Logomarca Google com cifrões

Quando você liga para o serviço 102 atrás de um número telefônico, em muitos casos, é cobrado pela informação. Taí um exemplo de serviço de busca pago por informação cedida. Mas com o Google nunca vai acontecer uma barbaridade dessas, né? Não tenho bola de cristal, mas sei que tanto o Google como os outros grandes serviços da Internet são empresas que existem para o lucro. Recentemente, o Google propôs aos principais jornais americanos uma solução técnica de cobrança pelas notícias acessadas pela Internet. Trata-se de uma tentativa de amansar os diretores dos jornais americanos que andam estressados com o Google e discutem entre eles um modelo de cobrança de notícias distribuídas em meio eletrônico. Eles creem que só uma solução conjunta para a questão conseguiria emplacar salvando os jornais de supostos prejuízos que a Internet está lhes causando. A solução dos jornais envolve bloquear parcialmente o acesso do Google às informações. O Google, que leva os usuários até as notícias, tem interesse em evitar o bloqueio e quer participar do processo. Representante da empresa declarou que a Internet vai continuar livre, mas não necessariamente gratuita.

A lenda da gratuidade da Internet pode desaparecer mais cedo do que se imagina, mas vamos ser honestos: não existe Internet grátis. O que existe é uma Internet paga por outros meios. Quando você acessa o Google gratuitamente, a conta está sendo paga pelos anunciantes que vão cobrá-la quando você adquirir os produtos deles. Atualmente, o Google está satisfeito com as suas receitas publicitárias, mas sabe como é: lucro nunca é demais. Vai chegar a hora em que vai dar uma coceira danada de cobrar pelos serviços. Para isso acontecer é preciso mudar a percepção das pessoas sobre os serviços da web. Pagar ou não pagar é uma questão de cultura, que pode ser mudada com o auxílio dos gênios do marketing. A TV aberta é grátis há mais de 50 anos, mas isso só acontece porque não existe um meio de cobrar pelas ondas que cruzam livremente o céu azul. Com a TV a cabo a história é outra. Ela já nasceu paga porque sua infra-estrutura envolve cabos e códigos que permitem um modelo de cobrança. A Internet também permite cobrança baseada em usuários registrados, assinaturas, etc. Se a possibilidade existe, será posta em prática cedo ou tarde. No mundo do futuro, talvez o seu orçamento doméstico inclua novos itens essenciais como assinatura digital de notícias e de vídeos. Vai dar cada briga em casa! Quem foi que gastou mais de 3 milheiros de pesquisas no Google esse mês? Esse modelo, em si não é bom ou ruim. É tudo uma questão de decidir como o custo do serviço será financiado. Eu não faço questão de Internet aparentemente grátis, quero apenas preço justo, Isso sim é sonhar alto.

Kindle 2

A revolução digital está chegando para todas as coisas que envolvem letras depositadas sobre papel. O Kindle, badalado leitor digital da Amazon, serve para ler livros em formato eletrônico, mas vale lembrar que através dele também é possível assinar jornais, revistas e até blogs. Detalhes como esse são a ponta do iceberg que ronda o Titanic da indústria editorial. Basta deixar o Kindle ligado durante a madrugada para que pontuais ondas eletromagnéticas o abasteçam com notícias fresquinhas para ler no café da manhã. O mais interessante na proposta da Amazon é que o usuário faz assinatura múltipla, ou seja, pelo preço de um, o assinante leva vários jornais. Uma ideia como essa só pode ser colocada em prática por um gigante como a Amazon que tem condições de reunir grandes jornais em torno de um modelo de negócios totalmente novo. Tudo bem que já existem experiências similares para música, em que o usuário assina um serviço e pode ouvir todas as músicas do acervo.

A esta altura alguns podem perguntar porque pagar por uma assinatura, mesmo que com ela eu possa ler vários jornais, se há formas gratuitas de acessar todo esse conteúdo? Realmente, os grandes jornais liberam grandes volumes de informação gratuitamente na Web e atualmente o leitor consegue se manter bem informado sem fazer assinaturas. A pergunta é por quanto tempo essa gratuidade vai se manter? Até pouco tempo atrás a liberação de conteúdos gratuitos pela Internet não trazia problemas para as redações, pois o negócio principal deles era a venda de assinaturas da versão impressa. Os hábitos estão mudando, porém, e a sustentação econômica das redações pode ficar comprometida em breve. Os grandes jornais americanos, por exemplo, estão se articulando para enfrentar a crise e para preservar seus negócios. Duas coisas são certas: informação de qualidade custa caro e o leitor prefere a opção grátis, sempre que disponível. Onde vai dar esse imbróglio? Não custa sonhar, né? Então, vamos imaginar um mundo em que autores recebem o justo pelo seu trabalho e onde o acesso à informação é o mais democrático possível. Só falta definir quem vai pagar a conta.

Ninjas em navegação

Sábado, 17/10/2009

ninja 3

Navegar pela Internet, qualquer um navega, mas poucos são ninja. Faça o teste, responda as perguntas a seguir e saiba se receberia uma faixa ninja? Quando responde sim, você ganha os pontos indicados no final da pergunta.

Branca

  • Seu navegador favorito está atualizado? 1
  • Seu navegador favorito tem as versões mais recente de Flash, Adobe Reader e Java? 1
  • Usa temas em seu navegador? 1
  • Usa navegação privada, se necessário? 1
  • Usou pelo menos dois navegadores diferentes no último mês? 1
  • Sabe incluir um novo serviço de busca na barra do navegador? 1

Pontuação mínima: 4

Some os pontos que ganhou. Se fez 4 pontos ou mais, você é um ninja faixa branca em navegação e pode passar para a segunda fase. Read the rest of this entry »

Ninjas em produtividade pessoal

Quarta-feira, 14/10/2009

ninja

Continuando a série ninjas, o assunto agora é a habilidade no uso dos programas de produtividade pessoal (processador de texto, editor de planilhas e gerador de apresentações).

Faça o teste para ver se você é ninja em produtividade pessoal. Responda as perguntas a seguir e saiba se receberia uma faixa ninja? Quando responde sim, você ganha os pontos indicados no final da pergunta.

Branca

  • Formata bordas e preenchimento de tabelas em documentos? 1
  • Cria documentos com cabeçalho e rodapé automáticos? 1
  • Usa fórmulas e funções em planilhas? 1
  • Classifica e filtra registros de planilhas? 1
  • Cria apresentações com imagens, áudio e vídeo? 1

Pontuação mínima: 4

Some os pontos que ganhou. Se fez 4 pontos ou mais, você é um ninja faixa branca em produtividade pessoal e pode passar para a segunda fase.

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Ninjas em mobilidade de dados

Quarta-feira, 30/09/2009

ninja

Até alguns anos atrás, o usuário típico de Informática tinha um computador sem rede, onde guardava documentos criados no Word, planilhas do Excel e apresentações em PowerPoint. Se o computador pegasse um vírus, hasta la vista, dados. Poucos usuários faziam cópias de segurança em disquete de seus documentos. Eram os tempos selvagens da mobilidade zero.

Atualmente, o usuário típico usa mais de um computador (em casa, no escritório, na lan house), todos com rede e acesso a Internet. Os dados são trocados com outros usuários e precisam funcionar em vários equipamentos e softwares. Mobilidade de dados passou a ser necessidade. Vamos entender mobilidade como a capacidade de acessar seus dados em diferentes locais, máquinas e plataformas. Não estamos falando apenas em arquivos, mas também de favoritos,  catálodo de endereços, informações pessoais, interface, etc.

Faça o teste para ver se você é ninja em mobilidade de dados. Responda as perguntas a seguir e veja se receberia uma faixa ninja? Quando responde sim, você ganha os pontos indicados no final da pergunta.

Branca

  • Abandonou o Outlook e usa apenas webmail? 1
  • Tem disco virtual? 1
  • Cria documentos com Google Docs? 1
  • Armazena seus favoritos em sites como Delicious? 1
  • Tem página inicial no iGoogle? 1

Pontuação mínima: 3

Nas perguntas do teste são citados alguns sites líderes, mas se você utiliza similares, pode responder sim às perguntas. Por exemplo: em vez do Google Docs você utiliza Zoho? Sem problemas. Some os pontos que ganhou. Se fez 3 pontos ou mais, você é um ninja faixa branca em Web 2.0 e pode passar para a segunda fase.

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