; “os moradores do Batel pagam mais impostos do que os que moram na periferia”; “é uma experiência que pode servir de modelo para outros bairros”. Sinceramente, esses motivos são fraquinhos e parecem mais desculpas para justificar uma farra de gastos de final de mandato.

Uma boa calçada deve ser ampla, antiderrapante e sem desníveis para facilitar a circulação de idosos e cadeirantes; deve ser permeável para facilitar a infiltração de água de chuva; barata para economizar dinheiro público e, por último, deve causar um bom efeito paisagístico. A calçada com placas de granito é impermeável, escorregadia quando molhada e custa mais do que o dobro do que outras boas soluções. Curitiba que já passou pela época do petit pavé pode dar bons exemplos de urbanismo sustentável, mas não vai ser com calçadas de granito.

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Embalagens são um mal necessário. Elas protegem o produto e possibilitam o fracionamento, transporte e armazenagem das mercadorias.  O problema é o que fazer com elas depois de que cumpriram sua função.  Muitas empresas estão criando embalagens ecológicas, mas quais merecem realmente um selo verde? Infelizmente, não existe uma regulamentação do uso da expressão “ecológica” e, portanto, cada empresa chama de ecológica a embalagem que quiser. Cabe ao consumidor julgar se ela realmente merece o adjetivo que o departamento de marketing colou nela. Temos que avaliar o que compramos sabendo que não existe embalagem 100% ecológica. O que existem são embalagens com impacto ambiental bem menor do que aquelas que seguem as práticas tradicionais desse ramo. É provável que com o tempo o impacto ambiental das embalagens caia consideravelmente e que as embalagens ecológicas do futuro sejam menos danosas ao ambiente do que as produzidas hoje. Algumas características para observar nas embalagens:

Reuso.  Embalagens reutilizáveis merecem um crédito ambiental. É o caso do vidro de requeijão que pode ser usado em casa como copo de uso geral. As garrafas de refrigerante e cerveja em vidro são usadas em bares e restaurantes. Infelizmente, caíram em desuso nas residências por conta da comodidade das garrafas PET. A garrafa de vidro pode ser usada dezenas de vezes e retorna para a fábrica no mesmo caminhão que trouxe garrafas cheias. Melhor ainda se seguir um modelo comum a vários fabricantes para ser intercambiável. Algumas empresas estão trazendo de volta as garrafas de vidro para as residências, o que merece a nossa adesão.

Materiais misturados. As embalagens mais promissoras para a reciclagem são aquelas feitas de um único material. Exemplos: garrafas de vidro, latinhas de alumínio e caixas de papelão. Os materiais mistos como plástico aluminizado, papel plastificado ou tetrapack são pouco viáveis para reciclagem. Você pode ajudar a indústria da reciclagem separando corretamente materiais de uma embalagem. Depois de usar um vidro de geleia, por exemplo, separe o vidro e a tampa de metal.

Empilhamento e compactação. Embalagens que podem ser empilhadas ou compactadas são mais ecológicas porque facilitam o transporte. Fica mais fácil levá-las de volta para a fábrica onde serão reusadas ou recicladas.

Material reciclado na composição. Embalagens fabricadas com material reciclado são mais ecológicas. Vidro, alumínio e aço admitem reciclagem infinita. Papel e plástico não podem ser reciclados indefinidamente.

Matéria prima de baixo impacto. A maioria dos materiais usados em embalagens envolvem processos industriais de alto impacto. A produção de papel, aço, alumínio e vidro consome muita energia e recursos naturais. Felizmente, estão surgindo materiais de menor impacto como o plástico de cana que emite menos carbono do que o plástico de petróleo.

Fracionamento insano. Levar para casa embalagens maiores é uma atitude ecológica porque um pacote de arroz de 5kg consome menos matéria prima do que 5 pacotes de arroz de 1kg. Fuja das embalagens com quantias mínimas de material como os saches de açúcar e sal que encontramos em restaurantes e lanchonetes. O que dizer daquelas bolachas que vem em saches de três unidades cada, envoltos em uma embalagem secundária.

Engenharia reversa.  Para bens duráveis como geladeiras e fogões é de se esperar que o fabricante faça engenharia reversa, ou seja, ele entrega o produto embalado na sua casa, desembala, instala e leva toda a embalagem embora para reuso ou reciclagem.

Embalagem ecológica não é apenas aquela caixinha rústica de papel reciclado. Embalagens industriais produzidas em grandes quantidades têm crédito ambiental graças à economia de escala. Uma última dica sobre embalagens: se você desconfiar que a embalagem saiu mais cara do que o conteúdo, pode ter certeza que não é ecológica.

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Não há dúvida que as áreas verdes melhoram a qualidade de vida na cidade. Elas reduzem o calor excessivo gerado pelo concreto e asfalto; diminuem a poluição sonora; servem de abrigo para animais da região; têm um ótimo efeito paisagístico; servem ao lazer da população; enfim as áreas verdes são ótimas para os habitantes da cidade, mas seriam úteis à preservação do meio ambiente? Vamos por partes.
Parques com biomas preservados podem ter um papel importante de preservação, mas são raros em áreas urbanas. Jardins botânicos são interessantes para o estudo de espécies nativas da região e para o aprendizado sobre a flora. Por outro lado, parques com intervenção humana acentuada, que não reproduzem o bioma da região são menos ecológicos, mas podem contribuir para a formação de consciência ambiental. Não dá para dizer que o cidadão é ecológico só porque caminha regularmente pelo parque da cidade, pois parques urbanos e ruas arborizadas têm mais a ver com a qualidade de vida dos cidadãos do que com a preservação ambiental. No entanto, quem caminha pelo parque regularmente pode desenvolver uma relação mais próxima com a natureza. É preciso vivenciar para gostar e respeitar. Infelizmente, nos grandes centros urbanos a área verde é mínima e leva as pessoas a um distanciamento do verde a ponto de muitos simplesmente preferirem o asfalto à grama e a gostar mais de prédio do que de árvore.
Seria ótimo se houvesse um aumento significativo das áreas verdes urbanas em favor de uma melhor qualidade de vida e da educação ambiental. Aqui em Curitiba, onde moro, temos um índice de área verde superior a 50 m2/habitante. É um valor bem acima do mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (12 m2/habitante). Estamos emparelhados com outras capitais brasileiras como Goiânia e Vitória. Essas cidades ganham disparado de cidades como Viena (12 m2/hab.) considerada melhor cidade do mundo para se viver segundo a consultoria Mercier ou de Nova York (23 m2/hab.) que tem se empenhado nos últimos anos para fazer sua área verde crescer. Como curitibano eu gosto de contar com mais de vinte e e cinco parques urbanos e os visito regularmente. No entanto, quando analiso a frieza dos números concluo que os 8 milhões de metros quadrados de parques curitibanos representam apenas 2% da área do município. Está bem que a contabilidade das áreas verdes só leva em conta os maciços verdes de certo porte. Cidades como Maringá no interior do Paraná, por exemplo, têm alto índice de arborização de ruas e isso tem seu valor. As estatísitcas oficiais também não contam as árvores do quintal lá de casa que elevam o índice de área verde da minha família para mais de 200 m2/pessoa. O ideal seria considerar a área verde urbana de forma mais ampla, mas isso não é fácil de medir.
As cidades precisam de mais parques, mais ruas arborizadas e de mais verde nas propriedades particulares. Melhor ainda que o crescimento do verde seja feito com espécies nativas que valorizem o bioma local. Seria um delírio pensar em espaços urbanos onde o verde ocupa mais de 10% de área total? Talvez assim as pessoas passem a gostar mais da cor verde que da cinza.

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Bill Gates, através de sua fundação, promoveu um concurso com o objetivo de reinventar a latina. O projeto vencedor veio do California Institute of Technology . A equipe chefiada pelo professor Michael Hoffman criou uma engenhoca que utiliza energia solar para transformar os dejetos humanos em hidrogênio, energia elétrica, adubo e água reutilizável. Quem imaginava que seria possível gerar riqueza a partir de matéria prima tão desprezada.

Independente da boa intenção do Bill Gates, quando li as notícias sobre o concurso confesso que fiquei meditabundo. Será que o problema do cocô mal destinado deve ser resolvido com soluções high tech? Os técnicos da Fundação Gates explicam que a maneira convencional de tratar os dejetos humanos é muito cara: começa na latrina, consome água tratada, passa por redes de esgoto e termina em uma estação de tratamento de efluentes. Cerca de 2,5 bilhões de pessoas pelo mundo afora não contam com uma destinação correta para seus dejetos  O que a Bill & Melinda Gates Foundation está buscando é uma solução mais barata que a convencional para chegar a comunidades carentes que enfrentam os sérios problemas de saúde da falta de saneamento. A abordagem dos pesquisadores foi tratar os dejetos na origem, sem depender de água tratada, redes de esgoto e estações de tratamento de grande porte. Os vencedores do concurso acreditam que conseguem industrializar a latrina solar por cerca de US$ 2.000 cada. Pode ser interessante para comunidades isoladas, mas a combinação de preço alto com manutenção sofisticada não é animadora para adoção em larga escala. Vamos aguardar o avanço das pesquisas para ver se aparece alguma idéia revolucionária que dê jeito nessa matéria prima produzida em abundância pelos humanos.

Enquanto a revolução tecnológica não chega ao vaso sanitário vale lembrar que essa maravilhosa invenção tem evoluído ao longo do tempo e que é possível combater os problemas sanitários e ambientais dos dejetos com soluções low tech. Um dos problemas ambientais do vaso sanitário é seu consumo de água tratada que tem peso significativo na conta doméstica de água. Várias providências podem ser tomadas para reduzir esse consumo. A primeira delas é eliminar o acionamento por válvula de descarga que consome muita água (12 a15 litros por descarga). Vasos com reservatório consomem bem menos (6 a8 litros por descarga). Os modelos mais modernos têm duas opções de acionamento: a econômica de 3 litros que escoa líquidos e a de 6 litros que despacha os sólidos. Outra providência impactante é dar descarga com água reutilizada ou de chuva, afinal não é preciso descarregar o vaso sanitário com água potável. Em locais onde a água é escassa podem ser usados os sanitários de compostagem que usam pouca água e geram adubo orgânico. Enfim, muitas soluções surgiram depois da moita.

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