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Posts Tagged ‘celular’


O smartphone de bambu é uma boa opção para quem gosta de marcar posição em favor do meio ambiente. O aparelho ainda está em fase de desenvolvimento pela ADzero, mas já desperta interesse pelo design refinado e pelo apelo ecológico. Para ser franco, não creio que um celular com revestimento externo em bambu possa ser considerado ecológico, mas pelo menos ele chama a atenção para a possibilidade de usar materiais com baixo impacto ambiental na indústria de alta tecnologia. Eu gostei da ideia e compraria um smart de bambu com satisfação, desde que o preço e a tecnologia também fossem interessantes.

O bambu é um material muito versátil com infindáveis aplicações como a construção de casas, móveis, objetos de decoração e de vestuário. Bambu cresce rápido, é durável, resistente e bonito. Sem dúvida, um material ecológico cada vez mais popular e explorado pela indústria. Para alguns, o celular de bambu pode parecer exótico, mas vamos lembrar que a Asus já produziu com sucesso notebooks revestidos de bambu. Quem é mais rodado (experiente? antigo?) como eu deve lembrar dos televisores com gabinete de madeira. Voltando um pouco mais no tempo, vamos encontrar os aparelhos de som construídos em móveis de madeira, Eram as saudosas radiolas. E não podemos esquecer dos rádios com caixa de madeira que foram populares por décadas. Usar materiais orgânicos em produtos tecnológicos não é nenhuma novidade portanto.

Uma coisa é certa, por mais estiloso que seja o smartphone de bambu, você não deve adquiri-lo caso tenha um smartphone em boas condições de uso. Ecológico é fugir das tentações do consumismo.

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Os principais fabricantes de aparelhos celulares fecharam acordo em 2009 para adotar carregadores de bateria universais a partir de 2012. A ideia é permitir que o consumidor possa usar o mesmo carregador com qualquer celular que venha a comprar, independente de marca, modelo ou tipo. As vantagens do carregador universal são inúmeras: você não precisa comprar carregador novo quando troca de celular e pode emprestar o carregador para um colega que tem aparelho de outra marca. Para o meio ambiente também há vantagens, pois a adoção dos carregadores universais evitará a produção de milhares de toneladas de lixo eletrônico todo ano. Como as pessoas trocam de celular com muita frequência, acabam acumulando carregadores em perfeitas condições de uso, mas que se tornam inúteis por não serem compatíveis com o aparelho recém-adquirido.

Pois é, 2012 chegou e, infelizmente, o carregador universal ainda não se universalizou. Algumas empresas  como Samsung e Sony Ericsson já adotaram o carregador universal, enquanto outras estão apresentando desculpas em vez de resultados. Para a ideia do carregador universal decolar é preciso vende-los separadamente e algumas empresas dizem que não é viável vender celular sem carregador. Mas espere aí, quando as empresas combinaram que adotariam o carregador universal não ficou claro que todas deixariam de fornecê-los como acessórios dos aparelhos novos? Se todos os fabricantes parassem de fornecer os carregadores junto com os aparelhos ninguém ficaria em desvantagem competitiva. A adoção do carregador universal de celular é um bom exemplo de como as coisas demoram a acontecer em função do emaranhado de interesses das empresas e do comodismo do consumidor.

A maioria das empresas de tecnologia já parou de fornecer manuais impressos de seus aparelhos. Quer manual? Vai na Internet e baixa o PDF. A supressão do manual impresso que poucos leem foi um processo lento, mas com ótima vantagem ambiental.  Será que o fim do carregador incluso será lento também?   Teremos que buscar alguma vantagem de mercado para a mudança acontecer? A dica para os marqueteiros insaciáveis é a seguinte: transformem os carregadores universais com marca em uma acessório de luxo. Assim dá para extrair uma grana extra do consumidor avarento.

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Anos atrás uma colega me aconselhava com bom humor: “Você devia cuidar melhor do seu patrimônio.” A advertência era por causa de meu hábito de carregar o celular no bolso de frente da calça. Naquela época, eu não dava valor aos avisos de minha amiga, mas tenho que reconhecer que ela estava adiante de seu tempo. A OMS (Organização Mundial de Saúde) incluiu recentemente os celulares no grupo de risco 2B. Estão nessa categoria produtos como café e vegetais em conserva que podem ser cancerígenos embora ainda não existam estudos conclusivos que comprovem os riscos. A escala da OMS apresenta três níveis de risco:

  • Nível 1: itens comprovadamente cancerígenos como tabaco, amianto e radiações ionizantes.
  • Nível 1B: itens possívelmente cancerígenos como anabolizantes e atividades ligadas ao refino de petróleo.
  • Nível 2B: itens com potencial cancerígeno não comprovado de forma conclusiva como a cafeína e os celulares.

O risco potencial dos celulares está associado às ondas eletromagnéticas que o aparelho emite durante seu funcionamento e que estão na faixa da radiação não ionizante. Apesar de serem menos agressivas que a radiação ionizante as ondas do celular poderiam ser comparadas em uma analogia tosca a um forno de microondas de baixa potência. Quando você usa o celular colado à cabeça estaria cozinhando seu cérebro. A massificação do uso dos celulares e o surgimento dos smatphones que emitem ondas de maior potência podem ter influído na decisão da OMS de colocar esses aparelhos na lista de itens com dano potencial à saúde. Felizmente, podemos minimizar o risco com iniciativas simples. Vejamos algumas dicas dos especialistas:

  • Crianças longe do celular. Os ossos do crânio da criança ainda estão em formação, o que as torna mais vulneráveis às radiações emitidas pelo celular. Alguns pais tratam celular como item de segurança para os filhos, outros pensam que celular é uma questão de modernidade, mas quem sabe não seria melhor adiar o ingresso das crianças no estressante mundo da conexão em tempo integral?
  • Use fone de ouvido ou viva voz. A ideia é manter o celular longe do cérebro, parte do corpo mais sensível às radiações do aparelho. Headsets sem fio com blueetooh estão liberados porque as ondas emitidas por essa tecnologia são de baixa frequência e intensidade.
  • Não durma com o celular na cama. Quem usa o celular como despertador deve mantê-lo longe do corpo. Taí uma boa prática para quem não entende a diferença entre acordar e levantar. Deixando o celular na cômoda, por exemplo, você precisa sair da cama para desligar o alarme.
  • Não carregue o celular junto ao corpo. O celular emite ondas mesmo quando não está em uso. Deixe-o sobre a mesa, no porta luvas, na bolsa. Os esquecidos serão acusados de usar celular fixo, mas compensa, principalmente para os homens que costumam levar o celular no bolso da frente. Só não me perguntem se o celular causa impotência.
  • Evite locais de sinal fraco. Em áreas com sinal fraco o celular compensa emitindo ondas de maior potência. Obviamente, não há muito que fazer quanto a isso a não ser desligar o celular nas áreas de sombra de sinal.
  • Fale menos no celular. Essa regra é recomendada pela OMS e pela OMMPF (Organização Mundial dos Maridos que Pagam a Fatura)

Como se vê, é fácil se prevenir contra os danos potenciais do celular à saúde. Seguindo as regras, o cidadão leva de bônus algumas vantagens como menos atrasos matinais e uma fatura mais barata.

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Reciclagem de celulares

A fabricação de aparelhos eletrônicos utiliza uma variedade impressionante de materiais, muitos deles de alto valor comercial. Em uma tonelada de celulares velhos encontramos 340 g de ouro, 3,5 kg de prata, 140 gramas de paládio (que vale mais do que ouro) e 130 kg de cobre. Se esses metais forem recuperados podem render cerca de 15.000 dólares. Bem, aqui começa o problema. Primeiro é preciso reunir os celulares descartados em um mesmo lugar. Depois, vem o desmanche e um processo sofisticado de reciclagem que extrai os metais preciosos do meio da sucata. Não é uma tarefa para amadores. Se esse lixo for simplesmente incinerado, por exemplo, serão liberadas toxinas para a atmosfera. A reciclagem do lixo está se tornando um problema bem complexo, mas que pode ser muito lucrativo.

No Brasil existem mais de 150 milhões de linhas de celular. Em um cálculo conservador 20% dos aparelhos são trocados por novos a cada ano. Mais de 30 milhões de aparelhos são desativados anualmente no Brasil. Se todos fossem reciclados pelas melhores práticas renderiam 1.700 kg de ouro, 17,5 toneladas de prata, 700 kg de paládio e 650 toneladas de cobre. Para onde vai toda essa fortuna? Uma boa parte certamente está esquecida na casa dos donos, outra acaba no meio ambiente, onde polui o solo e contamina a água. Somente uma pequena quantidade é reciclada. As quantidades aumentariam bastante se levássemos em conta outros aparelhos eletrônicos presentes em nosso cotidiano e que também têm vida útil muito curta.

Os números mostram que a reciclagem do lixo eletrônico é promissora e precisa se fortalecer. É uma questão ambiental e de dim-dim, mas calma! Não se entusiasme ao olhar para o monte de celulares velhos guardados no fundo da sua gaveta. A reciclagem é uma indústria frágil que ainda engatinha e todos nós temos que ajudar no seu fortalecimento. Coletar o lixo eletrônico, classificá-lo, desmanchá-lo, processá-lo, tudo isso custa dinheiro e exige investimento. Além dos metais, a reciclagem dos celulares do Brasil também geraria mais de quatro mil toneladas de sucata de baixo valor que precisa ser corretamente destinada, por isso, nada de avareza. Entregue gratuitamente seus aparelhos velhos em um posto de coleta.

Crédito de imagem: www.theinquirer.net

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carregador de celular

Se você está lendo este post no computador é bem provável que tenha mais de uma fonte externa para aparelhos eletrônicos em sua casa. Essas caixinhas consomem energia elétrica sempre que forem colocadas na tomada mesmo quando o aparelho eletrônico estiver desligado. Esse consumo é baixo e ocorre porque as fontes ficam em estado de prontidão, mas pense em várias dessas caixinhas ligadas à tomada e você terá um consumo significativo no final do mês. A regra é clara: para economizar energia, tire as fontes da tomada quando não estiverem em uso.

A maioria das fontes tem eficiência muito baixa, principalmente as usadas com pequenos aparelhos. Isso quer dizer que ao ligar o aparelho, metade da energia consumida se perde na forma de calor pela fonte. Na maioria dos casos, basta tocar a fonte para perceber como ela esquenta. Fiz uma inspeção lá em casa e encontrei várias fontes torrando silenciosamente meu precioso dinheirinho. Vejam o que encontrei:

  • Videogame (Saída 8,5 VCA)
  • Modem ADSL (Saída 18 VCA)
  • Hub (Saída 5 VCC)
  • Impressora (Saída 18 VCC)
  • Carregador de celular (Saída 5 VCC)
  • Carregador de telefone sem fio (Saída 9 VCC)
  • Carregador de notebook (Saída 19 VCC)
  • Trasnponder para TV antiga (Saída 4,5 VCC)

A listinha acima mostra a dificuldade para encontrar duas fontes com as mesmas características de saída. Será o Benedito que não é possível alguma padronização para essas pequenas torradeiras? Vantagens da padronização existem várias, principalmente em casas ecológicas. Imagine uma casa que gera energia elétrica com células solares fotovoltaicas. Essa casa dispõe de corrente contínua em baixa tensão e as fontes seriam desnecessárias, desde que houvesse uma padronização mínima de tensão nos aparelhos eletrônicos. Da forma como as coisas são hoje, o dono de uma casa que gera energia fotovoltaica tem que elevar a tensão dessa energia com um conversor para depois rebaixá-la de novo com o auxílio das fontes. É perda na elevação e no rebaixamento. Até aqui, eu falei das fontes externas, mas muitos aparelhos eletrônicos têm fontes embutidas que também gastam energia à toa. Pois é, está na hora da indústria eletrônica gerar tecnologia verde. Por que não produzir fontes padronizadas e universais que seriam vendidas como opcional do equipamento? Em casas com circuitos de baixa tensão, as fontes seriam desnecessárias.

Para finalizar, uma notícia boa. Os fabricantes de celulares entraram em acordo para fornecer a partir de 2012 aparelhos com carregador universal. O mesmo carregador vai servir em qualquer celular. Eis aí um bom exemplo para toda a indústria eletrônica.

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Celulares velhos

Quando você começa a separar o lixo, aos poucos vai entendendo que se trata de uma mistura complexa e que a separação bem feita não é fácil. Alguns tipos de lixo são um desafio para o cidadão consciente que deseja ver todos os seus resíduos indo para o destino ideal. O lixo eletrônico é um exemplo de resíduo que dá dor de cabeça para descartar corretamente.

Não se deve jogar um celular velho no lixo comum, obviamente. O certo é enviá-lo para uma empresa especializada nesse tipo de reciclagem sofisticada. Fabricantes de celular como Nokia e Motorola têm programas de reciclagem para seus aparelhos. O problema é que cada empresa só cuida do seu produto e são poucos os postos de coleta. Lá em casa, por exemplo, havia dois celulares Motorola velhos na gaveta que eu queria mandar para a reciclagem. No site da Motorola fiquei sabendo que existe um posto de coleta em Curitiba na assistência autorizada da empresa, que para mim fica do outro lado da cidade. Tudo bem, eu poderia ir até lá cumprir meu dever cívico de cuidar do meio ambiente, mas além dos aparelhos Motorola, eu tinha dois da Siemens para descartar. Deu para perceber que apesar da louvável iniciativa dessas empresas reciclarem seus próprios aparelhos é preciso melhorar a logística senão a reciclagem do lixo eletrônico não vai decolar. Que bom se tivéssemos pontos de coleta em cada esquina e que cada um deles recolhesse todo tipo de lixo eletrônico.

Antes de desistir, pesquisei na Internet e encontrei uma alternativa. A operadora Claro tem vários pontos de coleta em suas lojas espalhadas pela cidade. Lá, eu posso deixar celulares velhos sem restrição de marca ou de operadora. Uma boa idéia, é Claro! (o merchandising gratuito é reconhecimento pela responsabilidade social da operadora). Resolvi em uma só pernada o descarte desses poluentes gadgets e suas baterias de metal pesado. Meu próximo desafio é dar um jeito no museu de mouses, teclados e placas de computador que estão engavetados lá em casa.

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