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Posts Tagged ‘consumo’


Pois é, foram-se os bons tempos da invasão de praias. Quem é jovem há mais tempo como eu se lembra da canção:

… Mistura sua laia
Ou foge da raia
Sai da tocaia
Pula na baia
Agora nós vamos invadir sua praia …

Nós vamos invadir sua praia – Ultraje a Rigor

Agora a onda é o rolezinho, tipo de evento organizado pelas redes sociais em que jovens marcam uma ida em massa a shoppings centers. Se fosse uma coisa chique o rolezinho seria chamado de flash mob, mas o que está incomodando algumas pessoas é o fato de os rolezinhos serem praticados por jovens de periferia que gostam de uma algazarra e de vestir roupas de grife.

Fique claro que até o momento rolezinho não é um evento de índole socialista que elegeu os shoppings como local de protesto contra o consumismo capitalista. Tá certo, que já têm oportunistas ideológicos na área querendo pegar carona na repercussão dos rolezinhos na mídia, mas a consciência política dos “ativistas” do rolezinho ainda é escassa infelizmente. Por outro lado, está aumentando exponencialmente a indignação dos defensores da higiene social climatizada dos shoppings centers. Que horror ser incomodado no momento sagrado de lazer consumista por funkeiros da periferia, né gente?

Policiais reprimem rolezinho

A polícia já foi convocada para reprimir os rolezinhos. Dizem que shopping é propriedade particular que não pode ser invadida por qualquer um. Mas se é particular, porque a polícia tem que dar cobertura? Como contribuinte fico incomodado de ver a polícia gastando recursos na repressão de rolezinhos. Qual seria o delito praticado durante os eventos para a polícia comparecer de cassetete em punho?

Algumas pessoas veem os rolezinhos como um confronto entre elite e periferia, mas o fato é que eles acontecem em shoppings que no dia a dia são frequentados pelos próprios garotos e pessoas de condição social similar.  Será que nenhum lojista de shopping percebeu que os garotos do rolezinho são consumidores que adoram shopping a ponto de marcar encontros nesses caixotes refrigerados do consumo? Lojista que hostiliza rolezinho está expulsando seus clientes atuais ou futuros para longe da lojinha.

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Quando vamos ao supermercado, muitas vezes ficamos assustados com o preço de alguns produtos vendidos por kg. É clássico o assombro com o preço do bacalhau de primeira nas vésperas da semana santa, mas poucas são as pessoas que fazem o cálculo do preço por kg de produtos comercializados em apresentações leves como um bombom, por exemplo. Não é possível comparar produtos diferentes com apresentações diferentes e, por isso, em alguns países, além do preço do produto embalado, o cliente deve ser informado do preço por kg, o que é uma forma interessante de avaliar se o que você está pagando considerando uma mesma base de comparação entre os produtos. Veja na tabela a seguir o comparativo entre produtos alimentícios comuns nas gôndolas do supermercado. balança

Produto Apresentação Peso
embalado
(g)
Preço
(R$)
Preço
por kg
(R$)
Açúcar refinado Caravelas Pacote 1000 1,58 1,58
Laranja Pacote 3000 4,98 1,66
Arroz tipo 1 Tio João Pacote 5000 12,98 2,60
Óleo de soja Soya Garrafa 900 ml 837 2,38 2,84
Banana caturra Cacho 1000 3,88 3,88
Feijão carioquinha Caldo Bom Pacote 1000 4,69 4,69
Feijão preto Caldo Bom Pacote 1000 5,48 5,48
Arroz integral Tio João Pacote 500 2,80 5,60
Frango resfriado Peça 1000 5,99 5,99
Feijão preto cozido Wapza Pacote 500 4,60 9,20
Açúcar mascavo Jasmine Pacote 500 6,68 13,36
Açúcar Fit União Sache 75 1,14 15,20
Pipoca de micro-ondas Elma Chips Pacote 80 1,39 17,38
Biscoito integral Club Social Pacote 156 2,98 19,10
Sucrilhos Kellogg’s Pacote 300 6,20 20,67
Azeite extra virgem Carbonell Garrafa 500 ml 460 11,58 25,17
Vinagre balsâmico La Violetera Garrafa 500 ml 500 12,98 25,96
Energético Red Bull Lata 250 6,49 25,96
Chocolate Talento Garoto Unidade 100 2,80 28,00
Manteiga com sal Aviação Lata 200 5,99 29,95
Salgadinho Cheetos Elma Chips Pacote 55 1,68 30,55
Bicoito Bom Gouter Nabisco Pacote 100 3,28 32,80
Chocolate Twix Unidade 45 1,48 32,89
Polenguinho tradicional Polenghi Pacote 34 1,28 37,65
Arroz desidratado Tio João Pacote 175 6,81 38,91
Picanha bovina resfriada Peça 1500 65,18 43,45
Sustagen chocolate Lata 380 16,98 44,68
Salgadinho Baconzitos Elma Chips Pacote 55 2,48 45,09
Palmito inteiro Barriga Verde Vidro 300 13,98 46,60
Doritos queijo Nacho Pacote 55 2,68 48,73
Queijo Parmesão Parmíssimo Pacote 250 12,48 49,92
Sapoti (fruta) Unidade 400 19,99 49,98
Batata Stax Cheddar Elma Chips Tubo 156 7,98 51,15
Bombom Lacta Lancy Unidade 30 1,68 56,00
Cereja Granel 250 14,75 59,00
Bacalhau do Porto Peça 800 63,18 78,98
Confeti Lacta Pacote 25 1,98 79,20
Tictac Menta Ferrero Rocher Frasco 16 1,48 92,50
Bombom Ferrero Rocher Pacote 170 20,48 120,47
Chiclete WinterGreen Mentos Frasco 56 9,98 178,21

Uma conclusão imediata da análise da tabela é que a expressão “a preço de banana” já não faz sentido. A banana não é mais o alimento mais barato do Brasil. Alguns vão dizer que não vale comparar alimentos básicos com produtos gourmet. Realmente, o valor agregado em cada tipo de alimento varia. A conveniência atualmente costuma valer muito e produtos fracionados em quantidades pequenas costumam esconder preços altos pelo kg. Por isso defendo que todo produto deveria ter seu preço por kg declarado na etiqueta do supermercado, pois o bolso do cliente não tem papilas gustativas e decide por critérios mais avaros.

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Débito ou crédito? Já perdi a conta de quantas vezes respondi a esta pergunta. Muitos lojistas perguntam apenas: Débito? e isso indica a preferência de quem está do outro lado da maquininha. Por muito tempo minha resposta sempre foi: crédito. Atualmente, porém, estou repensando esse hábito e comecei a usar a palavra débito. Nas compras de valor baixo tenho pagado em dinheiro, mas afinal de contas, qual é a melhor forma de fazer pagamentos?

Já passei por apuros financeiros e, em certa fase da minha vida a opção de pagar com cartão de crédito foi mais do que uma escolha, foi necessidade, já que eu gastava hoje o que receberia amanhã. Atualmente, superadas as dificuldades, durmo mais tranquilo sabendo que ganhei hoje o que gastarei amanhã. Poder escolher o melhor meio de pagamento é privilégio de sortudos responsáveis. Não me considero um deles, mas digamos que estou em um momento que me permite pensar em alternativas e espero continuar podendo pagar em dinheiro, cartão ou outro meio de acordo com a conveniência. Desejo para você caro leitor a mesma oportunidade de escolha.

posso-te-falar-uma-coisa

Pagar custa dinheiro. Essa regra vale para todos os pagamento inclusive para aqueles feitos em dinheiro vivo. Tá certo que cédulas e moedas têm um custo meio exotérico para o cidadão que mantém a Casa da Moeda por meio dos impostos. Alguns meios por outro lado têm custo visível e direto como a emissão de um DOC ou a cobrança por folhas de cheque adicionais. O custo que mais custamos a perceber é aquele que fica do outro lado da transação, por conta de quem vende. Quando pagamos a conta com cartão de crédito, por exemplo, os custos são altos para quem faz a venda, valor que pode alcançar 5% do total da compra. Não vale dizer que esse custo é problema do comerciante, pois obviamente ele o repassa aos clientes no preço do produto. Entre as formas de fazer pagamentos qual seria a mais econômica? Antes de fazer as contas vamos lembrar que a escolha de um meio de pagamento é uma combinação de conveniência, segurança e custo. Não é apenas pelo custo da transação que escolhemos uma forma de pagar a conta. Vamos analisar caso a caso em ordem crescente de custo.

Dinheiro vivo. Economistas com vocação para psicólogo recomendam o pagamento das compras de baixo valor com dinheiro vivo. Segundo eles, a visualização das notas saindo de carteira causa um desconforto que pode frear o impulso consumista do dono, o que não ocorre quando passamos o cartão pela máquina. O uso do dinheiro não é muito cômodo, pois nos obriga a idas frequentes ao banco para saque. Estou considerando que mesmo pessoas de baixa renda, hoje em dia, usam serviços bancários e que por razões de segurança não andam com o bolso cheio. Eu não saberia dizer se para a sociedade é melhor manter a circulação de cédulas e moedas ou substituí-las por um sistema bancário informatizado. Não sei também se um dia o dinheiro vivo vai acabar, porque para isso ocorrer precisaríamos de meios eletrônicos em todo lugar. Só o que posso dizer é que o uso do dinheiro em espécie está em declínio e que não se deve acumular moedas e cédulas. Faça as moedas circularem para melhor uso desse recurso que custa dinheiro para produzir.

Cheque. O cheque é seguro para quem emite, mas não para quem recebe. Todo banco deve conceder aos correntistas certo número de folhas de cheque por mês sem custo extra além do que é cobrado pela manutenção da conta corrente. Os bancos não gostam de cheques, pois o processamento deles tem custo alto. O uso do cheque está em declínio e quem sabe isso deixe as tarifas bancárias mais baixas. Por enquanto, é difícil abandonar o talão de cheques, em especial, pensando naqueles pagamentos de valor médio que não dá para fazer por meio eletrônico.

Transferências eletrônicas. Transferências eletrônicas são cômodas quando feitas pela Internet. As transferências entre contas do mesmo banco são de baixo custo. Transferências entre bancos via DOC ou TED podem ter custo razoável. O débito automático de contas é bem cômodo e o custo da operação é absorvido por quem recebe. Só é preciso acompanhar as cobranças para evitar surpresas desagradáveis.

Boleto. Pagar com boleto costuma ser sinônimo de desconto. Em geral, trata-se de um pagamento adiantado que requer confiança no vendedor. O boleto tem um custo baixo que costuma ser absorvido por quem vende.

Cartão de débito. Esse é o queridinho dos comerciantes pela comodidade e segurança. O dinheiro sai imediatamente da conta do cliente, mas pode demorar até chegar na conta do comerciante. A operação desse sistema é complexa e dominada por alguns gigantes. O débito com cartão é uma operação que não envolve financiamento da dívida e, na teoria, é mais barata que o crédito.

Cartão de crédito. Comprar com cartão de crédito é para pessoas disciplinadas. O cliente pode ficar com a impressão de que não há custos nesse financiamento de curto prazo que a operadora gentilmente lhe concede. Entretanto, convém lembrar que os préstimos da operadora são pagos pelo comerciante a preços salgados. E eu com isso? Diria o cliente. Se eu ganhar um prazo para pagar o cartão posso deixar o dinheiro rendendo no banco. De modo geral, se as pessoas evitassem o cartão de crédito haveria uma queda no preço dos produtos.

PayPal e PagSeguro. Essas operadoras de pagamentos que tem presença forte na Internet são cômodas e seguras, mas como são uma camada a mais na operação do pagamento tem taxas altas para o comerciante.

Pagamento parcelado. Seja no carnê ou no cartão de crédito, parcelar compras é furada. Os juros são abusivos e o bom pagador tem que cobrir o rombo dos caloteiros. A ironia é que muitas lojas oferecem aos clientes prazo em vez de desconto. A sedução do prazo só inflaciona os preços para todos inclusive para quem não precisa de prazo.

O Código de Defesa do Consumidor estabelece algumas regras para pagamentos. Uma delas é que dinheiro tem que ser aceito em qualquer situação. O comerciante pode recusar pagamento em cheques, mas se aceitar não pode impor condições como exigir que a conta tenha mais de um ano ou que seja da praça. O comerciante pode selecionar quais cartões aceita, mas deve deixar claro para o cliente quais são esses cartões.

Uma regra polêmica do Código é exigir que cartão de crédito seja tratado como pagamento à vista, ou seja, não é permitido estabelecer preços diferentes para pagamento em dinheiro, cheque ou cartão de crédito. Como os meios de pagamento tem custos diferentes seria mais sensato permitir diferentes preços para premiar quem utiliza o meio de pagamento de menor custo. O resultado dessa uniformização é que acabamos incentivando formas de pagamento caras. O consumidor pode tentar reverter essa situação pedindo desconto sempre que utilizar uma forma de pagamento mais econômica. Por isso, sempre que ouvir a pergunta: Débito? devolva com outra: Tem desconto?

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Mudança de endereço

Visite nosso novo endereço.

Após alguns anos na liderança o veterano Fiat Uno Mille foi desbancado pelo Renault Clio, outro velho conhecido produzido no Brasil. A tabela do Inmetro este ano veio com boas novidades. Aumentou bastante o número de veículos etiquetados; de 103 modelos em 2012 para 352 em 2013. Houve uma melhora do desempenho dos veículos; só para exemplificar: o carro mais econômico de 2013 faz 10,1 km/l de etanol contra 9,8 km/ do carro mais econômico de 2012. Outra novidade bacana é que o Inmetro criou uma classificação geral onde os carros não estão divididos em categorias. Dessa forma, é possível comparar carros de portes diferentes. A lista nos mostra que tamanho não é documento. Há carros grandes ganhando de carrinhos pequenos em economia de combustível. Isso prova que a tecnologia pode ter mais influência na economia do carro que a cilindrada do motor. Vamos aos melhores resultados:

Novo Clio Expression 2013

Consumo combinado com Etanol (álcool)

  1. Renault Clio Authentique/Expression 1.0
    10,10 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  2. Fiat Uno Mille Fire Economy1.0
    9,80 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  3. Nissan March 1.0
    9,65 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  4. Fiat Novo Uno Economy Evo 1.4
    9,55 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  5. Renault Clio Authentique/Expression 1.0 com Ar condicionado
    9,35 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  6. Fiat Mille Way Economy 1.0
    9,15 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: B
    Classificação geral: A
  7. VW Gol Ecomotion 1.0
    9,10 km/l
    Classificação na categoria: B
    Classificação geral: A
  8. Nissan March 1.0 com ar condicionado
    9,05 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: B
    Classificação geral: A
    VW Novo Gol 1.0 Bluemotion technology
    9,05 km/l
    Compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
    VW Novo Voyage 1.0 Bluemotion technology
    9,05 km/l
    Médio
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
  9. Kia Picanto 1.0
    9,00 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: C
    Classificação geral: B
    Ford Fiesta Hatch 1.6
    9,00 km/l
    Compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
  10. VW Polo Bluemotion
    8,95 km/l
    Compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B

Consumo combinado com gasolina

  1. Ford Fusion Hybrid 2.0
    16,85 km/l
    Grande
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  2. Renault Clio Authentique/Expression 1.0
    15,05 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  3. Toyota Prius 1.8
    15,00 km/l
    Médio
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  4. Fiat Uno Mille Fire Economy1.0
    14,15 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  5. Fiat Novo Uno Economy Evo 1.4
    13,85 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  6. Nissan March 1.0
    13,80 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
    Smart Fortwo 1.0
    13,80 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  7. Renault Clio Authentique/Expression 1.0 com Ar condicionado
    13,70 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
    Smart Fortwo 1.0 turbo
    13,70 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  8. Nissan March 1.0 com ar condicionado
    13,40 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: B
    Classificação geral: A
    Fiat Novo Vivace Evo 1.4
    13,40 km/l
    Sub-compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: A
  9. VW Novo Gol 1.0 Bluemotion technology
    13,35 km/l
    Compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
    VW Novo Voyage 1.0 Bluemotion technology
    13,35 km/l
    Médio
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
    Renault Sandero Authentique 1.0
    13,35 km/l
    Compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
    Renault Logan 1.0
    13,35 km/l
    Médio
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B
  10. Peugeot 207 HB Blue Lion 1.4
    13,30 km/l
    Compacto
    Classificação na categoria: A
    Classificação geral: B

O consumo combinado que usamos aqui é a média entre o consumo urbano e o rodoviário. Como a maioria dos carros circula em ambiente misto, ora no trânsito urbano, ora em vias expressas, acreditamos que o consumo combinado dá uma melhor ideia da economia do carro.

Reparem nas curiosidades que a lista nos revela:

  • Carros veteranos podem ser mais econômicos do que modelos novos com proposta ecológica.
  • Carros grandes podem vencer modelos pequenos graças a uma tecnologia mais avançada.
  • A classificação na categoria precisa ser avaliada em conjunto com a classificação geral que coloca todos os modelos na mesma tabela.

Veja a planilha completa no site do CONPET.

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Quando cheguei ao escritório pela manhã, logo ouvi as conversas sobre uma tal de Black Friday. Na minha caixa de correio não demoraram a pipocar ofertas imperdíveis. Sim, agora temos Black Friday, um novo evento indutor de consumo que entra para o calendário de mega compras do comércio. Vejamos os principais:

  • JAN – Saldões de janeiro. Consumidores passam a madrugada na calçada esperando a abertura das lojas para disputar como puderem os produtos.
  • ABR – Páscoa. Obrigatório consumir chocolate na forma de ovos e fazer penitência comendo uma deliciosa bacalhoada na sexta-feira santa.
  • MAI – Dia das mães. Mesmo quem não tem mais mãezinha precisa comprar para os filhos que vão presentear a esposa.
  • JUN – Dia dos namorados. Agradar namorado(a) é fundamental e os casados obviamente são eternos namorados. Quem está avulso que arrume um rolo para passar a noite feliz.
  • AGO – Dia dos pais. Embora os pais não costumem fazer campanha pró-presentes eles também merecem sua lembrancinha.
  • OUT – Dia das crianças. Quem vai recusar um presentinho para os pimpolhos?
  • NOV – Black Friday. Vamos aproveitar a renovação dos estoques gente!
  • DEZ – Natal. Coroando a orgia do consumo, todo mundo tem que dar presente para todo mundo.

Alguns meses ainda aguardam pelo seu evento catalisador de consumo, mas a criatividade dos marqueteiros há de fechar as lacunas, certamente. Não vamos esquecer de outros eventos de menor porte como o dia da secretária ou da sogra que atingem públicos específicos. Imagine o cidadão que levar a sério o calendário de compras do comércio e que tenha mãe, pai, esposa, filhos, amigos do peito, além de secretária e sogra. Lembrando que essa comunidade de presenteados também faz aniversário, o afortunado consumidor terá que fazer pelo menos 30 compras por ano.

A Sexta feira negra é um evento do comércio americano, mas essa não é a primeira vez que adotamos uma prática made in USA, portando, let’s go shopping

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Embalagens são um mal necessário. Elas protegem o produto e possibilitam o fracionamento, transporte e armazenagem das mercadorias.  O problema é o que fazer com elas depois de que cumpriram sua função.  Muitas empresas estão criando embalagens ecológicas, mas quais merecem realmente um selo verde? Infelizmente, não existe uma regulamentação do uso da expressão “ecológica” e, portanto, cada empresa chama de ecológica a embalagem que quiser. Cabe ao consumidor julgar se ela realmente merece o adjetivo que o departamento de marketing colou nela. Temos que avaliar o que compramos sabendo que não existe embalagem 100% ecológica. O que existem são embalagens com impacto ambiental bem menor do que aquelas que seguem as práticas tradicionais desse ramo. É provável que com o tempo o impacto ambiental das embalagens caia consideravelmente e que as embalagens ecológicas do futuro sejam menos danosas ao ambiente do que as produzidas hoje. Algumas características para observar nas embalagens:

Reuso.  Embalagens reutilizáveis merecem um crédito ambiental. É o caso do vidro de requeijão que pode ser usado em casa como copo de uso geral. As garrafas de refrigerante e cerveja em vidro são usadas em bares e restaurantes. Infelizmente, caíram em desuso nas residências por conta da comodidade das garrafas PET. A garrafa de vidro pode ser usada dezenas de vezes e retorna para a fábrica no mesmo caminhão que trouxe garrafas cheias. Melhor ainda se seguir um modelo comum a vários fabricantes para ser intercambiável. Algumas empresas estão trazendo de volta as garrafas de vidro para as residências, o que merece a nossa adesão.

Materiais misturados. As embalagens mais promissoras para a reciclagem são aquelas feitas de um único material. Exemplos: garrafas de vidro, latinhas de alumínio e caixas de papelão. Os materiais mistos como plástico aluminizado, papel plastificado ou tetrapack são pouco viáveis para reciclagem. Você pode ajudar a indústria da reciclagem separando corretamente materiais de uma embalagem. Depois de usar um vidro de geleia, por exemplo, separe o vidro e a tampa de metal.

Empilhamento e compactação. Embalagens que podem ser empilhadas ou compactadas são mais ecológicas porque facilitam o transporte. Fica mais fácil levá-las de volta para a fábrica onde serão reusadas ou recicladas.

Material reciclado na composição. Embalagens fabricadas com material reciclado são mais ecológicas. Vidro, alumínio e aço admitem reciclagem infinita. Papel e plástico não podem ser reciclados indefinidamente.

Matéria prima de baixo impacto. A maioria dos materiais usados em embalagens envolvem processos industriais de alto impacto. A produção de papel, aço, alumínio e vidro consome muita energia e recursos naturais. Felizmente, estão surgindo materiais de menor impacto como o plástico de cana que emite menos carbono do que o plástico de petróleo.

Fracionamento insano. Levar para casa embalagens maiores é uma atitude ecológica porque um pacote de arroz de 5kg consome menos matéria prima do que 5 pacotes de arroz de 1kg. Fuja das embalagens com quantias mínimas de material como os saches de açúcar e sal que encontramos em restaurantes e lanchonetes. O que dizer daquelas bolachas que vem em saches de três unidades cada, envoltos em uma embalagem secundária.

Engenharia reversa.  Para bens duráveis como geladeiras e fogões é de se esperar que o fabricante faça engenharia reversa, ou seja, ele entrega o produto embalado na sua casa, desembala, instala e leva toda a embalagem embora para reuso ou reciclagem.

Embalagem ecológica não é apenas aquela caixinha rústica de papel reciclado. Embalagens industriais produzidas em grandes quantidades têm crédito ambiental graças à economia de escala. Uma última dica sobre embalagens: se você desconfiar que a embalagem saiu mais cara do que o conteúdo, pode ter certeza que não é ecológica.

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Faz tempo que a televisão e o computador namoram pra casar, mas até agora a prometida convergência entre essas duas mídias continua agendada para futuro indeterminado. Deixar a TV mais parecida com o computador não é apenas uma questão de equipamento e envolve novos modelos de distribuição dos conteúdos, diferentes dos tradicionalmente associados com a mídia TV. Se quisermos as vantagens do computador disponíveis no sofá da sala enquanto assistimos telejornais, esportes, séries e programas de variedades será preciso mudanças no caminho que o conteúdo faz até chegar no aparelho. Temos canais abertos, canais assinados, programação pay-per-view, programação sob demanda como a Netflix e Netmovies. Alguns podem ser adaptados a uma televisão informatizada, outros não, mas ainda não chegamos a um modelo ideal que oferecesse vantagens como:

  • Liberdade para ver qualquer programa ao vivo ou em arquivo a qualquer momento em alta resolução.
  • Liberdade para escolher a forma como o sinal chega até o aparelho. Pode ser pelo ar na forma tradicional ou pelo protocolo TCP IP da Internet.
  • Canais programados pela distribuidora ou pelo usuário. Que tal montar sua própria grade de programação?
  • TV com sistema operacional de verdade. Que tal se o seu aparelho de TV viesse com Android?
  • Conexão da programação com mídias sociais. Que tal comentar o programa nas redes sociais enquanto assiste?

Tudo bem, existem várias soluções na praça que aproximam a TV do computador como as listadas a seguir, mas nenhuma delas ainda pode ser considerada a tendência matadora.

  • Smart TV. Quem está se saindo bem com essa ideia é a Samsung. As smart TVs da empresa coreana podem ser comandadas por voz ou movimentos corporais, permitem navegação pela Internet; se integram a redes sociais, têm loja de aplicativos, admitem upgrade, comunicam-se com aparelhos próximos usando protocolos wi-fi e bluetooth, ou seja, fazem muitas coisas típicas de computadores. Dá até para assistir televisão nelas.
  • Monitor TV. Os monitores TV estão se popularizando. A mesma tela serve como monitor ou TV digital full HD com conversor digital brasileiro integrado.
  • Apple TV. A caixinha preta da Apple é um computador dedicado que funciona como a parte final de um modelo de negócio sonhado por Steve Jobs. Nesse modelo, o cliente compra programas na lojinha da Apple e assiste sob demanda. Não é exatamente a TV que conhecemos, está mais para um sistema de venda avulsa de programas. É preciso uma tela à parte para exibir o conteúdo.
  • Sintonizadores para computador. Os sintonizadores capturam o sinal da TV analógica ou digital e mandam para dentro do computador que tomará as providências para levar as imagens até a tela mais próxima. Há modelos externos ou placas para uso interno.

Nos Estados Unidos, as smart TV já são o segundo dispositivo de acesso à Internet, atrás dos computadores e à frente dos tablets. É um sinal de que a TV computador está vindo para ficar. Em breve, teremos computadores de tela grande pendurados na parede.

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