Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘dicionário’


Orkutização é a palavra do momento nas redes sociais digitais. Acredito que se trata de uma palavra relâmpago que risca o céu do idioma por instantes, mas que não será registrada nos dicionários, afinal, os lexicógrafos só se interessam pelo que é duradouro. A orkutização é um fenômeno efêmero que promete concluir seu ciclo rapidamente. Quanto ao Orkut, rede social que origina o nome, ninguém sabe o que o futuro lhe reserva. De qualquer modo, se eu fosse lexicógrafo definiria orkutização assim:

Substantivo feminino (pejorativo). Processo de popularização de uma rede social impulsionado pela adesão em larga escala de usuários com renda menor relativamente a dos usuários early adopters (que fizeram adesões de primeira hora ao serviço).

Fala-se por aí na orkutização do Facebook, do Twitter e, pior que tudo, na impensável, abominável orkutização do Instagram. Obviamente, quem usa o termo considera a orkutização como um fenômeno social deletério, degradante, que corrói a qualidade e a nobreza das redes sociais elitizadas.

Que me desculpem os playboys e patricinhas, mas sou profissional de Internet e tenho todo o interesse na popularização da Internet e das redes sociais pela geração de empregos e oportunidades de negócio que ela traz. Além disso, como brasileiro fico feliz em saber que a cada dia aumenta a base de usuários de Internet no Brasil. Independente da forma como os brasileiros iniciam nas redes sociais, a imersão na cultura digital trará um salto qualitativo para nossa sociedade.

Haveria algum fundamento nas queixas dos mauricinhos indignados com a orkutização de redes sociais como o Instagram? Ouso dizer que uma foto ruim enviada para o Instagram é ruim não importa se foi tirada na Quinta Avenida de Nova York ou no piscinão de Ramos.

Anúncios

Read Full Post »


Uma das coisas que o modernismo fez melhor foi instaurar a ditadura da simplicidade. Eu acho muito bom quando você pode escolher entre terno ou calça jeans. O problema começa quando você tem que usar calça jeans obrigatoriamente. Com o modernismo começou a vigorar uma lei informal e subentendida: a lei da abolição do dicionário. Ninguém mais quer usá-lo. As pessoas ficam indignadas quando leem um texto e desconhecem uma palavra. Eu, da minha parte, fico feliz ao encontrar palavras desconhecidas para mim, pois elas me dão a excelente oportunidade de ampliar meu vocabulário, recorrendo ao mestre Aurélio. E por que esta ojeriza ao dicionário? Tudo se dá em nome da simplicidade do texto, como se todos tivessem que imitar o jornalismo, como se todos os textos fossem anúncio de prancha de surfe.

Vamos voltar no tempo e entender como começou a ditadura da simplicidade. Começou na melhor das intenções, aliás, como todas as revoluções. Os escritores da década de vinte estavam fartos do lirismo comedido, das frases retorcidas, do vocabulário precioso, de toda aquela arenga parnasiana e sem vida. Seguindo a lei da ação e reação começaram a praticar um discurso coloquial, direto, simples e sem rebuscamento. Este foi o princípio legítimo. Depois veio a fase estalinista e a simplicidade se converteu em obrigação, quando já não era mais necessária. Você tem que expressar uma idéia com meia dúzia de palavras simples mesmo quando existe uma palavra menos freqüente que acolhe a idéia com perfeição.

Talvez seja o tempo de pôr em prática a teoria de Ezra Pound da palavra justa. Creio que deve haver uma hierarquia: primeiro a justeza, a precisão, depois a simplicidade. Se pudermos contemplar as duas prioridades simultaneamente, ótimo, caso contrário, obedecemos a hierarquia. Nem que isto custe uma visita ao Aurélio. É claro que podemos insistir na teoria da simplicidade e caminhar a passos largos para um vocabulário de turista. Nesse caso, o dicionário ficaria tão fino que deixaria de ser editado, pois, ninguém precisaria consultá-lo.

Read Full Post »


Unfriend é verbo e significa remover alguém da lista de amigos de uma rede social como Facebook ou Orkut. Unfriend foi escolhida como palavra inglesa do ano pela Oxford University Press. Outras palavras também são citadas como destaques de 2009. São palavras criadas há pouco tempo como netbook (computador portátil de dimensões, desempenho e preço reduzidos) e freemium (atributo dos serviços grátis na versão básica e cobrados na versão completa). Como acontece faz alguns anos, as palavras ligadas à tecnologia da informação aparecem em maior número na lista da Oxford, mas, em 2009 palavras das áreas econômica e ambiental também estão em presentes. É natural, pois estamos em ano de crise econômica e a questão ambiental a cada dia ganha mais importância no cotidiano das pessoas.

Aqui no Brasil, até onde eu sei, não temos eleição de palavras do ano. Para ser franco, nossos lexicógrafos estão devendo um dinamismo maior no registro de novas palavras do idioma. Imagino que a lista de palavras brasileiras ficaria parecida com a dos ingleses, uma vez que nosso léxico toma emprestadas muitas palavras do inglês. Netbook e freemium são exemplos de termos usados aqui no Brasil.

Estudiosos mais conservadores consideram que iniciativas como a da Oxford Press são afobadas. Sim, as palavras precisam de tempo para sedimentar antes de serem registradas em dicionário, mas se tudo neste mundo está acontecendo mais rápido, por que os processos oficiais da  língua haveriam de continuar leeeeeeentos? A Oxford Press coloca o idioma inglês em evidência quando publica sua lista, o que é bom tanto para o dinamismo da língua quanto para quem se ocupa dela.

Read Full Post »


x-salada

Todo mundo conhece aquele sanduíche que leva hambúrguer, salada (alface e tomate), maionese e queijo (cheese). A maioria das lanchonetes anuncia o produto como x-salada e outras, em menor número, como cheese-salada. O x-salada é um item da culinária fast food vendido aos milhões nas lanchonetes do Brasil, mas a sua ortografia ainda não foi fixada nos dicionários nem no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. A análise desse caso pitoresco renderia uma monografia a um desocupado, mas para os propósitos deste post bastam algumas perguntas sem resposta.

Por que x-salada não está no dicionário se hambúrguer e misto-quente estão? Se servir de consolo, bauru e beirute também não foram dicionarizados. Que estranhos desígnios fazem com que um sanduíche popular esteja no dicionário e outro não? É porque essas palavras nasceram como nomes fantasia, dirão uns. Nem todas as palavras são palavras para dicionário dirão outros. É preciso ter paciência, vão lembrar os mais zen.

Qual é a grafia correta para x-salada (cheese-salada)? Muita gente faz piada com o x dizendo que só o usa quem não sabe escrever cheese, mas aqui vai um lembrete: o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é contrário ao uso de grafias estrangeiras nas palavras nacionais. Assim, cheese não é uma grafia portuguesa válida, pelo menos nos rigores do Acordo.

Como escrever o nome desse calórico sanduíche, então? Já não bastava a implicância dos nutricionistas e dos anti-americanos contra o cheese-salada e agora também a dos letrados. Que tal, escrevermos xis-salada ou tchis-salada? Pensando bem, temos que levar em conta as novas regras para o hífen. Será que o correto é xissalada ou chissalada? Nossa, essa reflexão toda me deu fome. Acho que vou ali na esquina pedir um x-bacon, ou seria xisbeicom?

Read Full Post »


Dadá Maravilha

A palavra solucionática não consta no Dicionário Houaiss, nem no Aurélio, os dois dicionários mais importantes do Brasil. Poucas palavras na língua portuguesa têm uma biografia tão rica e documentada. Sabemos quem é o pai (Dadá Maravilha), quando foi criada (em uma conversa no avião entre Dadá e o presidente JK) e há vários documentos que tratam dela (incluindo uma crônica de Carlos Drummond de Andrade).

Solucionática ganhou notoriedade quando o jogador Dadá Maravilha soltou sua famosa frase durante entrevista após um jogo de futebol: “Não me venham com a problemática que eu tenho a solucionática.” Fazendo uma pesquisa no Google encontramos a palavra em pleno uso. Ela dá nome a uma empresa de Informática, faz parte do nome de vários blogs, além de constar em vários sites associada às frases famosas do folclórico Dadá. Porém, não é uma palavra dicionarizada. Não vale dizer que uma palavra precisa se consolidar para aparecer no dicionário, afinal de contas, soucionática está em uso há mais de trinta anos. Talvez o problema com solucionática seja o fato de ela ser uma espécie de antipalavra. Ela foi inventada por um jogador de futebol de inguinorança notória. Não vem ao caso o fato de o Dadá ter uma criatividade exuberante para se expressar. Um gênio iletrado não pode criar uma palavra dicionarizada? Solucionática não é uma palavra, é uma piada, dirão alguns. Ou não? Está colocada a problemática. Qual seria a solucionática? Ops. Usei a antipalavra.

Não perca: Ouça a entrevista de Dadá Maravilha em que conta a história da sua famosa palavra. Entrevista ao Radar Cultura.

Crédito de imagem: J. Bosco

Read Full Post »


bundah

E se de repente alguém lhe dissesse: tire o seu bundá da cadeira, por favor.  Calma, não é um alemão sem domínio do idioma português. Bundá é apenas um traste, um agrupamento de utensílios velhos. Fui apresentado à esse especimen vocabular raro por acaso, durante uma consulta ao Aurélio. Bundá é sinônimo de cacaréus. Repare na transcrição a seguir que preciosidade é o verbete cacareus do Aurélio. É por essa e por outras que me ufano de me expressar em língua portuguesa brasileira, última flor do Lácio do além mar.

cacaréus
Substantivo masculino plural.
1. Trastes e utensílios velhos:
“A velha …. lá foi, …. alojar-se em casa do genro, com um batalhão de moleques, suas crias, e com os cacaréus ainda do tempo do defunto marido.” (Aluísio Azevedo, O Mulato, 14.) [Sin. (bras. na grande maioria): afavecos, cacarecos, cacaria, cacaréu, bagulho, brogúncias, bundá, candibá, caraminguás, muafos, mucufos, mucumbagem, mucumbu, quibembes, tralha, tralhada, xurumbambo.] ~ V. cacaréu.

Crédito de imagem: olhares.aeiou.pt

Read Full Post »


Há várias formas de se melhorar o conhecimento da língua. Pode-se ler a lista telefônica, classificados de jornal ou banheiro de rodoviária. Mas o dicionário é uma fonte deliciosa de informação sobre a cultura popular. Meus verbetes favoritos do Aurélio são estes:

Cachaça
[De or. controvertida.] S. f. Bras. 1. Aguardente que se obtém mediante a fermentação e destilação do mel1 (4), ou borras do melaço. [Sin. (pop. ou de gír., e bras. na maioria, muitos deles regionais): abre, abrideira, aca, aço, a-do-ó, água-benta, água-bruta, água-de-briga, água-de-cana, água-que-gato-não-bebe, água-que-passarinho-não-bebe, aguardente, aguardente de cana, aguarrás, águas-de-setembro, alpista, aninha, arrebenta-peito, assovio-de-cobra, azougue, azuladinha, azulzinha, bagaceira, baronesa, bicha, bico, birita, boa, borbulhante, boresca, branca, branquinha, brasa, brasileira, caiana, calibrina, cambraia, cana, cândida, canguara, canha, caninha, canjebrina, canjica, capote-de-pobre, catuta, caxaramba, caxiri, caxirim, cobreira, corta-bainha, cotréia, cumbe, cumulaia, danada, delas-frias, dengosa, desmancha-samba, dindinha, dona-branca, ela, elixir, engasga-gato, espírito, esquenta-por-dentro, filha-de-senhor-de-engenho, fruta, gás, girgolina, goró, gororoba, gramática, guampa, homeopatia, imaculada, já-começa, januária, jeribita ou jurubita, jinjibirra, junça, jura, legume, limpa, lindinha, lisa, maçangana, malunga, malvada, mamãe-de-aluana ou mamãe-de-aruana, mamãe-de-luana, mamãe-de-luanda, mamãe-sacode, mandureba ou mundureba, marafo, maria-branca, mata-bicho, meu-consolo, minduba, miscorete, moça-branca, monjopina, montuava, morrão, morretiana, não-sei-quê, óleo, orotanje, otim, panete, parati, patrícia, perigosa, pevide, pilóia, pinga, piribita, prego, porongo, pura, purinha, quebra-goela, quebra-munheca, rama, remédio, restilo, retrós, roxo-forte, samba, sete-virtudes, sinhaninha, sinhazinha, sipia, siúba, sumo-da-cana, suor-de-alambique, supupara, tafiá, teimosa, terebintina, tira-teima, tiúba, tome-juízo, três-martelos, uca, veneno, xinapre, zuninga.] 2. P. ext. Pop. Qualquer bebida alcoólica. [M. us. no pl.] 3. Dose (3) de cachaça. 4. Bras. Espuma grossa que, na primeira fervura, se tira do suco da cana na caldeira. 5. Fig. Paixão, inclinação, gosto (por pessoa ou coisa): Tem uma cachaça pela pequena!; O cinema é a sua cachaça. ¿ S. m. 6. Bras. V. ébrio (8). Cachaça da cabeça. 1. Bras. Aguardente da cabeça.

Caipira
[De or. controvertida; tupi, poss.] S. 2 g. 1. Bras. S. Habitante do campo ou da roça, particularmente os de pouca instrução e de convívio e modos rústicos e canhestros. [Sin., sendo alguns regionais: araruama, babaquara, babeco, baiano, baiquara, beira-corgo, beiradeiro, biriba ou biriva, botocudo, brocoió, bruaqueiro, caapora, caboclo, caburé, cafumango, caiçara, cambembe, camisão, canguaí, canguçu, capa-bode, capiau, capicongo, capuava, capurreiro, cariazal, casaca, casacudo, casca-grossa, catatuá, catimbó, catrumano, chapadeiro, curau, curumba, groteiro, guasca, jeca, jacu, macaqueiro, mambira, mandi ou mandim, mandioqueiro, mano-juca, maratimba, mateiro, matuto, mixanga, mixuango ou muxuango, mocorongo, moqueta, mucufo, pé-duro, pé-no-chão, pioca, piraguara, piraquara, queijeiro, restingueiro, roceiro, saquarema, sertanejo, sitiano, tabaréu, tapiocano, urumbeba ou urumbeva.] ¿ S. m. 2. Bras. N.E. Jogo de parada, com um dado apenas, ou roleta, entre gente de condição humilde. ¿ Adj. 2 g. 3. Bras. Diz-se do caipira (1); biriba ou biriva, matuto, sertanejo. 4. Bras. Pertencente ou relativo a, ou próprio de caipira (1); biriba ou biriva, jeca, matuto, roceiro, sertanejo. 5. Bras. Diz-se do indivíduo sem traquejo social; cafona, casca-grossa. 6. Bras. Diz-se das festas juninas e do traje típico usado nessas festas. [Cf. (nas acepç. 1, 3, 4 e 5) provinciano.]

Morrer
[Do lat. vulg. morrere, por mori.] V. int. 1. Perder a vida; exalar o último suspiro; falecer, finar-se, expirar, fazer ablativo de viagem, perecer: “Minha mãe de saudades morreria / Se eu morresse amanhã.” (Álvares de Azevedo, Obras Completas, I, p. 326.) [Sin., muitos deles bras., pop. ou de gíria: abotoar, abotoar o paletó, adormecer no Senhor, apagar, apitar, assentar o cabelo, bafuntar, bater a alcatra na terra ingrata, bater a(s) bota(s), bater a caçoleta, bater a canastra, bater a pacuera, bater com a cola na cerca, bater o pacau, bater o prego, bater o trinta-e-um, bater o trinta-e-um-de-roda, botar o bloco na rua, comer capim pela raiz, dar a alma a Deus, dar a alma ao Criador, dar à casca, dar à espinha, dar a lonca, dar a ossada, dar com o rabo na cerca, dar o couro às varas, dar o último alento, defuntar, desaparecer, descansar, descer à cova, descer à terra, descer ao túmulo, desencarnar, desinfetar o beco, desocupar o beco, desviver, dizer adeus ao mundo, embarcar, embarcar deste mundo para um melhor, empacotar, entregar a alma a Deus, entregar a alma ao Diabo, entregar a rapadura, espichar, espichar a canela, esticar, esticar a canela, esticar o cambito, esticar o pernil, estuporar(-se), expirar, fazer ablativo de partida, fazer ablativo de viagem, fazer passagem, fechar o paletó, fechar os olhos, fenecer, finar(-se), fincar as aspas no inferno, ir para a Cacuia, ir para a cidade dos pés juntos, ir para a Cucuia, ir para bom lugar, ir para o Acre, ir para o beleléu, ir para o outro mundo, ir(-se), ir(-se) desta para melhor, largar a casca, passar, passar desta para melhor, passar desta para melhor vida, pifar, pitar macaia, quebrar a tira, render a alma ao Criador, render o espírito, vestir o paletó de madeira, vestir o pijama de madeira, virar presunto.] 2. Extinguir-se, acabar(-se), findar: “A tarde morre tranqüilamente: / Na freguesia soam trindades” (Conde de Monsaraz, Musa Alentejana, p. 17) 3. Afrouxar gradualmente; desaparecer: A luz morria no horizonte; “Ontem à tarde quando o Sol morria, / A natureza era um poema santo” (Castro Alves, Obras Escolhidas, p. 97) 4. Perder (a planta) a cor e o vigor; estiolar-se. 5. Ficar suspenso; interromper-se: O grito morreu na garganta. 6. Ficar no esquecimento; perder a eficácia: As palavras dos grandes filósofos nunca morrem. 7. Terminar, acabar, findar. 8. Perder o movimento. 9. Perder o brilho; tornar-se menos vivo: A luz do lampadário entrou a morrer. 10. Bras. Autom. Parar de funcionar: De repente o automóvel morreu. T. c. 11. Acabar, terminar, chegar: A estrada morria na montanha. 12. Lançar suas águas; desaguar: O rio morre no oceano. T. i. 13. Experimentar em grau muito intenso (sentimento, sensação, desejo, etc.): morrer de amor, de tristeza, de inveja. 14. Ter grande afeição, grande amor, a: morrer pela namorada. 15. Desejar, querer ardentemente: Morria por saber o segredo da amada. 16. Bras. Gír. Satisfazer uma dívida; pagar: morrer na conta. Pred. 17. Achar-se (em determinado estado ou condição) no fim da vida: “Victor Hugo, o maior lírico da idade moderna, morreu riquíssimo.” (Olavo Bilac, Conferências Literárias, p. 258.) T. d. 18. Experimentar, sofrer: “Não poderá arrumar a sua morte. Morrerá uma morte qualquer” (Gustavo Corção, Lições de Abismo, p. 172) P. 19. V. morrer (1): “E vim a meditar em quem me cercaria, / Depois de eu me morrer, as pálpebras já frouxas.” (Cesário Verde, Obra Completa, p. 59.) 20. Padecer ou sofrer, desejando intensamente; finar-se: “o simpático alferes Carlos Magno, que era um padecente pelo belo sexo, morria-se por elas” (Virgílio Várzea, Nas Ondas, p. 148); “Sempre, sempre que te escuto / De um teu crime a confissão, / Entre vida e morte luto, / Suo, gelo, em dor me enluto, / Morro-me, perco a razão.” (Antônio Feliciano de Castilho, Os Amores, III, p. 90) [Part.: morrido e morto.] ¿ S. m. 21. Morte (1). Morrer de rir. 1. Rir às bandeiras despregadas; gargalhar. Morrer na praia. Pop. 1. Fracassar na etapa final de atividade, empreendimento, etc. Lindo de morrer. Bras. Gír. 1. Muitíssimo bonito; extraordinariamente lindo.

Read Full Post »