Chegará o dia em que pagaremos para consultar o Google?
Quarta-feira, 11/11/2009

Quando você liga para o serviço 102 atrás de um número telefônico, em muitos casos, é cobrado pela informação. Taí um exemplo de serviço de busca pago por informação cedida. Mas com o Google nunca vai acontecer uma barbaridade dessas, né? Não tenho bola de cristal, mas sei que tanto o Google como os outros grandes serviços da Internet são empresas que existem para o lucro. Recentemente, o Google propôs aos principais jornais americanos uma solução técnica de cobrança pelas notícias acessadas pela Internet. Trata-se de uma tentativa de amansar os diretores dos jornais americanos que andam estressados com o Google e discutem entre eles um modelo de cobrança de notícias distribuídas em meio eletrônico. Eles creem que só uma solução conjunta para a questão conseguiria emplacar salvando os jornais de supostos prejuízos que a Internet está lhes causando. A solução dos jornais envolve bloquear parcialmente o acesso do Google às informações. O Google, que leva os usuários até as notícias, tem interesse em evitar o bloqueio e quer participar do processo. Representante da empresa declarou que a Internet vai continuar livre, mas não necessariamente gratuita.
A lenda da gratuidade da Internet pode desaparecer mais cedo do que se imagina, mas vamos ser honestos: não existe Internet grátis. O que existe é uma Internet paga por outros meios. Quando você acessa o Google gratuitamente, a conta está sendo paga pelos anunciantes que vão cobrá-la quando você adquirir os produtos deles. Atualmente, o Google está satisfeito com as suas receitas publicitárias, mas sabe como é: lucro nunca é demais. Vai chegar a hora em que vai dar uma coceira danada de cobrar pelos serviços. Para isso acontecer é preciso mudar a percepção das pessoas sobre os serviços da web. Pagar ou não pagar é uma questão de cultura, que pode ser mudada com o auxílio dos gênios do marketing. A TV aberta é grátis há mais de 50 anos, mas isso só acontece porque não existe um meio de cobrar pelas ondas que cruzam livremente o céu azul. Com a TV a cabo a história é outra. Ela já nasceu paga porque sua infra-estrutura envolve cabos e códigos que permitem um modelo de cobrança. A Internet também permite cobrança baseada em usuários registrados, assinaturas, etc. Se a possibilidade existe, será posta em prática cedo ou tarde. No mundo do futuro, talvez o seu orçamento doméstico inclua novos itens essenciais como assinatura digital de notícias e de vídeos. Vai dar cada briga em casa! Quem foi que gastou mais de 3 milheiros de pesquisas no Google esse mês? Esse modelo, em si não é bom ou ruim. É tudo uma questão de decidir como o custo do serviço será financiado. Eu não faço questão de Internet aparentemente grátis, quero apenas preço justo, Isso sim é sonhar alto.
Ninjas em navegação
Sábado, 17/10/2009

Navegar pela Internet, qualquer um navega, mas poucos são ninja. Faça o teste, responda as perguntas a seguir e saiba se receberia uma faixa ninja? Quando responde sim, você ganha os pontos indicados no final da pergunta.
Branca
- Seu navegador favorito está atualizado? 1
- Seu navegador favorito tem as versões mais recente de Flash, Adobe Reader e Java? 1
- Usa temas em seu navegador? 1
- Usa navegação privada, se necessário? 1
- Usou pelo menos dois navegadores diferentes no último mês? 1
- Sabe incluir um novo serviço de busca na barra do navegador? 1
Pontuação mínima: 4
Some os pontos que ganhou. Se fez 4 pontos ou mais, você é um ninja faixa branca em navegação e pode passar para a segunda fase. Read the rest of this entry »
No Google, o Bem vence o Mal
Sábado, 08/11/2008
Para quem se preocupa com a luta do Bem contra o Mal, aqui vai uma notícia boa: pelo menos no Google o Bem ganha com larga vantagem. Para conferir, basta fazer uma pesquisa no Google Insights for Search. Esse serviço permite analisar a atividade dos usuários na ferramenta de busca do Grande Irmão. Você informa as palavras-chave que quer analisar e recebe um gráfico que mostra o volume de buscas por esses termos desde 2004. Veja algumas comparações interessantes:
Copa x eleições x olimpiadas
mulher pelada x homem pelado
cachaça x cerveja x vinho x wisky
funk x mpb x pagode x rock x sertaneja
A unanimidade Google
Quinta-feira, 07/06/2007
Eu admiro as virtudes do Google, seu pioneirismo e sua eficiência em buscas na Internet. No entanto, fico incomodado com uma certa idolatria bovina que percebo nas pessoas em relação ao grande buscador. E não falo de pessoas pouco articuladas. Tenho visto uma confiança incondicional no Grande Irmão em pessoas com razoável senso crítico. Qual será o pó de pirlimpimpim que Google esparje sobre a massa internáutica? Em parte, creio que sua eficiência realmente impressione, mas existem outros buscadores eficientes também. Temos que lembrar que Google tem um certo apelo em função de sua trajetória: dois jovens universitários talentosos desenvolvem uma solução inovadora que repentinamente cai nas graças do usuário e os leva ao topo do estrelato. É o velho arquétipo dos eleitos que estavam no lugar certo na hora certa. E temos também aquele discurso de Google que se propõe a ser imparcial em seus critérios de ranqueamento. Um serviço supostamente do bem. Todos esses ingredientes criam uma aura mística em torno de Google que pode impedir as pessoas de ver em que ele realmente se tornou: uma mega empresa americana de abrangência mundial com vocação monopolista que opera com serviços estratégicos de informação. O mesmo Google que se diz do bem concordou em operar de forma controlada na China para garantir sua presença nesse imenso mercado. Os métodos de ranqueamento de Google são mantidos em segredo sob alegação de que sua divulgação facilitaria a vida dos pilantras que querem subir artificialmente na lista de resultados. Mas se os resultados de Google influem no sucesso de um site e há grossos interesses comerciais em jogo, não seria razoável que Google mostrasse claramente a todos que seus métodos realmente são transparentes? Uma iniciativa interessante para combater o monopólio na área de buscas veio na versão 7 do Internet Explorer. A partir dessa versão, o usuário pode indicar seus mecanismos de busca preferidos e faz isso consultando uma lista que acompanha o programa. O internauta pode manter vários buscadores ao alcance de um clique no seu navegador. Tomara que iniciativas como essa diluam a concentração de poder que está se criando no mercado de busca da Internet. Mas essa discussão só faz sentido se não vier uma nova revolução por aí como as buscas semânticas, capazes de adivinhar pensamentos.
A listra negra de Google
Quinta-feira, 07/06/2007
Foi noticiado na imprensa que Google retirou de sua lista o site da BMW alemã, alegando supostos expedientes desonestos dessa empresa para subir no ranking do Grande Buscador. Parece-me estranho pensar que a BMW precisa lançar mão de expedientes heterodoxos para subir no ranking do Google, mas enfim, essa decisão do Grande Irmão é histórica. Entramos na Era do Index de Google. Portanto, cuidado. Daqui em diante você é Googável ou você é não-Google. Se os Grandes Sacerdotes do Oráculo decidirem que você viola os honestos e objetivos algoritmos de ranqueamento do Engenho, você está fora. Em outro mundo, o serviço de busca procuraria refinar seus algoritmos para escapar dos espertalhões. Assim agem incansavelmente as empresas que trabalham com segurança na web. Mas com Google, parece que a história é outra. Google é senhor do BEM e sabe o que nós mortais podemos ver ou não. Graças a Deus, Google só opera para o BEM. Mas o que é o BEM? “O BEM é tudo o que o Sergey Brin diz que é o BEM.” (Eric Schimidt – CEO da Google). Obs.: Sergey Brin e Larry Page são os donos do Grande Irmão.
Google vê. Google sabe. Google pode.
