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Posts Tagged ‘comunicação’


O smartphone de bambu é uma boa opção para quem gosta de marcar posição em favor do meio ambiente. O aparelho ainda está em fase de desenvolvimento pela ADzero, mas já desperta interesse pelo design refinado e pelo apelo ecológico. Para ser franco, não creio que um celular com revestimento externo em bambu possa ser considerado ecológico, mas pelo menos ele chama a atenção para a possibilidade de usar materiais com baixo impacto ambiental na indústria de alta tecnologia. Eu gostei da ideia e compraria um smart de bambu com satisfação, desde que o preço e a tecnologia também fossem interessantes.

O bambu é um material muito versátil com infindáveis aplicações como a construção de casas, móveis, objetos de decoração e de vestuário. Bambu cresce rápido, é durável, resistente e bonito. Sem dúvida, um material ecológico cada vez mais popular e explorado pela indústria. Para alguns, o celular de bambu pode parecer exótico, mas vamos lembrar que a Asus já produziu com sucesso notebooks revestidos de bambu. Quem é mais rodado (experiente? antigo?) como eu deve lembrar dos televisores com gabinete de madeira. Voltando um pouco mais no tempo, vamos encontrar os aparelhos de som construídos em móveis de madeira, Eram as saudosas radiolas. E não podemos esquecer dos rádios com caixa de madeira que foram populares por décadas. Usar materiais orgânicos em produtos tecnológicos não é nenhuma novidade portanto.

Uma coisa é certa, por mais estiloso que seja o smartphone de bambu, você não deve adquiri-lo caso tenha um smartphone em boas condições de uso. Ecológico é fugir das tentações do consumismo.

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Em 1967, o psicólogo Stanley Milgram de Harvard fez um experimento clássico para medir a proximidade das pessoas na aldeia global. O desafio proposto pelo pesquisador aos participantes consistia em fazer chegar uma mensagem por correio a um desconhecido. Uma das regras do experimento permitia aos remetentes repassarem a mensagem a algum conhecido caso ele tivesse mais chances de localizar o destinatário. Em média, as mensagens tiveram que passar por 5,5 pessoas antes de chegarem ao destinatário correto. Daí se difundiu a lenda urbana que uma pessoa está separada de outra qualquer perdida nesse mundão de Deus por uma corrente de no máximo 6 elos.

A experiência de Milgram ficou conhecida como teoria dos seis graus de separação e até hoje não foi comprovada, nem refutada. O que se sabe é que ela tinha algumas limitações: era restrita aos EUA e tanto os destinatários como os remetentes participantes da pesquisa eram atendidos por serviços de correio. De lá para cá a população mundial praticamente dobrou, mas os meios de comunicação ficaram bem mais eficientes. Além disso, surgiram as redes sociais virtuais. Será que esses fatos novos alteram a teoria dos seis graus de separação?

Descobrir quantos são os graus de separação nos dias de hoje é a proposta de um estudo conduzido conjuntamente pelas empresas Yahoo e Facebook. Quem quiser participar da pesquisa deve acessar o site smallworld.sandbox.yahoo.com. Como os tempos mudaram, desta vez a experiência não será feita pelo correio, mas pelo Facebook. O participante receberá a missão de enviar uma mensagem para alguém em algum lugar do mundo. Se o remetente não conhecer o destinatário pode repassar a mensagem para algum contato seu no Facebook com melhores chances de conhece-lo. Vamos ver no que vai dar.

No passado a Microsoft fez um estudo para ver os níveis de separação entre os usuários do MSN Live Messenger. Chegou à conclusão que dois usuários quaisquer estavam separados em média por 6,6 contatos. Outro estudo envolvendo o Twitter concluiu que os tuiteiros estão separados entre si por 3,5 elos em média.

A teoria dos seis graus de separação nos dá uma sensação de mundo pequeno, mas sinceramente continuo achando que a distância entre as pessoas não se mede pelos métodos acadêmicos propostos nessas pesquisas. Qual é a distância entre você, caro leitor, e o presidente Obama? Quantos contatos de Facebook são necessários para uma mensagem sua chegar até um indígena isolado da Amazônia? Dando tuitadas eu conseguiria passar uma mensagem para o Kadafi? A experiência clássica de Milgram foi feita com pessoas que estavam dispostas a gastar um pouco de seu tempo em prol da ciência e que tinham um nível razoável de acessibilidade. Quantos contatos no MSN seriam necessários para alcançar meu vizinho? A distância entre as pessoas é medida com uma régua mais comprida.

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A cada dia está mais fácil encontrar exatamente o que você deseja no mar de informação em que navegamos. Quer assistir aquele western antigo que quase ninguém lembra? Gostaria de encontrar fotos bacanas de tampa de bueiro na Internet? Seu interesse é por plantas com poderes curativos mágicos? Não importa o quanto especializados e exóticos são seus gostos e necessidades. A informação está cada vez mais acessível e as redes sociais permitem que pessoas com interesses específicos encontrem seus pares nesse mundão de Deus. Essa facilidade para o consumo de informação segmentada era impensável há algum tempo atrás. Lembro que há poucos anos quem quisesse assistir um filme diferente tinha que aguardar o dia incerto em que ele fosse exibido na cinemateca da cidade ou em algum final de noite na TV. Informações sobre plantas medicinais? Tinha que ir a biblioteca ou à livraria contando que na sua cidade houvesse uma boa biblioteca ou livraria.

Informação abundante e segmentada é tudo de bom, mas há um risco quando o sujeito começa a assimilar apenas aquilo que lhe agrada ou supostamente interessa. Excesso de segmentação pode levar a uma espiral de isolamento. Por um certo tempo optei por me informar sobre atualidades por meio de feeds de notícias da Internet. Escolhi os temas que me interessavam como tecnologia, cultura e meio ambiente. Informação focada direto ao ponto. Essas escolhas melhoraram meu conhecimento sobre os temas que me interessavam mais, mas ao mesmo tempo comecei a ficar alheio de todo o resto. No escritório, os colegas falavam sobre o campeonato brasileiro e eu não sabia sequer com quem meu time tinha jogado na semana. Felizmente, percebi que era preciso prestar um pouco de atenção nos assuntos que pouco me interessam e voltei a assistir telejornais. Essa forma passiva de consumir informação me consome mais tempo e eu tenho que aturar assuntos que me desagradam ou entediam. Tudo bem, é o preço a ser pago para se manter conectado com o mundo, porque o mundo não é só o que você quer ver.

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O som de um telefone tocando porta uma energia misteriosa capaz de colocar as pessoas em disponibilidade máxima. Por isso, se você quiser a atenção de alguém, ligue para ela. Nenhum outro artefato tem tanto poder para atropelar prioridades como o telefone, seja celular ou fixo. Não importa se o destinatário está em reunião, dormindo, fazendo uma refeição, se está no banheiro ou mantendo relação sexual. O toque do telefone funciona como uma ordem imperiosa da presidência: ATENDA JÁÁÁÁÁÁ. É como o choro de uma criancinha ou como uma sirene de alerta de bombardeio. Chamada telefônica tem que ser atendida. Fomos condicionados como cães de Pavlov a responder de forma incondicional e insana ao toque do telefone. Esta é uma das razões pelas quais não tenho telefone celular. Telefone fixo ainda tem lá em casa, mas bem que eu gostaria de dispensá-lo. Na mesa do escritório, o telefone fixo está lá de prontidão para impor o ritmo na minha rotina de trabalho. Não pensem que quero me isolar do mundo, mas hoje dispomos de tantos meios de comunicação que já está na hora de escolhermos quais nos são mais convenientes. O telefone é um meio síncrono, ou seja, quando toca você tem que atender. Não é como mensagem SMS ou e-mail que podem ser lidos mais tarde. Sou fã da comunicação assíncrona, pois me dá a ilusão que controlo a minha agenda. Infelizmente, não sou dono dela e acredito que por muito tempo ainda terei que atender telefonemas assim que eles soarem nervosos. Ainda bem que os telefones modernos permitem escolher o toque que teremos de ouvir. Fico na dúvida se o ideal seria os primeiros acordes da Quinta Sinfonia de Beethoven ou da Tocata e Fuga de Bach. Ambas sugerem a iminência trágica do destino.

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Google Wave logo

O e-mail é a ferramenta mais antiga e mais usada da Internet e, obviamente, poderia ser melhor. Estamos tão acostumados com ele que nem nos damos conta da sua improdutividade jurássica. Quer exemplos? Quando alguém envia um e-mail para várias pessoas propondo uma discussão começa a bagunça. Quem se entende no meio a tanta resposta da resposta da resposta? Por que ao enviar um anexo para várias pessoas, cada uma delas tem que receber uma cópia do arquivo em vez de acessar um exemplar único guardado em banco de dados? O que fazer para evitar que 98% da sua correspondência seja formada por spam? Usar filtros antipam, obviamente, mas o problema é que filtros anti-spam rígidos somem com mensagens úteis.

Se você depende do e-mail para sobreviver, provavelmente é porque está na estrada digital há uns bons anos. A garotada que está chegando agora, não depende de e-mail para viver. Eles usam rede social, mensagens instantâneas, Twitter, etc. Então por que o e-mail não incorpora todos esses avanços? Por que o reply de uma mensagen não pode virar mensagem instantânea se o destinatário estiver on-line? Todas essas demandas podem estar próximas de ser atendidas com a chegada iminente do Google Wave. Esse serviço que opera em fase piloto vem com uma proposta nova para o e-mail. O serviço se define como o e-mail, caso ele tivesse sido inventado hoje. O Google Wave integra mensagens de e-mail com banco de dados, rede social e mensagens instantâneas. Em vez de passar mensagens eletrônicas, você despacha blips, que formam waves. Uma wave é uma espécie de conversa digital estruturada que pode envolver muitas pessoas. Na wave, a sequência de blips é organizada para o usuário pegar o fio da meada facilmente e percorrer o histórico da discussão.

A ideia do Google Wave parece muito boa, mas se vai dar certo é outra história. Tenho lido críticas ao Wave vindas de usuários que participam da fase piloto. Esses críticos dizem que o Wave é um pouco confuso e disperso. Será que o Wave é uma solução que chegou antes do tempo? Será apenas uma questão de ajustes? Será que falta apenas os usuários pegarem a ideia? Isso veremos em breve quando o Wave for lançado para o grande público.

E a Microsoft que é dona do Hotmail, do Live Messenger, do Exchange Server? Eles tem a faca e o queijo na mão para dar as cartas nessa área e ficam apenas apenas na platéia vendo o Google apontar o caminho. Será que a Microsoft perdeu a garra dos primeiros tempos ou foi atingida por algum misterioso raio paralisante?

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smartphones

O smartphone é um aparelho de muitos recursos. Ouvi dizer que dá até para fazer ligações telefônicas com ele. Com tantas funções, parece idiotice perguntar quem precisa desse aparelho, mas vamos levar em conta que praticamente todas as funcionalidades disponíveis em smartphones são encontradas em outros dispositivos. Além disso, a experiência que os smarts propiciam costuma ser inferior à que encontramos em aparelhos dedicados. Vejamos alguns exemplos:

  • Ligações e SMS. O smartphone faz ligações e envia torpedos como qualquer celular comum e baratinho.
  • Acesso à Internet. O smart acessa a Internet, embora de forma mais limitada do que um computador.
  • TV digital. Pode-se assistir TV digital com ele, embora a experiência não se compare com a de ver o programa em TV full HD tela grande.
  • GPS. O smart pode funcionar como GPS e se integra a serviços on-line como o Google Maps. Não é o ideal para se embrenhar no mato ou para singrar os sete mares, mas para exploradores da selva urbana, ele dá conta do recado.
  • Tocador e organizador de mídia. O smartphone é bom para organizar imagens, áudio e vídeo, embora não tenha tanto espaço de armazenagem como um media center, nem a potência de som de um home teather ou a área de tela de uma TV wide screen.
  • Jogos. Há muitos jogos legais para smartphone. Obviamente, não detonam como os jogos para consoles de terceira geração.
  • Lanterna. Pode-se até usá-lo como lanterna, embora, eu não aconselhe a ninguém explorar uma caverna com smartphone.

Você, caro leitor, já deve ter percebido onde quero chegar. O smartphone é um aparelho multifuncional que oferece soluções reduzidas para quem prioriza a mobilidade. Ele não substitui plenamente os aparelhos dedicados fixos, mas quebra o galho de quem está sempre com o pé na rua. Quem vai da casa para o escritório e volta pelo mesmo caminho, vive feliz sem smartphone, a não ser que o desejo de possuir esse sonho de consumo seja avassalador.

Sou entusiasta dos aparelhos multifuncionais porque eles são ecológicos, economizam recursos. O problema é que a sociedade consumista estimula as pessoas a terem vários aparelhos multifuncionais que se sobrepõem sem que elas deixem de adquirir também os mono função. No passado, as pessoas tinham um telefone fixo no escritório e outro em casa. Daí veio o celular, que não substituiu o fixo. A família típica agora continua com o fixo e mantém mais quatro celulares, um para cada membro. O smartphone, na maioria dos casos, não substitui o notebook, nem a TV digital, nem o home teather. Se um dia eu encontrar alguém que viva apenas com seu smartphone e nada mais, vou aplaudir esse cidadão descolado, desprendido e móvel.

P.S.: não tenho smartphone.

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Windows Media Center

Quem quiser ter acesso a todas as comodidades digitais da vida moderna para entretenimento e comunicação, pode preparar o bolso. Imagine uma residência localizada em área atendida por sinal de TV digital e de TV a cabo, além de banda larga fixa e móvel 3G. Os moradores dessa casa gostariam de contar com:

  • TV aberta digital
  • Filmes em bluray
  • TV por assinatura
  • Telefone fixo
  • Telefones móveis
  • Internet banda larga wi-fi em casa
  • Internet banda larga móvel 3G na rua
  • Videogames de terceira geração
  • Áudio de qualidade.

Para ter acesso a todos esses recursos, será preciso investir em equipamentos, além de assumir várias contas mensais para manter os serviços. Vamos contabilizar os custos para atender as demandas da vida digital.

A solução premium

Essa é a solução típica e sem futurismo para quando não há limitação de gastos. Vamos pensar em uma família formada por casal e dois filhos adolescentes. Os equipamentos que a família digital terá que adquirir são:

  • TV full HD TV 42″: R$ 3.000,00
  • TV full HD TV 32″: R$ 2.000,00
  • Tocador de bluray: R$ 1.000,00
  • Home theater 5.1: R$ 1.500,00
  • 2 conversores para TV digital externos ou integrados: 2 x R$ 500,00
  • Decodificador de TV por assinatura: incluído no pacote da operadora
  • 4 smartphones: 4 X R$ 1.500,00
  • 1 computador desktop com Windows Premium: R$ 1.500,00
  • 1 notebook com Windows Premium: R$ 2.500,00
  • Licenças para Microsoft Office home: R$ 400,00
  • Roteador wi-fi: R$ 150,00
  • Console para games de terceira geração: R$ 1.500,00

Além dos equipamentos, será necessário contar com os seguintes gastos mensais:

  • Assinatura de TV a cabo plano completo com canais HDTV: RS 120,00
  • Plano de telefone fixo: R$ 40,00
  • Plano de Inernet banda larga fixa: R$ 60,00
  • 4 planos de telefone celular: 2 x R$ 70,00 + 2 x R$ 25,00
  • 4 pacote de dados 3G: 1 x R$ 100,00 + 3 x RS 60,00
  • Assinatura de antivírus home: R$ 72,00/ano
  • Locação de filmes bluray (10/mês): R$ 100,00
  • Aquisição de games: R$ 100,00/mês
  • Mensalidade de provedor de acesso: R$ 20,00/mês
  • Assinaturas diversas de serviços on-line: R$ 50,00/mês

Somando os valores temos:

Equipamentos: R$ 21.550,00

Custo mensal: R$ 966,00/mês

Solução econômica fixa

Uma alternativa econômica e quase completa para a família é a combinação abaixo.

Equipamentos

  • Computador desktop com Windows Premium: R$ 1.500,00
  • TV full HD TV 42″: R$ 3.000,00
  • Conversor de TV digital: R$ 500,00
  • Decodificador de tv a cabo: incluído no pacote da operadora
  • 4 celulares básicos: brinde da operadora
  • Roteador: R$ 150,00

Serviços

  • Assinatura de Internet banda larga fixa: R$ 60,00/mês
  • Assinatura de TV a cabo completa com HDTV: R$ 120,00/mês
  • Plano de telefone fixo: R$ 40,00/mês
  • Planos controle para celular: 4 x R$ 25,00/mês
  • Antivírus: grátis
  • Suite BR Office: grátis
  • Locação de DVD (10/mês): R$ 50,00
  • Mensalidade de provedor de acesso: R$ 20,00
  • Assinaturas diversas de serviços on-line: R$ 50,00/mês

A família terá que compartilhar alguns equipamentos, mas família é para isso mesmo. A solução não contempla: Internet móvel, home theater e filmes em blu ray, mas dá para ver DVD conectando o computador à TV digital. Games dá para jogar no computador. Resumindo:

Equipamentos: R$ 5.450,00

Custo mensal: R$ 440,00

Solução móvel

Por último, para quem quer mobilidade acima de tudo, aí vai uma solução que não atende todos os requisitos, mas que é econômica e altamente móvel. Ideal para pessoa que mora só e fica pouco em casa.

  • Notebook com Windows Premium: R$ 2.500,00
  • Receptor TV digital USB: R$ 150,00
  • Smartphone: RS 1.500,00
  • Assinaturas de celular: 1 x R$ 70,00/mês
  • Pacote de dados 3G: R$ 100,00/mês
  • Antivírus: grátis
  • Suite BR Office: grátis
  • Locação de DVD (10/mês): R$ 50,00
  • Assinaturas diversas de serviços on-line: R$ 50,00/mês

Equipamentos: R$ 4.150,00

Custo mensal: R$ 280,00

O notebook acessa a Internet a partir do smartphone. A TV digital pode ser vista na tela do notebook, graças ao receptor USB. Nesse caso, não temos filmes em bluray, mas dá para ver DVD no notebook. Games se encontra na Internet. Esqueça home theater, telefone fixo, tv a cabo e TV full HD.

Como se vê, ser digital custa caro, mas não tenha saudades dos velhos tempos. Seu avô também corria atrás de sonhos de consumo como rádio ondas curtas, TV analógica branco e preto, radiola e telefone preto de baquelite.

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