Quantos livros de papel um Kindle substitui?
Quarta-feira, 18/11/2009

O Kindle, leitor de livros digitais da Amazon tem memória para armazenar 1.500 livros, logo este é o número de livros de papel que ele substitui, certo? Que bom se fosse simples assim. Vamos para o mundo real: são poucas as pessoas que leem 1.500 livros ao longo de uma vida. Basta fazer um cálculo simples: se o leitor conseguir ler um livro por quinzena, o que é uma média realista, vai levar 57 anos para dar conta da biblioteca contida em um Kindle. Ninguém sabe se o Kindle dura 57 anos, mas como trata-se de um aparelho eletrônico é sensato supor que sua vida útil média gira em torno de dez anos. Vamos levar em conta também que o Kindle é um bem de uso pessoal. As pessoas não compartilham seu leitor digital por aí, exceto bibliotecas que adquirem aparelhos para emprestar ao seu público. Como o uso normal do Kindle é pessoal e intransferível, durante sua vida útil uns 260 livros serão lidos em sua tela. É um número interessante e se levarmos em conta que as pessoas adquirem muitos livros que não leem, a economia de papel do Kindle é maior ainda. Além disso, muitos jornais e revistas podem passar por ele durante sua vida útil e talvez aí esteja a maior economia de papel que esse aparelho pode propiciar. Sim, o Kindle substitui um volume considerável de papel mesmo como bem de uso individual A natureza agradece. Se você pretende adquirir um leitor digital de livros, considere a possibilidade de compartilhá-lo com as pessoas próximas de você. Um e-book reader na mão de uma pessoa salva árvores, compartilhado entre várias pessoas, salva muito mais.
Chegará o dia em que pagaremos para consultar o Google?
Quarta-feira, 11/11/2009

Quando você liga para o serviço 102 atrás de um número telefônico, em muitos casos, é cobrado pela informação. Taí um exemplo de serviço de busca pago por informação cedida. Mas com o Google nunca vai acontecer uma barbaridade dessas, né? Não tenho bola de cristal, mas sei que tanto o Google como os outros grandes serviços da Internet são empresas que existem para o lucro. Recentemente, o Google propôs aos principais jornais americanos uma solução técnica de cobrança pelas notícias acessadas pela Internet. Trata-se de uma tentativa de amansar os diretores dos jornais americanos que andam estressados com o Google e discutem entre eles um modelo de cobrança de notícias distribuídas em meio eletrônico. Eles creem que só uma solução conjunta para a questão conseguiria emplacar salvando os jornais de supostos prejuízos que a Internet está lhes causando. A solução dos jornais envolve bloquear parcialmente o acesso do Google às informações. O Google, que leva os usuários até as notícias, tem interesse em evitar o bloqueio e quer participar do processo. Representante da empresa declarou que a Internet vai continuar livre, mas não necessariamente gratuita.
A lenda da gratuidade da Internet pode desaparecer mais cedo do que se imagina, mas vamos ser honestos: não existe Internet grátis. O que existe é uma Internet paga por outros meios. Quando você acessa o Google gratuitamente, a conta está sendo paga pelos anunciantes que vão cobrá-la quando você adquirir os produtos deles. Atualmente, o Google está satisfeito com as suas receitas publicitárias, mas sabe como é: lucro nunca é demais. Vai chegar a hora em que vai dar uma coceira danada de cobrar pelos serviços. Para isso acontecer é preciso mudar a percepção das pessoas sobre os serviços da web. Pagar ou não pagar é uma questão de cultura, que pode ser mudada com o auxílio dos gênios do marketing. A TV aberta é grátis há mais de 50 anos, mas isso só acontece porque não existe um meio de cobrar pelas ondas que cruzam livremente o céu azul. Com a TV a cabo a história é outra. Ela já nasceu paga porque sua infra-estrutura envolve cabos e códigos que permitem um modelo de cobrança. A Internet também permite cobrança baseada em usuários registrados, assinaturas, etc. Se a possibilidade existe, será posta em prática cedo ou tarde. No mundo do futuro, talvez o seu orçamento doméstico inclua novos itens essenciais como assinatura digital de notícias e de vídeos. Vai dar cada briga em casa! Quem foi que gastou mais de 3 milheiros de pesquisas no Google esse mês? Esse modelo, em si não é bom ou ruim. É tudo uma questão de decidir como o custo do serviço será financiado. Eu não faço questão de Internet aparentemente grátis, quero apenas preço justo, Isso sim é sonhar alto.
Todos os jornais pelo preço de um
Sábado, 24/10/2009

A revolução digital está chegando para todas as coisas que envolvem letras depositadas sobre papel. O Kindle, badalado leitor digital da Amazon, serve para ler livros em formato eletrônico, mas vale lembrar que através dele também é possível assinar jornais, revistas e até blogs. Detalhes como esse são a ponta do iceberg que ronda o Titanic da indústria editorial. Basta deixar o Kindle ligado durante a madrugada para que pontuais ondas eletromagnéticas o abasteçam com notícias fresquinhas para ler no café da manhã. O mais interessante na proposta da Amazon é que o usuário faz assinatura múltipla, ou seja, pelo preço de um, o assinante leva vários jornais. Uma ideia como essa só pode ser colocada em prática por um gigante como a Amazon que tem condições de reunir grandes jornais em torno de um modelo de negócios totalmente novo. Tudo bem que já existem experiências similares para música, em que o usuário assina um serviço e pode ouvir todas as músicas do acervo.
A esta altura alguns podem perguntar porque pagar por uma assinatura, mesmo que com ela eu possa ler vários jornais, se há formas gratuitas de acessar todo esse conteúdo? Realmente, os grandes jornais liberam grandes volumes de informação gratuitamente na Web e atualmente o leitor consegue se manter bem informado sem fazer assinaturas. A pergunta é por quanto tempo essa gratuidade vai se manter? Até pouco tempo atrás a liberação de conteúdos gratuitos pela Internet não trazia problemas para as redações, pois o negócio principal deles era a venda de assinaturas da versão impressa. Os hábitos estão mudando, porém, e a sustentação econômica das redações pode ficar comprometida em breve. Os grandes jornais americanos, por exemplo, estão se articulando para enfrentar a crise e para preservar seus negócios. Duas coisas são certas: informação de qualidade custa caro e o leitor prefere a opção grátis, sempre que disponível. Onde vai dar esse imbróglio? Não custa sonhar, né? Então, vamos imaginar um mundo em que autores recebem o justo pelo seu trabalho e onde o acesso à informação é o mais democrático possível. Só falta definir quem vai pagar a conta.
Yes, nós temos Kindle
Quarta-feira, 21/10/2009

Desde 19 de outubro último, o Kindle 2, que é vendido nos EUA desde 2007, passou a ser comercializado no Brasil e em outros 99 países. O preço para o leitor digital de livros da Amazon em nosso país é estimado em torno de R$ 1.000,00. Ainda não se sabe quais operadoras de telefonia vão fornecer a conexão 3G que o aparelho precisa para fazer o download dos livros digitais e, por enquanto, não haverá obras em língua portuguesa no acervo do Kindle. No começo tudo é mais complicado, não é mesmo? mas acredito que essas limitações e incertezas rapidamente serão resolvidas e o Kindle vai fazer parte do dia a dia dos brasileiros tecnológicos que gostam de ler.
Faço essa propaganda espontânea e gratuita do Kindle 2 em nome da divulgação dos e-book readers, nos quais acredito há mais de dez anos e que só agora estão decolando. Algumas ideias precisam de tempo para vingar e o universo das pessoas dadas à leitura é conservador. Quem não quiser comprar um Kindle 2 pode optar pelo e-book reader da Sony, ou da Fujitsu que tem tela colorida, ou qualquer outro aparelho desse mercado florescente e promissor. Quem quiser esperar mais tempo para se decidir, sem problemas. Embora o mercado do livro digital tenha uma defasagem em relação às outras mídias da indústria cultural, uma coisa é certa: a reviravolta que o Kindle está fazendo na produção editorial só se compara com a revolução que o iPod fez na indústria da música. Obras digitiais para Kindle estão entre os itens mais vendidos na livraria da Amazon, o aparelho é foco das atenções da imprensa e vende cada vez mais. Não dá para ignorá-lo. Ele não é o único, mas é o ícone.
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Ninjas em navegação
Sábado, 17/10/2009

Navegar pela Internet, qualquer um navega, mas poucos são ninja. Faça o teste, responda as perguntas a seguir e saiba se receberia uma faixa ninja? Quando responde sim, você ganha os pontos indicados no final da pergunta.
Branca
- Seu navegador favorito está atualizado? 1
- Seu navegador favorito tem as versões mais recente de Flash, Adobe Reader e Java? 1
- Usa temas em seu navegador? 1
- Usa navegação privada, se necessário? 1
- Usou pelo menos dois navegadores diferentes no último mês? 1
- Sabe incluir um novo serviço de busca na barra do navegador? 1
Pontuação mínima: 4
Some os pontos que ganhou. Se fez 4 pontos ou mais, você é um ninja faixa branca em navegação e pode passar para a segunda fase. Read the rest of this entry »