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Posts Tagged ‘Curitiba’


Já faz anos que algumas linhas de ônibus curitibanas não têm cobrador. São linhas de menor movimento que operam com micro ônibus. Até a semana passada o pagamento da passagem nessas linhas podia ser feito em dinheiro diretamente ao motorista, mas a justiça do trabalho deu ganho de causa ao sindicato da categoria e os motoristas não vão mais atuar como cobradores. Em vez de trazer de volta os cobradores a prefeitura decidiu que a partir de agora o acesso a esses ônibus deve ser feito apenas com cartão transporte. Todos os micro ônibus já são equipados com leitor de cartões e os curitibanos estão acostumados com o sistema, mas terão que se adaptar a essa restrição de comodidade. Quem quiser usar o transporte terá que providenciar um cartão e carrega-lo com créditos antecipadamente.

cartão transporte Curitiba

As linhas curitibanas de maior tráfego continuam a operar com cobradores, mas eu não vou estranhar se no médio prazo todas as linhas passarem a aceitar apenas cartão. Para isso acontecer será preciso que a população se adapte ao novo sistema e que se amplie a rede de venda de cartões e recarga de créditos. Além disso, seria bom oferecer mais opções ao usuário como cartões avulsos, passes livres por período determinado e máquinas de autoatendimento para compra de créditos. Se formos por este caminho estaremos apenas adotando um modelo consolidado na Europa. Lá não existem cobradores de ônibus nem catracas. Em vez disso, existem máquinas de marcar bilhetes e fiscais que abordam alguns passageiros por amostragem. Quando abordado pelo fiscal o passageiro deve mostrar seu cartão, bilhete, passe ou outra forma de provar que tem direito de estar no transporte, caso contrário vai passar por dissabores consideráveis. Algumas pessoas devem achar a ideia do transporte sem cobradores uma ousadia; sem catracas então, que loucura! A catraca tem a vantagem de dispensar o fiscal, mas talvez seja necessário vigiar as entradas para ver se espertinhos não estão pulando a catraca.

O transporte público sem cobradores ficaria mais barato mesmo considerando que o sistema de cartões informatizados também tem seu custo porque atualmente os dois sistemas operam em paralelo. Todo ônibus com cobrador aceita cartão. No mundo ideal o fim da função de cobrador seria conduzido com o devido cuidado. Uma parte dos cobradores poderia ser aproveitada na rede de vendas de cartões e créditos. Outra maneira de atenuar o impacto do desemprego da categoria seria aplicar o dinheiro economizado com a automatização do sistema na capacitação e recolocação dos funcionários dispensados. No mundo ideal, uma mudança que reduz empregos seria feita em momento de pleno emprego e não em situação de crise econômica.

Eu torço pela melhoria contínua do transporte público e isso também quer dizer baixar o preço da passagem. Apesar dos desafios das mudanças que virão, o transporte coletivo é o futuro.

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Os fotógrafos (inclusive eu) ganharam um novo marco visual curitibano para apontar suas lentes: o viaduto estaiado sobre a Avenida das Torres. Ainda sem nome oficial, o viaduto na Rua Coronel Francisco H. dos Santos está liberado para circulação de veículos e vem causando polêmica. Com 225m de extensão e um mastro de 74 metros de altura, o número que mais impressiona nessa obra é o seu custo: R$ 112 milhões (até agora). É como se cada um dos 1,9 milhão de curitibanos desembolsasse R$ 59,00 para ver a obra concluída. Tudo bem, o viaduto vai encantar os turistas que passarem por baixo dele no trajeto aeroporto-centro ao chegarem à cidade para a Copa, além dos curitibanos da gema (como eu) que poderão postar fotos do arrojado viaduto no Facebook.

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O primeiro viaduto estaiado curitibano desafoga o trânsito em um ponto bastante congestionado até então, mas ouso pensar que resolver os problemas de trânsito com viadutos e trincheiras é coisa do velho Século XX. Como diria o ex-prefeito de Curitiba e urbanista renomado Jaime Lerner, viadutos apenas ligam um congestionamento a outro. Curitiba é a capital mais motorizada do Brasil. Temos um carro para cada dois habitantes. O desafio é fazer com que esses carros fiquem na garagem e que a população circule a pé, de bicicleta ou de transporte público. O nosso transporte coletivo é uma referência nacional, mas quem o conhece no dia-a-dia sabe que está longe de ser nossa melhor opção para circular.
Agora temos um viaduto estiloso de linhas arrojadas que rende boas fotos e que pode se tornar o mais novo marco visual curitibano. Marcos visuais são bons para o turismo e, pensando bem, boa parte dos marcos visuais pelo mundo afora têm características em comum com o viaduto estaiado: custo astronômico, utilidade duvidosa e manutenção cara. Duvidam? Pensem na Torre Eifel, Estátua da Liberdade, Taj Mahal e nas pirâmides do Egito. No caso do viaduto estaiado ainda temos um agravante: o entorno da obra é de uma aridez provinciana que só gera ruído nas fotos. Gosto de marcos visuais que cumprem uma função social como a Ópera de Sidney ou o Museu Guggenheim de Bilbao e aqui mesmo em Curitiba temos um bom exemplo no Jardim Botânico de Curitiba.
Em vez do viaduto estaiado deveriam ter construído uma obra convencional bem mais barata? Deveriam ter gasto essa dinheirama para expandir a malha de ciclovias para a cidade inteira? O custo da obra poderia ser mais baixo com uma gestão austera do dinheiro público? Como se não bastassem as polêmicas que cruzam o viaduto sem parar, ainda temos um projeto na câmara de vereadores que prevê a concessão do futuro nome da obra à inciativa privada. Fiquem tranquilos ó conservadores curitibanos recatados: não poderão disputar o nome empresas do ramo de fumo e bebidas alcoólicas.

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No início de 2013 os curitibanos foram surpreendidos com uma obra pública para lá de estilosa. A revitalização em andamento da Rua Bispo Dom José previa a pavimentação de 5.000 metros de calçada com pranchas de granito. Localizada no bairro nobre do Batel, a calçada de granito deixou indignados muitos curitibanos entre os quais me incluo. Curitiba é mal servida de calçadas. Em muitas ruas elas são precárias, esburacadas e irregulares. Em outras, sequer existe calçada e, por isso, surpreende a decisão da administração do ex-prefeito Luciano Ducci de pavimentar uma rua com granito, revestimento nobre e caro. O novo prefeito Gustavo Fruet interveio e decidiu manter o granito apenas nos 1.000 metros já instalados. Nos demais 4.000 metros da obra serão utilizados lajotas de concreto (paver), o mesmo pavimento usado nos demais bairros da cidade.

paver

No bairro Butiatuvinha onde moro, não fomos contemplados com calçadas de granito. Lá, cabe ao proprietário custear a calçada na frente de sua casa seguindo os padrões estabelecidos pela prefeitura. Recentemente, muitas calçadas do meu bairro foram refeitas para se adequar à nova diretriz municipal que exige uma taxa mínima de infiltração da água pluvial. Concordo com as regras adotadas no meu bairro e, por isso, fiquei indignado com as calçadas de granito do Batel.

Alguns defensores das calçadas chiques de granito apresentaram argumentos para defendê-las: “elas vão atrair turistas”; “os moradores do Batel pagam mais impostos do que os que moram na periferia”; “é uma experiência que pode servir de modelo para outros bairros”. Sinceramente, esses motivos são fraquinhos e parecem mais desculpas para justificar uma farra de gastos de final de mandato.

Uma boa calçada deve ser ampla, antiderrapante e sem desníveis para facilitar a circulação de idosos e cadeirantes; deve ser permeável para facilitar a infiltração de água de chuva; barata para economizar dinheiro público e, por último, deve causar um bom efeito paisagístico. A calçada com placas de granito é impermeável, escorregadia quando molhada e custa mais do que o dobro do que outras boas soluções. Curitiba que já passou pela época do petit pavé pode dar bons exemplos de urbanismo sustentável, mas não vai ser com calçadas de granito.

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A política como ela é


Entender o ecossistema eleitoral não é fácil, mas vou falar um pouco sobre a eleição municipal aqui onde eu moro.

A prefeitura de Curitiba será disputada em segundo turno por Ratinho Júnior e Gustavo Fruet.

Ratinho Júnior é filho do Ratinho Massa (ex-deputado federal pelo PRN, empresário, apresentador e dono de uma rede de comunicação).

Fruet é filho do ex-prefeito de Curitiba Maurício Fruet  (PMDB).

Ratinho Junior, 31 anos, foi do PSB, passou pelo PPS e agora está no PSC.

O PPS, por onde Ratinho Júnior passou, é dirigido no Paraná por Rubens Bueno, que foi vice na chapa do derrotado Luciano Ducci (PSB) que trocou farpas durante a campanha com Ratinho Júnior.

Uma das lideranças do PSC, atual partido de Ratinho Júnior, é Hidekazu Takayama que já foi colega de partido de Fruet no PMDB.

Fruet, 49 anos, foi do PMDB, mudou para o PSDB e atualmente está no PDT.

Um dos caciques do PDT no Paraná é Osmar Dias, irmão do senador Álvaro Dias do PSDB, partido que não quis Fruet como candidato a prefeito.

Fruet enquanto estava no PSDB criticava o PT, mas está coligado com o PT nesta eleição.

O Governador Beto Richa (PSDB) que é filho do ex-governador José Richa (PMDB) não apoiou Fruet que foi de seu partido por vários anos.

Beto Richa preferiu apostar em Luciano Ducci que não passou do primeiro turno e é do PSB, partido aliado da presidente Dilma do PT, rival histórico do PSDB de Beto.

O senador Requião (PMDB) também não apoia Fruet que foi do PMDB por vários anos.

Requião apoia Ratinho Júnior, mas em período eleitoral gosta de pegar carona na onda do PT. que apoia Fruet.

O candidato derrotado em primeiro turno Rafael Greca (PMDB, ex-PDS, ex-PDT e ex-PFL) não declarou apoio a Ratinho Júnior contrariando o cacique do seu partido (Requião), mas divergência no PMDB paranaense não causa espanto. Vários políticos do PMDB paranaense apoiaram o candidato derrotado Luciano Ducci (PSB) que é do grupo do ex-governador Jaime Lerner, arqui-rival de Requião.

No PSDB paranaense em segundo turno os apoios se dividem: alguns vão para Fruet e outros para Ratinho Júnior embora ambos estejam próximos do governo federal e o PSDB seja de oposição.

O DEM vai apoiar Fruet embora os partidos com quem ele está coligado sejam rivais do DEM.

O Partido Comunista do Brasil apóia o Ratinho Júnior (grande empresário capitalista de comunicação) embora governe com o PT que apoia Fruet. Ratinho Júnior era do PPS partido que sucedeu o PCB, o partidão, rival histórico do PCdoB.

A presidenta Dilma não vai apoiar nem Ratinho Júnior nem Fruet porque ambos a apoiam em nível federal. A ministra Gleisi Hoffmann (PT), braço direito de Dilma, ao contrário, vai entrar com tudo na campanha do Fruet.

Tenho a impressão que se eu fizer um post similar a este nas eleições de 2016 vou citar os mesmos nomes, talvez com um troca troca de partidos,  apoios e rivalidades.

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No último final de semana assisti em casa um daqueles filmes raros que vão fundo na alma do ser humano. Falo de O Lutador com Mickey Rourke e Marisa Tomei, que conta a história de um lutador decadente que por décadas atua em espetáculos de wrestling. Bem, não é do filme que vou falar neste post, mas da viagem sentimental que ele desencadeou em mim, por isso, senhoooooras e senhooooores, convido todos a lembrarem do INCRÍVEL, fooooormidável e i-nes-que-cí-vel TELECATCH INTERNACIONAL DE CURITIBA.

Na década de 1970 as transmissões via satélite eram pouco comuns e as emissoras de TV apostavam em produções locais. O Canal 12 de Curitiba apresentava nos sábados à noite seu programa de lutas livres. Era o maior sucesso. Lá em casa, a audiência do Telecatch era cativa. Ainda lembro de meu avô Lourenço tenso e indignado diante da TV preto e branco:

— Olha lá, olha lá. O Joia está esfregando limão no olho do Brasão e o juiz faz que não viu nada.

Havia uma ordem bem estabelecida no Telecatch. De um lado ficavam os lutadores do bem como Brasão, Mister Argentina e Bala de Prata. Esses eram os caras boa pinta que arrancavam suspiros das moçoilas. Do outro lado ficava a turma da pesada que desconhecia completamente o significado de palavras como caráter, honra ou regras. Nessa turma de bad boys despontavam vilões como Metralha, Verdugo, Fantomas e Tigre Paraguaio. Meu vilão favorito era o performático Joia o Psicodélico que costumava roubar a cena nas lutas em que participava. Onde o cara encontrou inspiração para esse nome, hein?

As lutas eram narradas pela voz entusiasmada de Wilson Brustolin. Os juizes também eram de dois tipos: havia os íntegros e os ladrões que roubavam até da mãe para favorecer os vilões. Alguns céticos diziam que o telecatch era uma grande marmelada. Bem, se era ou não era jamais saberemos. O que eu vi com meus próprios olhos algumas vezes foi a vitória do vilão. Lembro de uma vez em que ocorreu um embate histórico e surpreendente. Brasão, o galã do telecatch, por alguma razão nunca divulgada caiu em desgraça com os vilões que aplicaram uma camaçada de pau no campeão paranaense e o deixaram beijando a lona. Esses casos isolados, porém, eram exceção. Normalmente, o paladino do bem sofria um bocado, mas no final desencadeava uma reviravolta sensacional com direito às famosas tesouras voadoras. Quase sempre, o vilão era arremessado para fora do ringue juntamente com o juiz ladrão que o protegia.

As lutas livres na TV vieram dos espetáculos circenses. Pertencem a uma categoria quase extinta de diversão pública onde os espectadores eram levados a uma catarse absoluta.  Tempos inocentes que não voltam mais. Por onde anda esse povo do telecatch? O famoso La Múmia nunca teve sua identidade revelada. Sempre lutava com bandagens cobrindo todo o corpo. Dizem que era da polícia e que teria chegado ao posto de Comandante Geral da Polícia Militar do Paraná. O Big Boy entrou para a política e se elegeu vereador pelo PV. Contam que Joia o Psicodélico ainda sobe aos ringues de circos mambembes no interior do Paraná. Certamente, ele continua incendeiando as plateias com suas bravatas. Será que esconde limões na cintura? Longa vida ao Psicodélico e que prossiga a velha luta do bem contra o mal.

Crédito de imagem: Paraná on-line

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Rua dos Chorôes com Rio Ivo em Curitiba

Por esses dias eu passava de ônibus pela Rua dos Chorões em Curitiba. No meio dessa rua passa o Rio Ivo, um pequeno córrego que atravessa a região central da cidade. Uma senhora de cabelos brancos ao meu lado comentou:

— Que horror, não é mesmo? A prefeitura devia tapar esse esgoto.

Eu estava com meu filho de 11 anos e ambos permanecemos calados diante do comentário da senhora. A maneira de pensar dela é de uma época desenvolvimentista em que era perfeitamente aceitável transformar um rio em esgoto para garantir o crescimento da cidade. Esgoto segundo essa visão é uma coisa para ser escondida e não para ser tratada.

Depois de descer do ônibus conversei com meu filho sobre o Rio Ivo. Em vez de cobrir o rio com asfalto para permitir mais carros em circulação, por que não tratar o esgoto que chega até ele? Por que não fazer o paisagismo de suas margens para que ele volte a ser uma alegria aos olhos de quem passa? E por que não deixá-lo correr a céu aberto em todo o seu percurso novamente? Hoje, boa parte do Rio Ivo está coberta por concreto e asfalto. Os mais novos sequer sabem que há um rio correndo debaixo de seus pés.

A despoluição e revitalização de um rio urbano custa dinheiro, é claro. Mas enterrar o rio também saiu muito caro. A revitalização valoriza o espaço urbano e melhora a qualidade de vida da população. Já estamos preparados para isso em termos econômicos e de tecnologia. Só não estamos preparados em nível de consciência. Talvez no dia em que as pessoas voltarem a ver o rio como fonte sagrada de vida.

Crédito de imagem: Matatias

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Meu inconsciente curitibano insiste em ver Curitiba como a capital com as melhores soluções de transporte coletivo do Brasil. No horário eleitoral gratuito vejo o prefeito Beto Richa, que disputa a reeleição, falar sobre o que fez e o que quer fazer em favor do transporte coletivo. Em um desses programas pude ouvir os prefeitos de Londres e Chicago em visita à nossa capital elogiando as virtudes do nosso transporte coletivo. A questão é que em paralelo ao desenvolvimento do nosso transporte público, estamos vendo o aumento descontrolado dos veículos particulares. Em 2008 a frota curitibana ultrapassou 1 milhão de veículos. A última estatística aponta Curitiba como a capital brasileira com a maior proporção de carros por habitante. Temos 489 veículos para cada 1.000 habitantes, o que dá praticamente um veículo para cada duas pessoas. Em alguns bairros de maior renda existe mais veículo do que gente.
Conversei com meus botões para ver se chegávamos a uma explicação para esse paradoxo: por que a capital com o transporte coletivo mais elogiado tem a maior frota proporcional de veículos particulares? Depois de matutar, eu e meus botões ficamos desapontados.
São duas coisas distintas que pouco se relacionam: o transporte coletivo e a frota de veículos particulares. A prefeitura investe em transporte coletivo, mas as pessoas não vão deixar de comprar um carro só porque o transporte coletivo é eficiente. Na cabeça das pessoas, transporte coletivo é uma coisa para ser usada quando você não dispõe de uma opção mais cômoda. Mesmo que nosso transporte coletivo fosse uma maravilha, o que não é, as pessoas continuariam desejando comprar um carro porque ele é símbolo de status e vivemos na civilização da gasolina. Nos últimos anos, graças ao crédito farto, ficou fácil comprar um carro e o curitibano foi às compras. Ele pode até se orgulhar do seu transporte coletivo, mas andar de carro dá mais ibope, é mais confortável, geralmente mais rápido. Não é mais barato, nem mais ecológico, mas sustentar um carro é uma conta que dá para encarar e a preocupação ecológica ainda não evoluiu a ponto de fazer as pessoas motorizadas optarem pelo transporte coletivo.
Como resolver essa equação? Curitiba antecipa o que vai acontecer em outras cidades brasileiras. Por mais que o transporte coletivo se aperfeiçoe, será deixado de lado por mais e mais pessoas que vão optar pelo carro.
Uma das administrações anteriores tentou colar em Curitiba a marca de capital ecológica. Realmente, nossa proporção de áreas verdes por habitante é uma das melhores do país, temos coleta seletiva de lixo organizada, mas essa quantidade de carros em circulação acaba com qualquer pretensão nossa de sermos os mais ecológicos. Nosso trânsito se deteriora a cada dia. Se Curitiba quiser voltar a ser capital ecológica, teremos que deixar o carro na garagem para prestigiar ligeirinhos, estações tubo, canaletas, biarticulados, etc. Só que isso envolve uma mudança cultural e algumas iniciativas ousadas da prefeitura. Não sei se criando soluções vip de transporte coletivo, quem sabe fazendo restrições à circulação de carros em áreas movimentadas. Só espero que Curitiba se torne um dia a capital com a maior taxa de carros parados na garagem.

Crédito de imagem: Gazeta do Povo

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