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Posts Tagged ‘Cinema’


Seguindo minha compulsão por filmes e listas, aí vai minha lista de 256 filmes que mais gostei até agora. Clique nos filmes que têm link para ver as resenhas.

Você também pode ver esta lista no iMDB com mais detalhes clicando aqui.

melhores filmes

Gravidade
Alfonso Cuaron . 2013 . Ficção

007 Operação Skyfall
Sam Mendes . 2012 . Ação

A vida de Pi
Ang Lee . 2012 . Aventura

O grande Gatsby
Baz Luhrmann . 2012 . Drama

O voo
Robert Zemeckis . 2012 . Drama

A invenção de Hugo Cabret
Martin Scorsese . 2011 . Drama

Deixe-me entrar
Matt Reeves . 2010 . Terror

Ilha do medo
Martin Scorsese . 2010 . Drama

Incêndios
Denis Vileneuve . 2010 . Drama

Amor sem escalas
Jason Reitman . 2009 . Comédia

(mais…)

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No filme O planeta dos macacos: a origem, um dos personagens não humanos da história fala com indignação em dado momento: não sou um macaco, sou um símio. Gostei do filme e dessa cena em particular, tanto que me motivei a escrever esse post sobre questões linguísticas enquanto é tempo, já que segundo o filme, nós humanos não fazemos parte do futuro.

A rápida evolução cultural dos símios mostrada no filme inclui a habilidade da fala e vai além a ponto de permitir aos carismáticos seres peludos entenderem um dos fenômenos mais complexos da linguagem: a conotação. Macaco não é a mesma coisa que símio. No universo ficcional criado pelos roteiristas, macaco é uma forma desrespeitosa e depreciativa de se referir a várias espécies que habitam o planeta. A palavra símio, por outro lado e na perspectiva dos personagens não humanos do filme seria uma maneira mais digna de indicar seres que merecem respeito, que têm sentimentos e dignidade.

A essa altura, o leitor atento deve ter percebido que nessa imaginária discussão sobre o valor das palavras macaco e símio está bem exemplificado o uso da linguagem como instrumento de dominação. Os humanos opressores do filme se referem aos seus primos do reino animal como macacos, ou seja, espécies inferiores de valor meramente utilitário que tutelamos e cujas vidas podemos dispor segundo nossos interesses rasos.

O título original do filme Rise of the planet of the apes foi traduzido para Planeta dos macacos: a origem. Tá certo que lá no século XX quando tudo começou ainda não havia toda essa discussão em torno de sutilezas conotativas da linguagem dos símios em ascensão. O que importa é que a oposição macaco-símio é uma ótima metáfora de outras oposições bem conhecidas em nosso dia-a-dia. Sabemos muito bem que geralmente existe uma forma respeitosa e outra preconceituosa de se referir a grupos sociais. O que me deixou mais aliviado foi o fato de os macacos, digo símios, do filme ainda não terem chegado ao nível de regressão cultural conhecido como politicamente correto. Por enquanto, nenhum símio reivindica ser tratado como cidadão arbóreo-descendente.

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A videolocadora americana Netfix alcançou recentemente a marca de 60 milhões de usuários. Fundada em 1997, a Netfix tem um modelo de negócio vencedor que conquista mais clientes a cada dia. A empresa não tem lojas físicas. O usuário Netfix faz seu pedido pela Internet, recebe os filmes em casa, não tem prazo para devolve-los, nem paga multa por atraso. Aqui no Brasil, o modelo é seguido por videolocadoras como a Netmovies que é 100% virtual e a Blockbuster, que tem lojas físicas também e concorre com a Netfix nos Estados Unidos. Um dos efeitos do crescimento das videolocadoras virtuais é o fechamento das locadoras tradicionais, que fazem parte do nosso cotidiano há quase trinta anos. Está aí mais um exemplo de negócio digital que atropela os modelos tradicionais.

Eu me tornei assinante de uma locadora virtual recentemente por dois motivos: economizo tempo e combustível dos deslocamentos para pegar e entregar os filmes e conto com um acervo bem maior. Quase todos os filmes que me interessam eu encontro no site da locadora on-line. Antes, eu garimpava de loja em loja em busca daqueles filmes clássicos difíceis de encontrar. Mesmo assim, ocasionalmente ainda vou à locadora perto de casa onde conheço os donos. Para alguns casos, a locadora tradicional ainda oferece vantagens, mas não sei por quanto tempo os pequenos comerciantes desse ramo vão sobreviver à concorrência das grandes empresas virtuais.

Ficamos chateados quando pequenos empreendedores são varridos do mercado por grandes empresas. Quem não torce pelo Davi quando ele luta contra o gigante Golias? Mesmo assim, acabamos nos tornando clientes da grande empresa porque as vantagens oferecidas por ela nos fazem ignorar qualquer tipo de sentimentalismo. É assim que funciona a economia de mercado. Nem todas as videolocadora físicas vão desaparecer, assim como muitas mercearias sobreviveram aos hipermercados e as lojas de rua continuam abertas apesar dos shopping centers. A mortalidade nas videolocadoras, porém será grande e esse ramo será dominado por alguns poucos serviços on-line.

As videolocadoras on-line distribuem os filmes também por streaming e download. Ninguém precisa ser futurólogo para prever que a distribuição pela Internet é a próximo passo desse ramo de negócio. Assistir on-line um filme é a experiência mais cômoda entre todas. É clicar e assistir a qualquer hora, sem ter que esperar pela mídia que está na casa de outro cliente ou na moto do entregador. Para a experiência on-line acontecer, porém, a Internet tem que ajudar, claro. Quando o modelo on-line de distribuição estiver bem estabelecido no Brasil graças a uma Internet realmente banda laraga  será que alguém vai sentir saudades da velha vídeolocadora da esquina? Muitos sentirão, certamente. Talvez porque lá o cinéfilo encontre conhecidos, converse com o atendente e saia um pouco de casa. Talvez, na sociedade do futuro as pessoas vivam fechadas em casa e não encontrem oportunidades de fazer contatos reais, mas esse é outro problema que aliás foi abordado em alguns filmes. Que tal assisti-los on-line?

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O bom filme se conhece no dia seguinte


Um bom vinho (ou wiskie, ou cachaça) desce macio e não deixa resíduos para o dia seguinte. Se a bebida é de qualidade, não dá ressaca, desde que consumida com moderação, obviamente. Com filme, é o contrário, quanto melhor a fita, mais vestígios ficam para o outro dia. Os melhores filmes, aliás, podem causar alterações prolongadas que se estendem por dias. Por isso, é praticamente sacrilégio assistir bons filmes um atrás do outro. Fazendo isso, os aromas se misturam. O bom filme deve ser degustado com a mesma reverência que se dá a um vinho de fina casta. Não veja nada depois dele para que os efeitos posteriores possam se manifestar.

Já assisti bons filmes que no dia seguinte me deixaram leve, cheio de imagens e sons na cabeça. Outros me deixaram pensativo, intrigado, buscando respostas. Em alguns casos, fiquei deprimido e chocado. O importante é que esses efeitos tenham espaço para acontecer, por isso não acredito muito na autoridade de cinéfilos que veem filmes em escala industrial. Para aproveitar um bom vinho, quem degusta precisa manter o paladar apurado. É preciso estabelecer intervalos entre as degustações, não dá para misturar os sabores.

Para manter uma perspectiva crítica você não pode se saturar.Isso vale para quase tudo: filmes, bebidas, música, perfumes e até sexo.

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Guerra é terror


Guerra ao terror é um bom filme, uma visão desiludida sobre a guerra que os americanos travam no Iraque que fez jus ao Oscar, embora meu favorito fosse Distrito 9. O tema deste post, porém, não é o filme, mas seu título em português.

O título original The hurt locker foi mantido em vários países, mas no Brasil a distribuidora preferiu a expressão Guerra ao terror (War on terror) bastante usada durante o governo George W Bush para se referir às ações militares americanas após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. O governo Obama abandonou a expressão Guerra ao terror, passando a adotar outras formas como Overseas contingency operation. Sabe como é: democratas gostam de termos chochos e politicamente corretos que camuflam o fato de a guerra continuar nua e crua, ao contrário dos republicanos que vão direto ao ponto com expressões bombásticas e patrióticas.

Guerra ao terror é um filme sobre guerreiros e terroristas. Vamos deixar claro que guerreiros são os americanos que desarmam bombas e terroristas são os iraquianos que as plantam. Guerra e terror, duas palavras fortes que carregam conotações pesadas e que mudam de sentido dependendo de quem as pronuncia. Guerra para os republicanos é uma empreita nobre, em alguns casos, quase santa. George W. Bush no início de sua guerra ao terror se referiu a ela como uma cruzada, mas logo abandonou o termo porque embora a palavra cruzada tenha uma conotação positiva para ocidentais, por motivos óbvios, não pega bem entre os povos muçulmanos. A palavra terror, por outro lado, é impregnada de conotações negativas tanto para republicanos como para a maioria das pessoas de índole pacífica. Se pesquisarmos o sentido de terror, veremos que se trata de uma palavra de definição espinhosa, que as opiniões se dividem muito, tanto que os mais cautelosos evitam pronunciá-la.

O que me chama a atenção na expressão Guerra ao terror é que nela se juntam duas palavras que, em muitos casos, designam exatamente a mesma coisa. Deixem-me explicar: tecnicamente, terror costuma ser definido como ação violenta contra não combatentes com intuito de aterrorizar uma população, chamar atenção para uma causa, levar ao desgaste político e corroer o moral do inimigo. Nesse sentido, o bombardeio dos aliados sobre Dresden na Segunda Guerra Mundial foi guerra ou terror? O lançamento de bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki pelos americanos foi guerra ou terror?

Guerra ao terror, o filme, deve ser visto. Guerra ao terror, esta pérola retórica da era Bush precisa ser analisada cuidadosamente por quem tem paixão pelas palavras. Guerra à guerra? Terror ao terror? Guerra com terror?

Guerra é terror.

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Vamos começar com a pergunta anterior: Para que serve o blu-ray? Infelizmente, os discos do raio azul ainda não têm boa parte das utilidades do seu antecessor, o DVD. No Brasil, até agora, os discos blu-ray servem para assistir filmes em alta definição (1080 linhas) e para jogar alguns games de terceira geração. A oferta de filmes nesse formato ainda é limitada e só é possível vê-los nas estantes das locadoras maiores ou em lojas da Internet. O tocador de blu-ray ainda é caro, mas pesquisando é possível encontrá-lo a preços abaixo de R$ 700,00. Alguns computadores top de linha vêm com leitor para esse tipo de disco e o console de videogame Playstation 3 também toca blu-ray. O lamentável é a pouca oferta de modelos de home theater com leitor de blu-ray. Vamos ser francos: se a ideia do blu-ray é atingir a melhor experiência ao assistir um filme, não adianta ter apenas o tocador se não der para ligá-lo a uma TV full HD e a um home theater de qualidade.

O consumidor consciente com preocupações ambientais reserva algumas críticas ao blu-ray. A primeira é o sucateamento programado das mídias. Há poucos anos atrás vimos o fim da fita VHS e agora é o DVD que está com os dias contados. Nada contra a evolução tecnológica, mas o problema é que a cada novidade que surge o consumidor é levado a renovar seus aparelhos e coleções muito antes do fim da vida útil desses bens. Outro problema que não é só do blu-ray é a falta de soluções integradas. Quem fizer uma compra completa de computador, console de videogame, tocador de blu-ray e TV full HD, pode ficar com três tocadores de blu-ray em casa. No mundo tecnológico ideal um tocador de blu-ray poderia servir vários aparelhos.

Quem precisa de blu-ray? Todo mundo, principalmente pessoas como eu que adoram cinema. Pena que ainda não chegou o dia da melhor compra.

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os reis da rua Sentença de morte Valente

Nos últimos tempos assisti a três filmes particularmente violentos e interessantes: Os reis da rua, Sentença de morte e Valente. O tema comum aos três filmes é a justiça com as próprias mãos. Em cada um deles, os personagens se envolvem profundamente na violência urbana. Em Valente, a personagem de Jodie Foster é vítima de espancamento brutal. Em Sentença de Morte, o personagem de Kevin Bacon tem o filho assassinado por uma gangue urbana. Em Os reis da rua, Keanu Reeves interpreta um policial que resolve seus casos segundo seus próprios métodos.

A violência não é uma novidade no cinema, nem tampouco a justiça com as próprias mãos. Quem já assistiu aos velhos westerns sabe que no oeste longínquo a única maneira de fazer justiça era com um revólver na mão. Fico pensando a quem faz bem esse tipo de filme: ao roteirista, ao diretor ou ao espectador? Creio que a todos. É isso mesmo que eu disse: esses filmes fazem bem. Por que? Simplesmente porque abrem uma válvula de escape no alto da cabeça do cidadão que assiste pela TV diariamente o fracasso da Justiça oficial em resolver a violência urbana. E a justiça com as próprias mãos resolve alguma coisa? Boa pergunta. Quem sabe assistindo a alguns bons filmes sobre o assunto, ajude formar opinião a respeito.

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