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Archive for the ‘Mundo digital’ Category


Como fazer sucesso na Internet? Esta pergunta atormenta muita gente que gostaria de ver o contador de curtidas do Facebook disparar. A Internet tem formas explícitas e públicas de medir sucesso. São as moedinhas virtuais que todo mundo gosta de colecionar. Houve um tempo em que contávamos visitas no site; depois começamos a valorizar comentários no blog; passamos a colecionar seguidores nas redes sociais e agora a moda são as mãozinhas fazendo sinal positivo no Facebook. Não vou ponderar se esses indicadores têm algum valor para a vida em geral, mas acredito que a dinâmica do sucesso nas redes sociais se aplica também à vida analógica e, por isso, vale a pena tentar entende-la.

redes sociais

Sou usuário assíduo do Flickr, site de fotografia onde existe uma área chamada Explore. Diariamente, 500 fotos são selecionadas para exibição nessa área que é uma espécie de vitrine com as melhores fotos do dia. Considerando que são publicadas mais de 5 milhões de fotos diariamente no Flickr, a chance de ir para o Explore é de 1 em 10.000, ou seja, ter uma foto publicada no Explore é como acertar na milhar. Fotos no Explore ganham uma visibilidade que se reverte em mais visitações, comentários e favoritos. Ninguém sabe como o Flickr seleciona as fotos para a sua vitrine, mas acredita-se que sejam as fotos recém-publicadas que fizeram mais sucesso. Realmente, no geral, as fotos que chegam lá tiveram boa visitação, além de comentários e estrelinhas de favoritas. Esse é um caso em que o sucesso traz visibilidade. Graças à visibilidade do Explore, as fotos que aparecem lá podem ter um aumento exponencial de visitação, comentários e favoritos. Taí uma fórmula para o sucesso: primeiro você se sobressai no seu círculo pessoal e com essa credencial, sobe para um patamar mais alto de visibilidade que amplia muito suas possibilidades de sucesso.

No mundo ideal, o Explore seria o lugar perfeito para ver as melhores fotos do Flickr, mas quem conhece essa rede social sabe que muitas fotos boas não vão para o Explore e que algumas fotos que vão para a vitrine não são tão boas como gostaríamos. Como explicar essa distorção? Provavelmente, tudo começa no processo de avaliação inicial. Para receber visitas, comentários e estrelinhas você precisa formar uma rede de contatos. Não adianta publicar uma foto ótima se você não tiver alguns contatos para avalia-la positivamente. O processo de ranqueamento do Flickr é automatizado e precisa de referências. Alguns usuários precisam fazer uma avaliação da foto. É com essas referências que o Flickr conta para montar sua vitrine. Um ótimo fotógrafo mal relacionado não vai ganhar visibilidade no Flickr. Por outro lado, um fotógrafo mediano que faz bastante networking pode conquistar espaço na vitrine por conta do sucesso que faz no seu círculo local de relacionamento.

O desejo dos amantes da fotografia é encontrar facilmente as melhores fotos e o sonho do bom fotógrafo é ser reconhecido sem ter que investir muito em marketing pessoal. Quem está mais próximo de conciliar esses dois interesses é a rede de fotógrafos 500px. Parecido com o Flickr, o 500px também tem uma vitrine onde exibe as melhores fotos recém-publicadas. Só que no 500px a vitrine é dinâmica, não tem número limitado de fotos e está em constante movimento. Ela pode mudar cada vez que você recarrega a página. Funciona assim: há três áreas para ver fotos recentes: a área de fotos que acabam de ser publicadas; uma área de fotos em alta e a área de fotos populares que são as melhor avaliadas. Cada foto tem um indicador de ranqueamento chamado pulse que vai de 0 a 100. Quando você publica uma foto ela começa com pulse 0 e à medida que recebe visitas, comentários, gostadas e favoritadas o pulse sobe. Quando o pulse atinge 70 pontos, a foto passa a ser exibida na área de fotos em alta (upcoming) e se chegar em 80 pontos vai para a área de fotos populares. São três níveis de visibilidade. No primeiro nível, o fotógrafo conta com a visualização em sua rede de contatos e de pessoas que circulam pela área de fotos recém-publicadas. Quando o pulse sobe a foto vai para o segundo nível (fotos em alta) e a visibilidade aumenta. Se a foto ganhar pulse e chegar à área de fotos populares a visibilidade fica maior ainda. O sistema tem uma eficiência alta, quase cruel. Uma boa foto pode ganhar visibilidade alta em minutos. O resultado é bom para todos. As fotos populares do 500px são de encher os olhos e se o dia for produtivo haverá muitas fotos boas disponíveis, pois não há uma limitação de número de fotos no sistema. O que vale é o pulse de cada uma. O sistema valoriza o dinamismo. A partir do momento em que a foto foi vista e avaliada pela comunidade seu pulse tende a cair, pois é preciso atividade recente para mantê-lo alto. Em resumo, o sistema de ranking do 500px procura captar a opinião da comunidade inteira e não apenas do círculo íntimo do fotógrafo. Dessa forma, evita-se o efeito panelinha do networking que pode acontecer quando a qualificação inicial fica a cargo de amigos.

Pelo que vimos até aqui sucesso traz visibilidade em um modelo com patamares de visibilidade crescente. E visibilidade traz sucesso? Vamos imaginar uma situação hipotética em que por falha do sistema uma foto ruim vai para o Explore do Flickr. Será que ela vai receber uma chuva de visitas e comentários graças à sua alta visibilidade mesmo sendo ruim? É provável que receba mais visitas e comentários do que merece, mas não vai ter o mesmo desempenho de uma bela foto colocada na mesma posição. Sim, é possível inflar o sucesso com artimanhas para aumentar a visibilidade. E o pior é que nem sempre a mentira tem perna curta.

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No princípio Steve Jobs criou o iPad. Para muitos nativos digitais esta é a história da tecnologia. Quem está há mais tempo na estrada sabe, porém, que antes de chegarmos aos tablets uma longa estrada foi percorrida. Fiz um rastreamento na minha memória relembrando os aparelhos que já usei e que hoje podem ser substituídos de alguma forma por um tablet. A lista ficou extensa e quem tiver curiosidade pode ve-la na minha linha do tempo pessoal de evolução tecnológica.

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A tecnologia não pára e faz com que os aparelhos vão se sobrepondo rapidamente. Avanços tecnológicos são bons para o meio ambiente, pois costumam ser mais eficientes e multifuncionais do que os antecessores, mas o obsoletismo rápido dos aparelhos gera pilhas de sucata. Pela minha contabilidade familiar já adquiri:

  • 1 tablet
  • 3 smartphones
  • 10 celulares
  • 3 notebooks
  • 4 desktops
  • 2 impressoras
  • 2 modens
  • 1 roteador
  • 3 televisores
  • 5 câmeras fotográficas
  • 2 mp3 players
  • 2 DVD players
  • 2 consoles de videogame
  • 2 aparelhos de som
  • 2 aparelhos de som automotivos
  • 4 aparelhos telefônicos
  • 2 rádios relógio
  • 1 agenda eletrônica
  • 4 relógios de pulso

São 55 aparelhos fora os que esqueci que ajudaram no progresso da indústria, dos quais 21 ainda estão na ativa. De qualquer forma parece muito para minha atual visão minimalista. O curioso é que o ritmo das minhas aquisições tem aumentado nos últimos anos, em parte por necessidade profissional e pelo crescimento da família, mas principalmente pela pressão social de se manter atualizado com a corrida tecnológica. Minha expectativa é que no futuro haja menos aparelhos  e mais recursos em cada um deles, mas não parece ser essa a tendência da indústria que se prepara para a era da computação vestível e onipresente.

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Há alguns anos meu relógio de pulso parou de funcionar e resolvi que não o levaria para o conserto. Mais que isso, decidi não usar mais relógio, afinal é possível ver as horas no celular que me acompanha onde vou. De uns tempos para cá os boateiros passaram a falar de relógios computadorizados (smartwatches) que líderes da indústria informática como Apple, Google e Samsung estariam prestes a lançar. Será que vou precisar rever minha decisão de não comprar mais relógio de pulso?

i-watch

Não sabemos ainda quais funcionalidades terão os smartwatches, mas ouso dizer que dá para viver muito bem sem eles, principalmente se você contar com outros dispositivos como notebook, tablet ou smartphone. Minha opinião, obviamente, não terá nenhuma influência no sucesso ou fracasso dos smartwatches, pois a maioria das pessoas não é objetiva na hora de ir às compras. Eu disse a mesma coisa sobre os tablets e eles estão vendendo como água. Eu mesmo tenho um (mas é pela necessidade profissional de me manter atualizado, que fique bem entendido). A indústria da informática tem que responder a pergunta do momento: o que vamos vender para o consumidor que já têm notebook, tablet e smartphone? A resposta parece que está na computação de vestir (wearable computing) e os melhores exemplos dessa nova geração de produtos são os óculos do Google (Google glass) e o provável iWatch da Apple.

Pensando na utilidade de um smartwatch comecei a fazer comparações com relógios tradicionais que já tive e me vieram à cabeça algumas perguntas:

  • Dá para ler e-mails enquanto toma banho? Todo relógio que se preza é à prova d’água.
  • A bateria dura até cinco anos ou mais já que pode ser recarregada pela luz ou por movimentos corporais. Relógio bom você coloca no pulso e esquece de tirar.
  • Com um smartwatch vai dar para medir a frequência cardíaca? Relógios de pulso para atletas já fazem isso, melhor ainda se medisse a temperatura corporal para saber se estou com febre.
  • Vem com altímetro, profundímetro e taquímetro, sensores presentes em relógios esportivos?

Imagino que um smartwatch ajuste automaticamente o horário de verão e o fuso horário (caso tenha alguma funcionalidade de geoposicionamento), mas inovadora mesmo seria sua integração com sensores que não sejam comuns nos dispositivos de informática. Óculos, relógios e outros dispositivos computadorizados de levar junto ao corpo vão se tornar comuns em nosso cotidiano daqui alguns anos. Os computadores serão a extensão do corpo ou será o contrário?

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Os tablets são o sonho de consumo da vez, mas tenho visto que eles não são uma unanimidade, principalmente entre os profissionais de Informática, que teoricamente seriam entusiastas das inovações tecnológicas digitais. Já ouvi comentários do tipo: “Belo brinquedinho esse tablet, mas para trabalho prefiro meu velho PC.” A resistência dos saudosistas do PC-Windows contra os tablets seria uma rabugice de quem tem preguiça de se adaptar ou faz sentido? Quando comecei a usar tablets tropecei em várias pequenas pedras e como neste blog tento ensinar para aprender vou comentar algumas das minhas dificuldades com as tabuinhas. Não sou ingênuo a ponto de acreditar na existência de interfaces intuitivas. Em Informática tudo é uma questão de aprender novas convenções e mudar de hábitos. Não vamos nos iludir, porém que os tablets estejam maduros para substituir os PCs em todas as suas funcionalidades. Aliás, não foi para isso que foram criados. No futuro, mudaremos de dispositivo várias vezes durante o dia, escolhendo o mais adequado para cada necessidade. Vamos começar pelas funções executadas de forma diferente no novo suporte.

tablets

  • CTRL+ALT+DEL. A maioria das dificuldades de quem começa a usar tablets vem da ausência do teclado físico. Felizmente, os tablets extinguiram o CTRL+ALT+DEL, comando difícil de executar com uma só mão. Para desbloquear um tablet existem várias opções. A mais simples é deslisar o botão de desbloqueio pela tela, mas cuidado com essa comodidade insegura. Nos dispositivos móveis é padrão gravar todas as senhas para comodidade do usuário. Se um estranho tiver acesso ao tablet poderá fazer uma farra com seus dados e, por isso, é melhor configurar um desbloqueio mais seguro. Use senha, reconhecimento biométrico ou ligar pontos na tela com o dedo.
  • Menu Iniciar. As aplicações disponíveis em um tablet são exibidas na tela inicial sob forma de ícones. Lembre que a tela inicial é comprida na horizontal e basta deslizá-la para esquerda e direita. No iPad, é possível criar grupos de ícones que lembram as pastas do menu Iniciar do Windows. Faça assim: mantenha o dedo sobre um ícone até que ele comece a tremer. Em seguida, arraste-o até o outro ícone que você quer agrupar. Será criado um grupo. Depois disso, é só arrastar os demais ícones para o grupo.
  • Barra de tarefas. Para saber quais aplicações estão ativas em um iPad dê duplo clique no botão frontal do aparelho. Se preferir, deslize com quatro dedos para cima a base da tela inicial. Em tablets Android há várias possibilidades: Em alguns casos, basta manter o botão liga/desliga pressionado por instantes e selecionar Aplicações recentes no menu. Tente também, manter o botão Home pressionado por instantes. Alguns usuários de Android preferem instalar gerenciadores para controlar as aplicações ativas.
  • Botão direito do mouse. Nos tablets, algumas funções do botão direito podem ser alcançadas mantendo o dedo sobre a tela por instantes para chamar o menu de contexto.
  • Minimizar programa. Para minimizar um aplicativo no iPad faça o movimento de juntar os quatro dedos na tela. Se você pressionar o botão frontal do iPad o resuultado é o mesmo. No Android, toque o botão home.
  • Alternar entre programas. No iPad, deslize quatro dedos pela tela na horizontal. Com isso, você vai passar de uma aplicação ativa para outra.
  • Fechar programas. Em tablets não é preciso fechar aplicativos. Deixe por conta do sistema operacional fechar os aplicativos menos usados quando ele achar necessário. Assim, os aplicativos que você usa mais estarão semre carregados na memória. Mas se você é teimoso e quer fechar os aplicativos ociosos porque no Windows era bom fazer isso instale um gerenciador de aplicações e mantenha seus apps na rédea curta.
  • SHIFT e CAPS LOCK. Para digitar uma letra maiúscula, o teclado virtual tem tecla SHIFT (seta para cima). Em início de frases, o sistema se encarrega gentilmente de pressionar SHIFT por você. Para fixar as maiúsculas toque duas vezes a tecla SHIFT. Dois toques novamente desligam as maiúsculas.
  • Acentos e cedilha. Encontre vogais acentuadas e o cê cedilha no teclado virtual do tablet mantendo o dedo sobre a letra básica por alguns instantes.
  • Caracteres especiais. Os teclados virtual tem uma camada para letras, outra numérica e uma para caracteres extras.Os caracteres tradicionais do teclado físico como # $ % & estão lá. Mantendo o dedo sobre a tecla básica surgem as variações.
  • Print Screen. Para gerar uma imagem da tela do iPad pressione o botão liga/desliga e em seguida o botão frontal do aparelho.
  • Selecionar, recortar, copiar e colar. Quando estiver visualizando páginas de Internet ou documentos de texto em um tablet, toque na tela por instantes para que apareça a área de seleção. Arraste as alças da área para definir a seleção e depois toque o comando desejado.
  • Suspender, hibernar e desligar. No PC, suspender é colocar a máquina em baixo consumo de energia e hibernar é desligá-la memorizando informações para restabelecer a área de trabalho do mesmo jeito que foi deixada antes do desligamento. Nos tablets essas funcionalidades são padrão, basta um toque no botão liga-desliga para que eles entrem ou saiam do modo suspenso. O iPad conta com um charme a mais: Basta levantar a capa magnética para o aparelho voltar ao estado ativo. Alguém desliga tablets? Considerando o baixo consumo dessas engenhocas, creio que só pessoas metódicas lembram de desligá-los.

Tablets não resolvem todas as paradas. No próximo post vamos falar de tarefas que só um PC dá conta.

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Tirei a foto juntando peças do meu museu doméstico da tecnologia. Para a nova geração entender vou explicar a função de cada item:

Museu doméstico da tecnologia

  • Máquina de escrever. Imprime enquanto você digita.
  • Globo. Google Maps 3D que não dava zoom.  Alguns mostram lugares que não existem como União Soviética, Tchecoslováquia e Iugoslávia.
  • Máquina fotográfica analógica. Tinha que mandar os arquivos para revelar.
  • Papel de carta. E-mail enviado em papel. Raramente era spam.
  • Relógio de pulso a corda. Não precisava de bateria e mostrava as horas desde que você lembrasse de dar corda.
  • Papel carbono. Para imprimir várias cópias ao mesmo tempo.
  • Estêncil. Imprimia muitas cópias por um preço baratinho.
  • Long play. Ou LP era um mp3 redondo, preto e com um buraco no meio.
  • Livro. Esse tipo de pdf tinha sistema operacional celulósico que não travava.
  • Fita cassete. Memória comprida e enrolada. Dizem que é mais durável do que qualquer uma usada hoje.
  • Despertador. Mostrava as horas para iniciados na arte de ler ponteiros e acordava as pessoas pela manhã.
  • Fita VHS. Vídeo que precisava rebobinar depois de ver. Alguns eram piratas também.
  • Agenda eletrônica. Tinha incríveis 32 KB de memória, mas dava conta do recado.
  • Calculadora. Não precisava esperar o Windows carregar para usar.
  • Disquete. Armazenava dados, mas não cabia nem uma música em mp3.

O interessante é que os 15 artefatos tecnológicos mostrados na foto foram substituídos por um computador com impressora.

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A Microsoft anunciou que vai descontinuar o popular Windows Live Messenger, ou MSN Messenger como muitos ainda o chamam. Os usuários poderão migrar para o Skype que foi comprado pela Microsoft recentemente e tem prioridade mais alta nos planos da empresa. Eu uso o Live Messenger há muitos anos, mas confesso que ele já perdeu relevância no meu cotidiano. São tantas as opções disponíveis atualmente para mandar mensagens que o difícil é escolher qual usar. Variedade de oferta é bom, mas é improdutivo gerenciar vários serviços e listas de contatos que geralmente não se integram. Ainda lembro do ICQ, antecessor do Messenger que estabeleceu o conceito de mensageiro instantâneo digital. Cada usuário do ICQ tinha um UIN (Número Identificador Universal). Pois é, no auge do ICQ ainda no século XX acreditava-se em um serviço universal. Será que chegaremos um dia à sonhada solução universal para envio de mensagens? Vamos analisar as opções.

Correio. Enviar mensagens pelos correios na forma de carta, telegrama ou encomenda continua sendo uma opção popular. Há um caráter oficial na correspondência impressa enviada por correio, mas seu inconveniente é a latência do processo. Dependendo da distância e da eficiência dos correios pode levar dias até a mensagem alcançar o destino. O remetente precisa ter endereço fixo o que é um problema para moradores de rua e de locais não alcançados pelos correios. Além disso, muitas pessoas não gostam de divulgar seu endereço físico por razões diversas e difíceis de entender.

Telefone fixo. Muita gente está abandonando o telefone fixo, mas é cedo para dizer que ele vai virar peça de museu. Uma das vantagens do fixo no Brasil é o custo baixo das ligações, sua defasagem tecnológica, porém, é grande. Fixo depende de ter gente em casa para atender e é um meio de comunicação síncrono, ou seja, quando toca tem que ser atendido na hora senão seu toque irritante causará taquicardia. Conseguir o telefone fixo de uma pessoa é relativamente simples na maioria dos casos. No Brasil, o telefone fixo oferece poucas opções de operadoras.

Celular. No Brasil, o celular é o meio de comunicação realmente popular. Permite comunicação síncrona por voz ou assíncrona por texto e, na teoria, acompanha o dono onde ele for. A qualidade do serviço prestado pelas operadoras deixa a desejar. Elas conversam entre si, mas o preço das ligações entre operadoras é muito alto, o que gera o fenômeno nacional dos celulares multi-chip. Pesquisar o telefone celular de uma pessoa é a missão quase impossível.

E-mail. Dizem que e-mail é coisa de velho, mas esse protocolo de comunicação não mostra sinais de declínio. Os jovens podem usá-lo menos do que os adultos, mas praticamente todos que acessam a Internet têm e-mail. O e-mail circula independente do servidor do remetente ou do destinatário, ou seja, não é tecnologia proprietária desta ou aquela empresa. Outra coisa: o destinatário da mensagem não precisa aceitá-lo como amigo para receber sua mensagem.

Mensageiro digital. O ICQ foi o pioneiro e o Windows Live Messenger dominou por bastante tempo, mas hoje existem vários mensageiros que raramente conversam entre si. O Live Messenger, por exemplo, se integra ao chat do Facebook; é possível conversar com alguém no Facebook usando o Messenger; mas o contrário não é possível. Por conta dessa pulverização é difícil imaginar os mensageiros como canal universal para mensagens. Com a popularização dos smarthpones conectados à Internet, os mensageiros podem substituir serviços como o SMS e talvez até boa parte das ligações de voz.

Rede social. Muita gente se comunica pelos murais das redes sociais como Facebook ou Twitter. Como essas redes podem ser acessadas via celular podem acompanhar o usuário em tempo integral. Existe integração entre as redes sociais, mas normalmente o fluxo das informações vai da rede menor para a maior (Facebook). Localizar pessoas em redes sociais é fácil, mas normalmente é preciso uma amizade recíproca para poder conversar com o outro.

Há muito tempo atrás, naquela época em que não existia Internet, bastava colocar o número do telefone fixo no cartão de visitas. Hoje em dia, se ainda fosse comum imprimir cartões, eles seriam mais parecidos como uma fita para acomodar a infinidade de meios de contato com o cidadão digital.

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Eu peguei uma época em que o contato com o computador acontecia pelo guichê do departamento de Informática da Universidade. Você entregava um maço de cartões perfurados e dias depois recebia algumas folhas de formulário contínuo com o resultado do processamento. Depois vieram os computadores pessoais de mesa. Que revolução ter um computador em casa! Com o tempo, os notebooks se tornaram mais acessíveis. Que maravilha poder usar o notebook no sofá ou na cama. A chegada dos smartphones e tablets ampliou a mobilidade da computação, pois essas pequenas tabuinhas eletrônicas vão junto com o dono para qualquer lugar. O computador está a cada dia mas próximo de nós, mas essa evolução fantástica até agora não se compara ao que está por vir. Chegará o dia em que a computação estará em todos os lugares, viveremos imersos nela e será difícil imaginar a realidade sem computação onipresente. Perceba o detalhe: não falamos de computadores, mas de computação em todo lugar. Você já deve ter visto exemplos desse admirável mundo novo no cinema. Vamos relembrar:

Visão de exterminador do futuro. Olhar para as coisas e receber informações precisas sobre o objeto focado não é privilégio de robôs bombados. Aplicativos de celular como o Layar nos dão informações sobre objetos focalizados na câmera do aparelho. O óculos do Google promete trazer mais comodidade para quem olha para as coisas e quer saber mais. Recursos como esses não servem apenas para exterminar pessoas. Imagine a cena: alguém se aproxima e você entra em desespero. “Conheço esse cara, mas não lembro o nome”. Com um Google glass a vida fica mais simples, pois o nome da pessoa vai aparecer na lente do óculos como se fosse mágica. Outra possibilidade: Se você for ao museu pode saber na hora todas as informações do quadro que está olhando.

Pesquisando bancos de dados com as mãos. No filme Minority Reporto personagem de Tom Cruise busca informações movendo hologramas no ar com as mãos. Nesse caso, a realidade já superou a ficção, pois hoje é possível comandar programas com gestos sem uso de luvas especiais como no filme. Aparelhos como o Kinect da Microsoft captam nossos gestos sem precisar de nenhum acessório preso ao corpo. Televisores Samsung da linha Smart podem ser comandados por voz ou gestos e estão à venda em uma loja Casas Bahia perto de você.

As coisas conversam com você. No filme Eu Robô, o personagem de Will Smith passa por uma loja e é cumprimentado por uma voz agradável que sabe seu nome e tem uma ótima sugestão de compra a lhe fazer. Reconhecimento facial já é uma realidade em sistemas de segurança. O mapeamento dos hábitos de consumo do comprador já é feita por vários sites que visitamos. É questão de tempo para juntarem essas duas pontas.

O oráculo que tudo sabe. No filme AI Inteligência Artificial existe um local onde é possível saber a resposta para qualquer pergunta. Na verdade, esse oráculo é um holograma que interage com a pessoa de forma natural. O Google tem planos de ser esse oráculo e pretende estar a cada dia mais presente em nosso cotidiano de forma que não será preciso visitar nenhuma tenda misteriosa para consultá-lo. Quem tem celular conectado à Internet pode falar para o Google o que gostaria de buscar. A resposta do Google pode ser direta como no caso de você desejar a previsão do tempo para sua cidade.Imagine esse modelo ampliado ao ponto de Google se tornar um assistente que ouve o tempo todo o que você fala e lhe dá respostas à medida que identifica dúvidas na sua fala.

Caminhamos para um admirável mundo em que a sua casa sabe que você está chegando e o recebe com as luzes acesas, ar condicionado ligado e portas destravadas. Nesse mundo será difícil saber onde ficam os computadores, pois eles estarão em todo lugar, interligados entre si em uma assustadora inteligência global onipresente.

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