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Posts Tagged ‘e-mail’


Os anos passam, a Internet evolui, novas ferramentas surgem, mas uma continua sendo a mais usada, mais simples e mais versátil: o e-mail. Endereço eletrônico é a primeira coisa que a pessoa cria quando inicia seu processo de inclusão digital. Não conheço nenhum internauta sem e-mail e, certamente, quem tem, verifica com frequência sua caixa de entrada. O que um e-mail faz por você? Veja:

  • Mensageiro quase instantâneo. Para que MSN Messsenger? Diga que nunca conversou em tempo ‘real’ com outra pessoa por e-mail.
  • Processador de texto. O editor de texto do cliente de e-mail está sempre à mão, é mais simples que o Word e nem pede nome de arquivo para salvar um ‘documento’.
  • Disco virtual. Essas contas de 5GB que existem são ótimas para armazenar arquivos.
  • Rede social. Quem precisa de Orkut se você tem a lista de e-mails de seus amigos? Dá para criar grupos que funcionam como comunidades, dá para enviar fotos, mandar recados e fazer aquelas inutilidades que encontramos nas redes sociais.
  • Microblog. Quer mandar mensagens de 140 caracteres para seus ‘seguidores”? Mande por e-mail.
  • Agregador. Quer saber das notícias? Esqueça o RSS e subscreva o informativo do jornal on-line. Quer saber se comentaram o seu blog? Peça notificação por e-mail. Quer acompanhar um blog? Assine e leia no seu e-mail. A caixa de entrada é o agregador universal.

Com tantas utilidades, é surpreendente que o e-mail não tenha sofrido mudanças significativas nos últimos anos. Realmente, o e-mail bem que podia evoluir um pouco, ficar mais seguro e com menos spam, poderia facilitar a organização das mensagens e se tornar em um verdadeiro agregador universal do internauta. O Google Wave foi lançado com o slogan o e-mail se tivesse surgido hoje, mas não emplacou até agora. Será que o e-mail já entrou em um estágio de acomodação em que as mudanças se tornam quase impossíveis? Dizem que os internautas mais jovens usam menos o e-mail do que os decanos como eu. Esses dias, recebi os parabéns da equipe Hotmail por manter uma conta com eles há mais de dez anos. Para confirmar, resolvi olhar minha pasta de mensagens antigas e encontrei lá uma com os bits amarelados escrita em 1997. Taí mais uma função do e-mail: contar a história da sua vida.

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Google Wave logo

O e-mail é a ferramenta mais antiga e mais usada da Internet e, obviamente, poderia ser melhor. Estamos tão acostumados com ele que nem nos damos conta da sua improdutividade jurássica. Quer exemplos? Quando alguém envia um e-mail para várias pessoas propondo uma discussão começa a bagunça. Quem se entende no meio a tanta resposta da resposta da resposta? Por que ao enviar um anexo para várias pessoas, cada uma delas tem que receber uma cópia do arquivo em vez de acessar um exemplar único guardado em banco de dados? O que fazer para evitar que 98% da sua correspondência seja formada por spam? Usar filtros antipam, obviamente, mas o problema é que filtros anti-spam rígidos somem com mensagens úteis.

Se você depende do e-mail para sobreviver, provavelmente é porque está na estrada digital há uns bons anos. A garotada que está chegando agora, não depende de e-mail para viver. Eles usam rede social, mensagens instantâneas, Twitter, etc. Então por que o e-mail não incorpora todos esses avanços? Por que o reply de uma mensagen não pode virar mensagem instantânea se o destinatário estiver on-line? Todas essas demandas podem estar próximas de ser atendidas com a chegada iminente do Google Wave. Esse serviço que opera em fase piloto vem com uma proposta nova para o e-mail. O serviço se define como o e-mail, caso ele tivesse sido inventado hoje. O Google Wave integra mensagens de e-mail com banco de dados, rede social e mensagens instantâneas. Em vez de passar mensagens eletrônicas, você despacha blips, que formam waves. Uma wave é uma espécie de conversa digital estruturada que pode envolver muitas pessoas. Na wave, a sequência de blips é organizada para o usuário pegar o fio da meada facilmente e percorrer o histórico da discussão.

A ideia do Google Wave parece muito boa, mas se vai dar certo é outra história. Tenho lido críticas ao Wave vindas de usuários que participam da fase piloto. Esses críticos dizem que o Wave é um pouco confuso e disperso. Será que o Wave é uma solução que chegou antes do tempo? Será apenas uma questão de ajustes? Será que falta apenas os usuários pegarem a ideia? Isso veremos em breve quando o Wave for lançado para o grande público.

E a Microsoft que é dona do Hotmail, do Live Messenger, do Exchange Server? Eles tem a faca e o queijo na mão para dar as cartas nessa área e ficam apenas apenas na platéia vendo o Google apontar o caminho. Será que a Microsoft perdeu a garra dos primeiros tempos ou foi atingida por algum misterioso raio paralisante?

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caixa de correio

O carteiro americano Steven Padgett foi condenado a três anos de prisão em regime aberto por deixar de entregar correspondências durante sete anos. O carteiro não entregava malas diretas, catálogos e informes publicitários. Vários moradores de Raleigh, cidade americana onde o carteiro atuava, consideram a condenação injusta e agradecem a Steven por tê-los poupado de receber as correspondências indesejadas.

Essa história bizarra me fez pensar nas diferenças entre o correio tradicional e o eletrônico.

  • No correio tradicional você é preso se não entregar a correspondência. No correio eletrônico, vai preso quem envia mensagens não solicitadas em massa.
  • No correio real, você recebe as propagandas e fim de papo. No correio digital, pode pedir o seu descadastramento da mala direta. Tá certo que o unsubscribe nem sempre funciona, mas não vamos complicar.
  • No correio tradicional, entregar a correspondência é praticamente o décimo primeiro mandamento. Já os administradores de correio eletrônico não hesitam antes de triar as mensagens, eliminando os potenciais spams. Como os métodos para definir o que é spam são pouco sutis, não estranhe se alguma mensagem desejada desaparecer no ciberespaço.
  • A inviolabilidade das mensagens é sagrada para o correio tradicional. No mundo digital, porém, muitas empresas rastreiam e-mails de seu domínio sob a alegação de que o e-mail comercial pertence à empresa e não ao funcionário. Vale lembrar que a violação de mensagens sem deixar rastro é bem fácil tanto no mundo real quanto no digital.

Para finalizar, uma pergunta que me incomoda: a publicidade é sempre indesejada? E se ela anunciar uma promoção imperdível do produto que você quer comprar? O ideal seria receber um número reduzido de mensagens publicitárias relevantes para a sua vida. Vamos torcer para que esse estágio chegue antes do Juízo Final.

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