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Posts Tagged ‘ecologia’


Não há dúvida que as áreas verdes melhoram a qualidade de vida na cidade. Elas reduzem o calor excessivo gerado pelo concreto e asfalto; diminuem a poluição sonora; servem de abrigo para animais da região; têm um ótimo efeito paisagístico; servem ao lazer da população; enfim as áreas verdes são ótimas para os habitantes da cidade, mas seriam úteis à preservação do meio ambiente? Vamos por partes.
Parques com biomas preservados podem ter um papel importante de preservação, mas são raros em áreas urbanas. Jardins botânicos são interessantes para o estudo de espécies nativas da região e para o aprendizado sobre a flora. Por outro lado, parques com intervenção humana acentuada, que não reproduzem o bioma da região são menos ecológicos, mas podem contribuir para a formação de consciência ambiental. Não dá para dizer que o cidadão é ecológico só porque caminha regularmente pelo parque da cidade, pois parques urbanos e ruas arborizadas têm mais a ver com a qualidade de vida dos cidadãos do que com a preservação ambiental. No entanto, quem caminha pelo parque regularmente pode desenvolver uma relação mais próxima com a natureza. É preciso vivenciar para gostar e respeitar. Infelizmente, nos grandes centros urbanos a área verde é mínima e leva as pessoas a um distanciamento do verde a ponto de muitos simplesmente preferirem o asfalto à grama e a gostar mais de prédio do que de árvore.
Seria ótimo se houvesse um aumento significativo das áreas verdes urbanas em favor de uma melhor qualidade de vida e da educação ambiental. Aqui em Curitiba, onde moro, temos um índice de área verde superior a 50 m2/habitante. É um valor bem acima do mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (12 m2/habitante). Estamos emparelhados com outras capitais brasileiras como Goiânia e Vitória. Essas cidades ganham disparado de cidades como Viena (12 m2/hab.) considerada melhor cidade do mundo para se viver segundo a consultoria Mercier ou de Nova York (23 m2/hab.) que tem se empenhado nos últimos anos para fazer sua área verde crescer. Como curitibano eu gosto de contar com mais de vinte e e cinco parques urbanos e os visito regularmente. No entanto, quando analiso a frieza dos números concluo que os 8 milhões de metros quadrados de parques curitibanos representam apenas 2% da área do município. Está bem que a contabilidade das áreas verdes só leva em conta os maciços verdes de certo porte. Cidades como Maringá no interior do Paraná, por exemplo, têm alto índice de arborização de ruas e isso tem seu valor. As estatísitcas oficiais também não contam as árvores do quintal lá de casa que elevam o índice de área verde da minha família para mais de 200 m2/pessoa. O ideal seria considerar a área verde urbana de forma mais ampla, mas isso não é fácil de medir.
As cidades precisam de mais parques, mais ruas arborizadas e de mais verde nas propriedades particulares. Melhor ainda que o crescimento do verde seja feito com espécies nativas que valorizem o bioma local. Seria um delírio pensar em espaços urbanos onde o verde ocupa mais de 10% de área total? Talvez assim as pessoas passem a gostar mais da cor verde que da cinza.

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O smartphone de bambu é uma boa opção para quem gosta de marcar posição em favor do meio ambiente. O aparelho ainda está em fase de desenvolvimento pela ADzero, mas já desperta interesse pelo design refinado e pelo apelo ecológico. Para ser franco, não creio que um celular com revestimento externo em bambu possa ser considerado ecológico, mas pelo menos ele chama a atenção para a possibilidade de usar materiais com baixo impacto ambiental na indústria de alta tecnologia. Eu gostei da ideia e compraria um smart de bambu com satisfação, desde que o preço e a tecnologia também fossem interessantes.

O bambu é um material muito versátil com infindáveis aplicações como a construção de casas, móveis, objetos de decoração e de vestuário. Bambu cresce rápido, é durável, resistente e bonito. Sem dúvida, um material ecológico cada vez mais popular e explorado pela indústria. Para alguns, o celular de bambu pode parecer exótico, mas vamos lembrar que a Asus já produziu com sucesso notebooks revestidos de bambu. Quem é mais rodado (experiente? antigo?) como eu deve lembrar dos televisores com gabinete de madeira. Voltando um pouco mais no tempo, vamos encontrar os aparelhos de som construídos em móveis de madeira, Eram as saudosas radiolas. E não podemos esquecer dos rádios com caixa de madeira que foram populares por décadas. Usar materiais orgânicos em produtos tecnológicos não é nenhuma novidade portanto.

Uma coisa é certa, por mais estiloso que seja o smartphone de bambu, você não deve adquiri-lo caso tenha um smartphone em boas condições de uso. Ecológico é fugir das tentações do consumismo.

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As pessoas conscientes querem reduzir o seu impacto ambiental e sabem que para alcançar essa meta precisam consumir menos água, eletricidade e combustível, além de gerar menos lixo e esgoto. Alguns perguntam: quanto dá para reduzir nosso impacto se adotarmos boas práticas no dia a dia, mas sem levar uma vida de faquir indiano? Vamos fazer uns cálculos simples para mostrar que dá para cortar seu impacto ambiental pela metade na vida doméstica com pouco investimento e sem ter que usar turbante. Vamos fazer as contas considerando uma família de quatro pessoas que mora em casa e tem padrão médio de consumo.

Água

O consumo de água tratada em uma residência média brasileira fica em torno de 20 m3/mês. Se forem adotadas boas práticas de economia e reuso o consumo cai bastante. Estamos falando de ideias simples como fechar as torneiras, reduzir o tempo de banho e lavar as calçadas com a água que sobra da máquina de lavar. Se além disso, for instalado um sistema de captação de água de chuva na residência o consumo de água tratada pode cair pela metade. Nessa condição ideal passaríamos a ter uma economia mensal de 2500 l/mês de água tratada por pessoa.

Esgoto

A geração de água residual, também conhecida como efluente líquido ou simplesmente esgoto, é proporcional à entrada de água tratada na casa. Uma parte da água que entra pode ser reusada para fins que não geram esgoto como, por exemplo, a irrigação do jardim. A água de chuva captada pode ser usada para lavar roupa e com a água que sai do tanque ainda dá para lavar o carro. Combinando a redução de consumo com o reuso a produção de esgoto também pode ficar próxima da metade do que é gerado em uma casa convencional. A redução seria de 2500 l/mês de esgoto por pessoa.

Eletricidade

A casa média consome mais de 200 kWh de energia elétrica por mês. Para reduzir a conta de energia o melhor é começar com uma mudança de hábitos: apagar a luz ao sair do ambiente, desligar a TV quando não estiver na sala, etc. Depois disso, vem a substituição dos equipamentos de tecnologia obsoleta e alto consumo como as lâmpadas incandescentes e a geladeira velha. A terceira etapa envolve trocar a tecnologia de alguns sistemas da casa. A água do banho, por exemplo, pode ser aquecida com energia solar em vez da elétrica. Quem quiser ir além pode instalar um sistema de energia fotovoltaica para produzir sua própria eletricidade a partir da luz solar. Combinando essas soluções dá para alcançar uma economia de aproximadamente 25 kWh por mês por pessoa.

Gás

Reduzir o consumo de gás de cozinha é desejável pois se trata de combustível fóssil não renovável. Infelizmente não é tão simples cortar o gasto com GLP quanto diminuir o consumo de outros recursos da casa. Quem vive em meio urbano é bem dependente dessa fonte de energia fóssil, porém várias iniciativas podem ser tomadas para economizá-lo. A primeira é deixar de usar o gás para aquecimento de água. Tanto a água do banho como a utilizada na cozinha pode ser aquecida com um sistema solar. O forno a gás pode ser substituído pelo microondas ou pelo forno elétrico. Quem tiver condições pode substituir parte do gás por biomassa usando o tradicional forno e fogão a lenha. Em condições ideais a redução do consumo de gás pode cair pela metade. Economia de 2,5 kg/mês de GLP por pessoa.

Lixo

A família média brasileira gera cerca de 120 kg de resíduo sólido por mês. Fazendo a triagem desse resíduo dá para reduzir bastante a quantidade que vai para o aterro sanitário. Uma parte do resíduo é formada pelo resíduo orgânico que pode passar por compostagem em casa e gerar adubo. Outra parte é formada por materiais de reciclagem promissora como plástico, metal, vidro e papel. Resíduos especiais podem ser encaminhados para a reciclagem especializada como os eletrônicos e produtos tóxicos. O que sobra como material não reciclável é menos de um terço da massa total. O resultado é um alívio para o sistema de coleta pública de cerca de 20 kg/mês de resíduo sólido por pessoa.

Como se vê a consciência ambiental agora é movida a números. Ecologista moderno anda com calculadora no bolso.

 

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Antes de construir casas ecológicas precisamos demolir alguns mitos sobre esse tipo de construção se quisermos rumar para a sociedade sustentável.

Casas? Para começar, a casa ecológica não precisa ser uma casa. Pode ser um apartamento, talvez um loft, um sobrado, ou quem sabe, um flat. Não é o tipo da construção que garante selo verde a uma moradia e, sim, seu baixo impacto ambiental. Casa ecológica é a moradia com consumo de recursos bem mais baixo do que uma construção convencional. Mais baixo quanto? Não existe legislação para definir qual habitação pode receber o rótulo de “casa ecológica”, mas o bom senso recomenda que o consumo de recursos da casa realmente ecológica seja no máximo a metade do que se verifica em uma casa convencional. Isso quer dizer que a casa ecológica consome metade da água potável gasta em uma casa comum e dissipa no máximo metade da energia tragada pelas habitações convencionais. A regra do corte pela metade parece razoável para o estado da arte atual, mas temos que considerar que o conceito de casa ecológica está em constante evolução. O tempo passa, a tecnologia avança e daqui alguns anos o impacto ambiental das residências pode ficar abaixo do que conseguimos hoje com a adoção de novas práticas e tecnologias.

Mansões? Uma mansão nunca será ecológica. Mansões têm área construída muito além do que é necessário para uma vida confortável e digna. Mansões consomem muita matéria prima, muita energia, muita água, muita eletricidade. Ser ecológico é ser econômico, desprendido e frugal. A casa ecológica não é compatível com ostentação.

Chácaras? Não é preciso morar no campo rodeado de verde para ter uma habitação ecológica. Quem mora em apartamento também pode ter um impacto ambiental pequeno desde que adote boas práticas no dia a dia. Morar na chácara não garante impacto ambiental baixo e quem tem o privilégio de viver em uma bela chácara carrega uma responsabilidade maior em relação ao meio ambiente. Um chacareiro sem consciência pode causar mais danos ao meio ambiente do que um almofadinha da cidade.

Como antigamente? A casa ecológica não é parecida com a casa da vovó. Em alguns aspectos até podemos encontrar semelhanças entre a casa ecológica e a de nossos antepassados, pois nossos avós tinham alguns hábitos de vida simples que combinam com o pensamento ecológico. Por outro lado, a casa ecológica requer tecnologia para reduzir seu impacto ambiental. A casa ecológica é tecnológica e não nostálgica.

Mais caras? Por ter sistemas mais complexos e utilizar materiais que muitas vezes não são produzidos em larga escala a casa ecológica pode ficar mais caras em alguns aspectos. Se fizermos a conta na ponta do lápis, porém, a casa ecológica costuma ficar mais barata do que uma convencional no longo prazo. Tudo depende de um projeto caprichado e de uma administração bem conduzida.

Talvez um dia todas as casas sejam ecológicas e com o tempo fiquem progressivamente mais ecológicas. Se não for assim as gerações futuras talvez voltem a morar em árvores.

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A gestão de áreas de proteção ambiental no Brasil pode se tornar em breve em bom negócio para empresários. O Governo Federal trabalha em uma proposta de criação de concessões públicas para a gestão de parques nacionais. Já foram iniciados os estudos para transferir à iniciativa privada a administração de parques nacionais como o de Jericoacara no Ceará. Nesse novo modelo de gestão, a empresa concessionária preserva o parque, mantém pesquisas, protege a fauna e em troca poderá explorar o potencial turístico da área. Existe uma expectativa de que os investimentos com preservação de parques brasileiros dobrem e fiquem mais próximos dos praticados em países com melhor desempenho nessa área.

Algumas pessoas podem olhar de lado para esse modelo em que a iniciativa privada assume funções do Estado, mas é bom lembrar que a prática não é novidade e funciona a contento pelo mundo afora na preservação ambiental e em outras áreas como a preservação do patrimônio cultural ou administração de presídios.

Podemos questionar se a iniciativa privada vai cuidar bem do meio ambiente. Que o governo cuida mal isso já sabemos. Há argumentos contra e a favor do modelo de gestão privada. O governo é um administrador ineficiente, mas não tem fome de lucro. A empresa tem mais agilidade para obter recursos, mas falta-lhe escrúpulos na hora de optar entre faturamento e meio ambiente.

Qual modelo seria mais adequado? O estatal ou o privado? Como diria Aristóteles, a virtude pode ser alcançada no meio. Talvez a solução esteja na decomposição das responsabilidades deixando a cada agente a função que desempenha melhor: o governo que regule e fiscalize; a iniciativa privada que opere e fature. Para quem gosta da natureza as vantagens são visíveis. O ecoturista poderá visitar os parques com mais conforto e infraestrutura. Para a natureza não importa quem vai cuidar dela, desde que cuide bem.

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O futuro é verde e se não for provavelmente estaremos ausentes nessa nova etapa da História. Não estamos mais falando de ambiental ismo idealista e, sim, de economia verde, de uma nova realidade em que precisamos enfrentar os desafios da superpopulação e do esgotamento dos recursos naturais. Nesse cenário verde novas profissões vão surgir e algumas das tradicionais vão se transformar para atender às novas necessidades. Aqui vão alguns exemplos desse novo mercado de trabalho.

Profissões de nível superior com futuro verde

Agrônomo. A agropecuária é uma atividade muito próxima das questões ambientais. Temos que produzir cada vez mais alimentos para uma população crescente que já passou de 7 bilhões de habitantes; isso sem ampliar a fronteira agrícola, preservando fauna, flora, encostas, mananciais, várzeas, biomas, etc. Como conciliar esses objetivos contraditórios? Com muita tecnologia agrícola e com a criatividade dos novos homens do campo.

Arquiteto urbanista. Construir casas ecológicas, edifícios inteligentes e cidades sustentáveis são missões críticas para os arquitetos verdes e demais profissionais da construção civil.

Biólogo. Monitorar os biomas, estudar a biodiversidade, gerenciar áreas de preservação, preservar a fauna e flora são algumas tarefas dos biólogos que zelam pela conservação de um mundo natural ameaçado.

Designer industrial. Projetar produtos de baixo impacto ambiental, criar embalagens que facilitem a reciclagem e pensar no ciclo de vida completo dos produtos industriais, são algumas das preocupações do eco design.

Engenheiro florestal. A madeira é uma das matérias primas mais importantes da economia verde. Obviamente, ela não pode vir de desmatamentos ilegais, mas sim de reflorestamento responsável ou do manejo sustentável de florestas.

Empreendimentos verdes

Ecoturismo. Uma das atividades econômicas que mais cresce atualmente é o ecoturismo. Para que as belezas naturais sejam desfrutadas sem degradação é preciso uma nova perspectiva de serviços turísticos onde se compatibiliza conservação com lazer.

Gestão de áreas protegidas. Há vários modelos de gestão para áreas de proteção ambiental. No Brasil, por exemplo, estamos inaugurando a concessão de áreas à iniciativa privada. Uma das tendências nesse setor é a sustentabilidade ambiental aliada à econômica, ou seja, a área preservada é mantida com a receita de sua exploração econômica para fins culturais e de lazer.

Produção de energia limpa. Energia limpa é um dos pilares da economia verde. Estamos falando de tecnologias como a dos parques eólicos e da geração de energia elétrica a partir da luz solar. A cadeia produtiva da energia limpa é complexa e envolve o trabalho de vários especialistas.

Instalação de sistemas prediais inteligentes. As casas ecológicas e os prédios inteligentes usam sistemas de gerenciamento de recursos, geram energia elétrica com células fotovoltaicas, captam água da chuva e tratam seus efluentes. Para instalar e manter esses sistemas complexos é necessária mão de obra altamente qualificada.

Reciclagem. Na natureza, os ciclos são fechados, quer dizer: tudo que é produzido retorna à origem e, por isso, a natureza se renova indefinidamente. Fazendo uma comparação, podemos dizer que a reciclagem é o elo que fecha o ciclo da produção industrial. A cadeia produtiva da reciclagem é complexa, em alguns casos envolve alta tecnologia e apresenta o benefício social de dar emprego a pessoas em todos os níveis de qualificação profissional.

Ser verde não é mais um hobby de final de semana, é para quem quer ganhar verdinhas.

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Ter carro próprio não é bom negócio. Quem já fez as contas na ponta do lápis sabe que a comodidade de manter um carro na garagem custa bem mais do que o valor do carro. Vamos fazer umas contas de padeiro para comprovar.

  • Carro 0 km padrão médio: R$ 40.000,00
  • Desvalorização anual de 10%: R$ 4.000,00
  • Seguro anual: R$ 2.000,00
  • Garagem custo anual: R$ 1.200,00 (alugada ou própria, garagem custa dinheiro).
  • Estacionamento: R$ 1.200,00 ao ano (Pode ficar mais caro para quem cair nas mãos da máfia dos flanelinhas).
  • IPVA e licenciamento: R$ 1.000,00 por ano
  • Manutenção: R$ 1.000,00 ao ano
  • Lavagem semanal: R$ 1.000,00 por ano
  • Ganho financeiro perdido caso os valores acima fossem investidos: R$ 5.000,00

Sem considerar o gasto com combustível um carro médio custa cerca de R$ 16.400,00 por ano além do investimento inicial. Se o carro for comprado com financiamento, a conta fica ainda mais salgada. Trocando em miúdos: ao longo de cinco anos, manter um carro médio equivale a comprar outros dois carros 0 km.

Apesar de os números mostrarem que ter um carro equivale a manter uma segunda família, poucos desistem desse sonho de consumo. A comodidade do transporte de porta a porta continua sendo muito valorizada e poucos são os desprendidos que optam por viver sem carro desde que tenham meios de possuir um. Para quem gosta de quebrar paradigmas, porém, existem alternativas ao carro próprio, igualmente cômodas, mais baratas e mais ecológicas. Um exemplo é o aluguel de carro elétrico que está sendo implantado em Paris.

A prefeitura de Paris criou o Autolib, um programa de locação desburocratizada de carros elétricos. Quem participa do programa pode encontrar os carrinhos em vários bairros da cidade. É chegar, entrar, dirigir e devolver em qualquer outro ponto de permuta do sistema. Sistemas similares existem em outras cidades e é adotado também para aluguel de bicicletas. A novidade parisiense é que os carros são elétricos e podem ser reabastecidos nas tomadas dos pontos de permuta. A ideia substitui o táxi, o aluguel tradicional e até o carro próprio de quem não depende muito dele para se deslocar.

A proposta do carro elétrico alugado é ecológica em dois sentidos. Primeiramente por empregar motores elétricos que são menos agressivos ao meio ambiente do que os movidos a combustível fóssil. Segundo porque se baseiam no compartilhamento de bens de alto custo de produção. Os carros elétricos do modelo parisiense são usados mais intensivamente., ficam menos tempo estacionados. Com isso, o uso de cada carro é otimizado e são produzidas menos unidades. O ganho ambiental é evidente, pois a produção dessas máquinas tem um impacto ambiental alto.

É claro que alugar um carro elétrico ainda é uma alternativa menos ecológica do que pedalar uma bicicleta, mas convenhamos, a bicicleta não atende a todas as necessidades cotidianas. Com ideias alternativas como a do carro elétrico alugado parisiense é que se cria uma nova consciência ecológica. Além de serem mais econômicos e mais ecológicos esses carrinhos rompem com o apego fetichista ao carro próprio. Economize, ecologize, desapegue.

Crédito de imagem: Folha.com

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