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Posts Tagged ‘Apple’


Esses dias eu acompanhava notícias sobre o lançamento de produtos Microsoft e percebi uma certa adesão ao estilo maçã de ser entre os homens das janelas. Os apresentadores usavam roupas descoladas e informais que passavam um ar casual e descontraído. Um novo estilo para combinar com os blocos de cores vibrantes do Windows 8 que substituem as janelas cinzentas. Novos tempos que contrastam com o estilo do chefão Steve Balmer e suas camisas sociais azuis ou do mega chefão Bill Gates e seus óculos de aros dourados. Bem, esse não é um post sobre o mundo fashion da tecnologia, mas sobre estilos de criar produtos e gerir negócios.
Lançamento do surface
Steve Jobs fazia suas apresentações de produto de calça jeans e barba por fazer. Esse estilo casual o deixava mais jovem, menos careta, mais artista, menos engenheiro, mais descolado, menos técnico. O estilo Steve Jobs de ser que se confunde com o estilo Apple tem feito escola. A marca Apple está associada ao design elegante, a produtos conceiutalmente redondos, além de inovação, usabilidade e ousadia. Tudo bem, há muitas restrições aos produtos Apple: são caros; não tem o alcance e a compatibilidade do Windows e na porta da Apple Store tem um leão de chácara que barra a entrada de aplicativos suspeitos como uma tal da Playboy que não pode mostrar corpos femininos desnudos nas telas da Apple.Os produtos Apple não se prestam a serviço pesado e as políticas da empresa seguem um puritanismo de shopping center que faria mia tia carola dar risada. Mesmo assim, a imagem da Apple é sedutora, jovial, casual e cada vez mais pessoas tentam imitá-la.
A indústria do futuro será conduzida por designers que desbancarão os engenheiros? É provável que sim. Os executivos do futuro vão usar cada vez mais calças jeans e muitos vão aderir ao budismo em vez de ir à missa todo domingo de manhã. O ambiente corporativo ficará menos estressante? Parece certo que os sargentões estão com os dias contados, logo teremos menos controle nas empresas, mas se o estilo Jobs for seguido à risca haverá uma cobrança insana por resultados.
Steve Balmer e Bill Gates
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O joguinho Phone Story foi publicado semana passada na lojinha virtual da Apple, mas teve vida curta. Apenas sete horas depois do lançamento foi retirado do ar. Qual seria a razão dessa meteórica passagem pelas prateleiras digitais da App Store? O que levou o joguinho a ser ejetado para fora do sistema?

A explicação oficial da Apple é que o aplicativo viola os termos de uso e as políticas comerciais da App Store bla bla bla. Na prática, todos sabem que o joguinho foi removido porque fala mal da Apple. Em uma das fases do game, o jogador precisa evitar que funcionários suicidas pulem do prédio da Foxconn, empresa chinesa que fabrica os badalados iPhones e iPads. Em outra parte do jogo, é preciso levar o maior número de consumidores enlouquecidos para dentro de uma loja Apple durante o lançamento de um produto.

Adoradores bovinos da Apple vão dizer que a empresa é dona da App Store e pode fazer o que quiser nos limites territoriais de seus produtos. Acredito que não é bem assim. Estamos em uma fase da era digital dominada por plataformas e a Apple é responsável por uma delas. Uma plataforma é um ecossistema de geração de conteúdo e de comunicação com alcance global. Participam desse ecossistema fabricantes, desenvolvedores, conteudistas, comerciantes e, obviamente, o consumidor. Plataformas são locais onde a comunicação moderna acontece. Windows, Facebook, Google e Twitter também são plataformas. Nesses ecossistemas a sociedade se expressa, se comunica, se informa. O livro é uma plataforma da era analógica, a televisão também é.

Quando uma empresa como a Apple, que gerencia uma plataforma de comunicação, toma atitudes como remover um jogo de sua loja só porque o jogo faz uma crítica com humor negro à própria plataforma ficamos bem próximos de um cerceamento da liberdade de expressão. Tudo bem que o game está disponível também no Android Market. Tudo bem que a Apple não tem o alcance monopolista do Google ou da Microsoft, mas a Apple tem se esmerado ao longo dos anos em dar pitis contra quem desafia suas políticas fundamentalistas de controle de conteúdo. Basta lembrar que eles proibiram foto de mulher pelada na revista Playboy para iPad.

Vejo as plataformas digitais como praças públicas, onde é possível encontrar pessoas de todos as classes, credos e opiniões. A praça é do povo e não cabe ao prefeito dizer quem pode circular por lá. Empresas com cabeças mais abertas como Google e Microsoft têm um nível melhor de compreensão dessa realidade da cultura digital. Talvez a Apple devesse admitir que é apenas a concessionária da sua plataforma, mas até agora eles preferem tratá-la não como praça, mas como shopping center, onde o ar é refrigerado e seguranças de terno preto circulam em toda parte.

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Este post não é sobre a Apple, bem entendido, é sobre a imprensa que cobre tecnologia. Esta semana li uma matéria de um importante meio de comunicação que anunciava a possibilidade do lançamento nos próximos meses do iPhone branco. Fala sério! A possibilidade de lançamento de qualquer coisa nos próximos meses não é notícia. Notícia é o lançamento. Pior ainda se o lançamento provável se resumir a uma nova cor para um produto conhecido.

Infelizmente, boatos fúteis tratados como notícia não são novidade quando se trata da cobertura de tudo que envolve a empresa Apple. Nada contra os produtos fantásticos que ela produz, mas quando a imprensa chega ao nível da veneração incondicional e bovina a realidade começa a se distorcer. Seria uma falta de assunto causada pelo marasmo na indústria digital? Os jornalistas estão apenas reproduzindo o comportamento de consumidores ávidos por qualquer detalhe irrelevante que envolve os produtos Apple?

Uma coisa é certa: a Apple está fazendo escola. Steve Jobs sabe muito bem como pautar a imprensa e outras empresas com menos apelo também aderiram à moda de plantar boatos sobre lançamentos futuros na esperança de gerar uma demanda ainda inexistente. Muitas estão dando tiro no pé ao gerarem expectativa sobre produtos que não são assim um Apple. Ah, saudades do tempo em que você lia sobre um produto na imprensa e podia se dirigir à loja mais próxima para comprá-lo.

Leia a matéria sobre o provável iPhone branco.

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Quando alguém quiser aplicativos para celulares com Android é só ir na Android Market, a lojinha virtual do Google, certo? Esse continua sendo o caminho preferencial para os donos de smartphones Android, mas agora existe outra opção de peso: a Amazon Appstore. Bem-vinda concorrência saudável.

Nos primeiros tempos do computador desktop instalar programas era uma atividade para bravos. Com o tempo, a instalação de software foi se tornando mais amigável e acessível para leigos, mas em computadores continua sendo algo mais complicado do que instalar um app para celular. Sistemas operacionais para celular como o Android transformaram a instalação de aplicativos em uma operação realmente simples: você vai na loja virtual, seleciona o aplicativo, clica em instalar e pronto, logo ele estará funcionando no celular. Bem, isso é válido para apps que estão disponíveis em uma loja virtual que o celular acessa. Isso quer dizer que o celular precisa vir com pelo menos um aplicativo instalado, justamente o da loja virtual.

Quem quiser conhecer a nova loja de aplicativos da Amazon vai esbarrar em um pequeno obstáculo. O aplicativo Amazon Appstore não está disponível na prateleira do concorrente (Android Market) e, por isso, os usuários terão que fazer um caminho por fora para chegar lá.

Instalação pelo caminho longo. Felizmente, o sistema Android é aberto e permite que outra loja virtual seja adicionada sem problemas. No site da Amazon existe um roteiro de oito passos para a instalação de um aplicativo sem intermediação de uma loja virtual. Confesso que achei que era muito passo, mas segui o roteiro e instalei o aplicativo da Amazon rapidinho. Agora tenho uma opção a mais para adquirir aplicativos. Espero que outras lojas surjam com o tempo, inclusive lojas pequenas que atendam necessidades específicas dos usuários.

Enquanto isso no mundo do iPhone só existe uma loja oficial (iTunes) e a Apple faz o que pode para conservar o seu monopólio nesse negócio altamente rentável. Como todos sabem monopólio é bom apenas para o monopolista. Usuários de iPhone que desejam maior liberdade para decidir o que podem fazer com seus celulares estilosos têm que recorrer a soluções digamos deselegantes de desbloqueio e jailbrake.

A Internet está em transformação contínua e a tendência atual é o declínio da web e ascensão da Internet dos aplicativos (apps). Os apps estão fortemente ligados à lojas virtuais como iTunes, Android Market e Amazon appstore. Como já estou crescidinho creio que posso decidir o que vou instalar em meu smartphone e não preciso da tutela de uma grande empresa para selecionar criteriosamente o que vai ser disponibilizado para mim. Da mesma forma, gosto de poder escolher livremente o vendedor dos aplicativos que vou adquirir. Obviamente irei à loja que me oferecer as melhores condições. Parabéns à Amazon por oferecer uma alternativa de peso aos usuários e ao sistema Android por ser aberto.

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A web vai acabar?


Em agosto do ano passado a revista Wired publicou matéria de capa com o título A Web está morta. Vida longa à Internet. Provavelmente, a web ainda vai longe, mas está ameaçada por novas formas de consumir a Internet e, por isso, a provocação da reportagem faz sentido. Talvez em um futuro próximo a World Wide Web se torne uma forma pouco utilizada de acessar a rede que se limitará a alguns usos específicos. Para deixar mais claro, web é aquela parte da Internet codificada em HTML que acessamos por meio de navegadores como Internet Explorer, Firefox e Chrome. A Web criada por Tim Berners Lee há duas décadas foi responsável pela explosão da Internet, mas agora começa a enfrentar a concorrência dos apps, que pertencem a outro ecossistema de produção e ganham força com o crescimento dos celulares inteligentes e tablets. A Internet dos apps é aquela em que acessamos os dados por meio de pequenos aplicativos (programas) baixados de lojas virtuais. Não se trata apenas de mudança técnica. O crescimento dos apps e o declínio da web tem implicações profundas que ainda não conseguimos antecipar. O tempo dirá que participação cada modelo terá na Internet do futuro. O que podemos ver de imediato, porém, são algumas diferenças grandes que a web apresenta em relação à Internet dos apps.

A Internet dos apps tem outros protagonistas. Ganham força os sistemas operacionais para smartphones como iOS e Android; os navegadores de Internet tornam-se secundários; os mecanismos de busca como o Google perdem relevância e as lojas de aplicativos (app stores) tornam-se centrais. Em outras palavras: mudam os intermediários e a forma de ganhar dinheiro com a grande rede. Há quem acredite que a ascensão dos apps vai deixar a Internet amarrada ao interesse econômico e que podemos dar adeus à Internet livre e gratuita dos primeiros tempos; isso porque a Internet dos apps tem um modelo mais promissor ao conteúdo pago.

Outra diferença entre a web e os apps está no fato de que a primeira é mais acessível aos pequenos produtores de conteúdo. Desenvolver apps para várias plataformas e convencer o usuário a baixá-los não é tão simples como colocar um blog no ar. Para quem acredita na liberdade acima de tudo, a Internet dos apps vai parecer restritiva demais. Um bom exemplo dessa restrição é a revista Playboy que é publicada no iPad sem mulher pelada porque existe uma diretiva que proíbe belos corpos desnudos em apps da loja virtual da Apple.

A Internet está em transformação. Que bom, sinal que está viva. Daqui algum tempo saudosistas vão suspirar quando lembrarem dos tempos áureos da Web enquanto que os alinhados com a Internet dos apps vão achar que tudo ficou bem melhor. Talvez a Internet esteja perdendo o idealismo dos primeiros tempos para se tornar negócio de gente grande. Tudo bem, é assim que funciona desde que ela continue sendo o espaço público de todos.

Leia a matéria da Wired.

Crédito de imagem: Wired

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Você pagaria para ler este post? Provavelmente, a maioria dos leitores vai dizer com naturalidade que se caiu na Internet é grátis. Estamos acostumados a pagar por um jornal ou revista na banca de jornal, mas pagar pelo mesmo conteúdo caso esteja na Internet é outra história. Esses usos e costumes da Internet podem mudar se depender de iniciativas lançadas nas últimas semanas pelos grandes players. A Apple lançou em parceria com a News Corp o jornal digital assinado The Daily, exclusivo para iPads e vai estender o modelo para outras publicações. Google lançou o One Pass que se propõe a ser o intermediário financeiro entre o leitor e o produtor de conteúdo. A ideia do One Pass é funcionar como um liberador de acesso a conteúdos pagos da Internet. O leitor paga ao Google que se encarrega de repassar aos editores a parte deles. A proposta do novo serviço Google é flexível e aberta, ou seja, tem a cara do Grande Irmão permitindo o acesso por assinatura, por volume acessado ou até por item único.

Será que a Internet paga vai pegar? O tempo dirá, mas há indícios que os grandes produtores de conteúdo vão se unir para fazer o modelo acontecer, já que a forma como ganharam dinheiro até hoje está desmoronando. Eles alegam que conteúdo de qualidade custa caro e nisso estão certos. O problema é que os internautas não vão querer pagar por assinaturas isoladas como faziam e ainda fazem na realidade não digital. Empresas como Apple e Google sabem que para a Internet pay-per-view dar certo é preciso criar ecossistemas de produção. Não adianta apenas a News Corp dizer que vai cobrar por seus prestigiados jornais se os outros jornais não seguirem pelo mesmo caminho. O One Pass pode ser o elemento agregador que permitirá aos consumidores acessarem conteúdos variados com uma única conta a um preço razoável. Nesta altura, você caro leitor pode estar pensando: eu nunca vou pagar para ler um post, ainda mais por este que ousa cogitar a possibilidade da cobrança por conteúdo. Tudo bem, a Internet continuará a oferecer uma vasta produção de conteúdo livre e se depender de mim, este post continuará grátis.

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Uma das razões para o sucesso da TV é a sua burrice. Não estamos falando do conteúdo, mas dos aspectos tecnológicos dessa mídia. Calma, a tecnologia da TV é fantástica, mas parece plana diante da interatividade que encontramos em computadores conectados à Internet. Simples, unidirecional, contínua, efêmera, passiva, essa é a TV que conhecemos há décadas, mas se você quer deixá-la mais parecida com o que encontra no computador pode lançar mão de algumas alternativas. Ainda não há uma solução matadora para integrar a TV com o mundo digital, o que não impede o telespectador de montar a sua. Vejamos algumas ideias para ter uma TV 2.0.

TV digital. A transmissão digital em alta resolução começou no Brasil há pouco tempo e promete acrescentar interatividade à TV. Por enquanto, isso é mera promessa, o que a TV digital tem a oferecer de melhor até o momento é uma qualidade de imagem superior com resolução mais alta (1080 linhas) e formato widescreen (16:9). Além disso, pode ser acessada em dispositivos pequenos e móveis como os celulares.

Google TV. A primeira Google TV foi lançada pela Sony em 2010 e acrescenta recursos de Internet à TV como um serviço de busca que obviamente é fornecido pelo Google. A proposta da Google TV é unificar a interface dos aparelhos de TV sob a tutela do grande irmão. Integração com a Internet, possibilidade de gravar programas, interface intuitiva, YouTube no televisor. Seria uma TV com um quase computador embutido? Google quer ser o senhor das plataformas.

Apple TV. A pequena caixinha com a logomarca da maçã é um quase computador que interliga a TV com a Internet. Com ela é possível acessar a loja da Apple para baixar conteúdos de TV, além de músicas e filmes. A Apple TV também se integra com provedores de conteúdo como a Netflix (só para americanos). Seria uma locadora virtual, um tipo diferente de TV a cabo? Uma TV sob demanda? Para os brasileiros há limitações as mais variadas, obviamente: pagamento em dólar, programação voltada para os americanos, etc.

Windows Media Center. A versão Premium do Windows vem com esse aplicativo desenvolvido para integrar o computador com a TV. A interface do Windows Media Center é própria para exibição em aparelhos de TV, que nesse caso funcionam como monitor, pois quem comanda o espetáculo é o computador. O Windows Media Center permite gravar programas e organizar todo tipo de mídia. Seu foco é gerenciar as mídias que estão no computador para exibição na TV.

Sintonizadores de TV para computador. Para os computadores de mesa existem as placas de captura e para os notebooks é possível encontrar os sintonizadores compactos que lembram um pen drive e são espetados na conexão usb. Os sintonizadores mais completos capturam sinal de rádio FM, TV analógica tradicional e TV digital em Full HD. Capturando o sinal da TV no computador é possível fazer coisas como gravar programas ou assistir TV enquanto digita um texto.

Controle remoto no smartphone. Usar o celular como controle remoto da TV logo será uma prática banal. Para funcionar, tanto o celular como o televisor precisam dispor de tecnologia como o bluetooth que permita a comunicação entre eles.

Sites das grandes redes. Perdeu seu programa favorito porque não estava em casa na hora da transmissão? Há boas chances de o programa estar disponível no site da emissora. As redes mais estruturadas mantém arquivos de sua programação, tudo bem organizado, classificado, segmentado, livre de propagandas, mas em telinha pequena. Se a emissora não mantém o programa em arquivo, talvez você o encontre no Youtube.

Podemos imaginar um futuro em que a TV vai combinar transmissão pelo ar com o acesso via Internet. Pelo ar viria o tráfego pesado de dados em alta resolução e pela Internet passaria a interatividade. Nesse cenário, poderíamos ter uma TV mais social com aferição instantânea da audiência, comentários e bate-papo entre os telespectadores que poderiam decidir até o final da novela. Pena que essa TV 3.0 ainda vai demorar um pouco a chegar.

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