Ninjas em produtividade pessoal

Quarta-feira, 14/10/2009

ninja

Continuando a série ninjas, o assunto agora é a habilidade no uso dos programas de produtividade pessoal (processador de texto, editor de planilhas e gerador de apresentações).

Faça o teste para ver se você é ninja em produtividade pessoal. Responda as perguntas a seguir e saiba se receberia uma faixa ninja? Quando responde sim, você ganha os pontos indicados no final da pergunta.

Branca

  • Formata bordas e preenchimento de tabelas em documentos? 1
  • Cria documentos com cabeçalho e rodapé automáticos? 1
  • Usa fórmulas e funções em planilhas? 1
  • Classifica e filtra registros de planilhas? 1
  • Cria apresentações com imagens, áudio e vídeo? 1

Pontuação mínima: 4

Some os pontos que ganhou. Se fez 4 pontos ou mais, você é um ninja faixa branca em produtividade pessoal e pode passar para a segunda fase.

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Máaquina de escrever Remington

Quem tem mais de 30 anos, ou seja, é uma pessoa muuuuuito velha, certamente usou algumas tecnologias que se tornaram obsoletas da noite para o dia. A dica divertida para os dias de chuva é explicar para a geração mais nova como funcionavam as engenhocas do passado. Esses dias, meu filho queria que eu mostrasse a ele como usar a máquina de escrever Olivetti que fica sobre a estante da sala apenas para fins decorativos e sentimentais. O Luís Fernando Veríssimo, em uma de suas crônicas, deu uma ótima definição de máquina de escrever: é uma impressora que imprime à medida que você digita. Pensando em maneiras de explicar o passado para a garotada comecei o meu glossário de tecnologias obsoletas que compartilho com você, leitor.

  • Camelô. Era um The Pirate Bay acessado na esquina que trazia os lançamentos musicais e em vídeo em primeira mão. Também saia do ar de vez em quando por ordem da justiça, ou melhor, quando baixava a fiscalização.
  • Disquete. Pen drive redondo. Em vez de espetar só a pontinha no computador, o disquete ia inteiro para dentro da máquina e  às vezes ficava enroscado por lá.
  • Filme 35 mm. Dispositivo de armazenagem de fotos. Não podia ser regravado e precisava passar por um software de revelação antes de se ver as imagens, mas dava para guardar fotos em altíssima resolução sem encher o disco rígido.
  • Livro: E-book reader que armazenava apenas uma obra. Em compensação, sua bateria nunca acabava, seu sistema operacional não saia de linha e não parava de funcionar se caisse no chão.
  • LP. Tipo de mp3 redondo, preto e com um buraco no meio. Não dava para copiar, mas vinha com uma capa legal, com as letras das músicas e outros bônus.
  • Mala direta. Spam em papel. O provedor de acesso (carteiro) não podia enviá-la direto para a lixeira. Se fizesse isso, ia para a cadeia.
  • Mimeógrafo. Impressora mais rápida que a maioria das disponíveis hoje. Usava uma tinta baratinha (álcool) que não pesava no orçamento.
  • Telex. Máquina que passava e-mails e armazenava os dados em uma fitinha perfurada amarela. A vantagem é que se sabia com certeza quem estava mandando a mensagem.

Para que serve o Twitter?

Quarta-feira, 06/05/2009

twitter no iphone

Twitter é o queridinho da vez entre os geeks, mas está ultrapassando os limites desse grupo experimentador por natureza e pode chegar às massas internéticas. Lembrando que no Brasil essa massa é apenas 20% da população. O crescimento explosivo do Twitter leva alguns internautas de Neanderthal como eu ao questionamento: qual seria a utilidade desse trem? Falo de utilidade em sentido amplo, psicológico, sociológico, mercadológico.

Seria um blog? É um microblog. Os posts podem ter até 140 caracteres o que o torna impróprio para posts verborrágicos como este que você está lendo. Talvez, os blogs comuns sejam feitos para publicar textos revisados e maturados. O microblog seria voltado a uma comunicação mais espontânea e rápida?

Seria um RSS? No Twitter, o usuário segue microblogs, logo o Twitter é uma espécie de RSS especializado em microblogs do Twitter.

Seria um mensageiro instantâneo? Os posts do Twitter lembram mensagens instantâneas de serviços como o Live Messenger. A diferença é que o emissor fala para uma plateia e não reservadamente para outra pessoa.

Seria uma rede social? O Twitter é formado por seguidos e seguidores, logo é uma espécie de rede social.

Seria um serviço de SMS pela Internet? Os 140 caracteres do Twitter tem a ver com os torpedos de celular. A ideia é bem essa: integrar a web com o celular.

O Twitter tem um pouco de várias ferramentas da Web e ao mesmo tempo se diferencia delas na sua simplicidade fazendo coisas que as outras ferramentas não fazem. Com ele, é possível escrever um tipo específico de post, com um tipo específico de distribuição, para um tipo específico de rede social. E como ele de certa forma complementa outros serviços, vem a pergunta: Quanto tempo vai levar para ser possível seguir pessoas pelo Messenger? O Orkut não vai ter microblogs com seguidores cedo ou tarde? A ideia do Twitter tem tudo para ser canibalizada pelos pesos pesados das redes sociais. Twitter sozinho pode entusiasmar os geeks, mas os internautas já estão acostumados a serviços com mais funcionalidades e com maior integração. Enquanto os gigantes disputam o Twitter, eu procuro uma utilidade pare ele. Quem tiver uma idéia me avise no meu Twitter.

carregador de celular

Se você está lendo este post no computador é bem provável que tenha mais de uma fonte externa para aparelhos eletrônicos em sua casa. Essas caixinhas consomem energia elétrica sempre que forem colocadas na tomada mesmo quando o aparelho eletrônico estiver desligado. Esse consumo é baixo e ocorre porque as fontes ficam em estado de prontidão, mas pense em várias dessas caixinhas ligadas à tomada e você terá um consumo significativo no final do mês. A regra é clara: para economizar energia, tire as fontes da tomada quando não estiverem em uso.

A maioria das fontes tem eficiência muito baixa, principalmente as usadas com pequenos aparelhos. Isso quer dizer que ao ligar o aparelho, metade da energia consumida se perde na forma de calor pela fonte. Na maioria dos casos, basta tocar a fonte para perceber como ela esquenta. Fiz uma inspeção lá em casa e encontrei várias fontes torrando silenciosamente meu precioso dinheirinho. Vejam o que encontrei:

  • Videogame (Saída 8,5 VCA)
  • Modem ADSL (Saída 18 VCA)
  • Hub (Saída 5 VCC)
  • Impressora (Saída 18 VCC)
  • Carregador de celular (Saída 5 VCC)
  • Carregador de telefone sem fio (Saída 9 VCC)
  • Carregador de notebook (Saída 19 VCC)
  • Trasnponder para TV antiga (Saída 4,5 VCC)

A listinha acima mostra a dificuldade para encontrar duas fontes com as mesmas características de saída. Será o Benedito que não é possível alguma padronização para essas pequenas torradeiras? Vantagens da padronização existem várias, principalmente em casas ecológicas. Imagine uma casa que gera energia elétrica com células solares fotovoltaicas. Essa casa dispõe de corrente contínua em baixa tensão e as fontes seriam desnecessárias, desde que houvesse uma padronização mínima de tensão nos aparelhos eletrônicos. Da forma como as coisas são hoje, o dono de uma casa que gera energia fotovoltaica tem que elevar a tensão dessa energia com um conversor para depois rebaixá-la de novo com o auxílio das fontes. É perda na elevação e no rebaixamento. Até aqui, eu falei das fontes externas, mas muitos aparelhos eletrônicos têm fontes embutidas que também gastam energia à toa. Pois é, está na hora da indústria eletrônica gerar tecnologia verde. Por que não produzir fontes padronizadas e universais que seriam vendidas como opcional do equipamento? Em casas com circuitos de baixa tensão, as fontes seriam desnecessárias.

Para finalizar, uma notícia boa. Os fabricantes de celulares entraram em acordo para fornecer a partir de 2012 aparelhos com carregador universal. O mesmo carregador vai servir em qualquer celular. Eis aí um bom exemplo para toda a indústria eletrônica.

Mini Cooper

A montadora indiana Tata Motors promete lançar em breve seu modelo Tata Nano rotulado como popular graças ao preço (a partir de 2.200 dólares). A agitação em torno do Tata Nano me levou a pensar no modelo brasileiro de carro popular criado pelo ex-presidente Itamar Franco. Os carros chamados populares no Brasil têm o menor preço do mercado graças ao padrão modesto e à alíquota de imposto (IPI) que é mais baixa do que a dos outros carros. Essa alíquota têm oscilado entre 0 e 7% dependendo do humor da economia. Graças ao seu preço mais atraente o carro popular representa 50% das vendas de veículos de passeio no país. Mas o que é um carro popular? O governo brasileiro tem uma resposta simples: para ser considerado popular o carro precisa ter um motor com volume de no máximo 1 litro. É o famoso 1.0. Atendendo a esta exigência, o carro será taxado com uma alíquota menor de imposto. A indústria automobilística não gosta do motor 1.0. Dizem que não é um padrão internacional, o que as obriga a desenvolver motores especialmente para o mercado brasileiro. As montadoras alegam que poderiam vender carros com motor maior pelo mesmo preço dos 1.0 desde que as alíquotas de imposto fossem iguais para todos os carros. A regra do volume 1.0 teve sua razão de ser. Supostamente, motores menores são mais baratos e consomem menos combustível, duas qualidades essenciais a um carro popular. Contudo, o tempo passa e a tecnologia avança. A regra brasileira para definir carro popular já não é ideal e como toda regra imperfeita gera distorções. As montadoras turbinaram os motores 1.0 para deixá-los mais potentes. Ao mesmo tempo, equiparam o carro 1.0 para oferecer um produto mais nobre ao consumidor se beneficiando da alíquota baixa. Enfim, o carro 1.0 deixou de ser popular, no sentido de básico como imaginava o Itamar. Não se sabe qual benefício o consumidor teria caso a indústria pudesse usar motores globais, em vez dos 1.0 brasileiros. De qualquer forma, essa discussão sobre o carro popular já está ultrapassada e poderia ser substituída por uma proposta de carro ecológico. Em alguns aspectos, a legislação brasileira já caminha nessa direção, pois concede redução de IPI aos carros híbridos (flex).

Acredito que com uma boa discussão entre as partes seria possível chegar a um modelo de carro ao mesmo tempo popular e ecológico. Quem disse que carro popular tem que ser pé de boi, sem acessórios e sem tecnologia de ponta? As regras para esse novo carro se baseariam em métricas mais contemporâneas como baixo consumo, uso de combustíveis renováveis, uso de materiais de baixo impacto ambiental, uso de catalisador e por aí vai.

Baixo impacto ambiental, alta tecnologia e preço atraente. Será que essa combinação é possível em um único carro? O Tata Nano faz 20 km/l de gasolina para uma potência de meros 33 CV. O inglês Mini Cooper que tem dimensões semelhantes ao Tata Nano, também roda 20km com um litro de gasosa, mas oferece uma potência de 120 CV. O Mini foi concebido na década de 1960 como carro popular, mas com o tempo se tornou cult e sofisticado. O problema do Mini obviamente é o preço (em torno de 50.000 dólares aqui no Brasil). Ah, se um dia houver novamente Mini Cooper popular. Serei o primeiro na fila concessionária.