Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Facebook’


Uma foto digital nunca ficará amarelada pelo tempo, ao contrário das fotografias em papel que vão perdendo qualidade ao longo dos anos. À primeira vista os meios digitais são mais adequados para o armazenamento de longo prazo. Daqui muitos anos será possível rever uma foto postada hoje no Facebook e ela será exibida com a mesma qualidade que apresentava no dia em que foi tirada desde que … o Facebook continue funcionando no futuro distante. Caso você opte por guardar a foto no computador também poderá vê-la desde que … o formato em que foi gravada seja reconhecido pelos programas que virão. Pois é, o futuro da nossa memória digital é um mistério.

Os otimistas vão dizer que são infundados meus pensamentos sombrios sobre a preservação da história digital. “É claro que o Facebook vai existir daqui 50 anos”. Aposto que esses otimistas deslumbrados diziam o mesmo sobre o Orkut. Se você tem Facebook hoje, é provável que tinha Orkut até dois anos atrás. Encerrou sua conta lá, não é? Eu também e dessa forma apaguei algumas páginas da minha história pessoal. Talvez você não esteja preocupado com suas memórias. Vamos falar sobre o curto prazo então. O que aconteceria se você perdesse repentinamente seu conteúdo no Facebook, Twitter, Flickr ou outra rede social que você frequenta? Para algumas pessoas uma perda desses dados seria puro desastre. Digamos que o risco é baixo de algum desses grandes serviços perder seus dados no vácuo cibernético. Sim, o risco de falha técnica é reduzido considerando a estrutura sofisticada desses serviços, mas existem muitas maneiras de o usuário perder o controle sobre sua conta, seja pela ação de hackers, de ex-namoradas raivosas que tinham sua senha ou pela imperícia do usuário mão de foca.

Se você se incomoda com o risco de perder dados de mídias sociais e também com a preservação deles no longo prazo saiba que existem soluções para pessoas que fermentam preocupações patológicas. Vou exemplificar algumas:

  • Facebook. Tem solução própria de backup de dados. Acesse as configurações de sua conta e baixe uma cópia de seus dados. O Facebook gera um arquivo zipado com as mensagens e arquivos do seu perfil. É preciso lembrar de fazer isso regularmente.
  • Twitter. Existem aplicativos como o Tweetbackup que guardam cópia on-line de sua atividade no microblog. Prometem cuidar de tudo automaticamente. Quem desconfia de dados na nuvem e prefere ter o backup próximo dos olhos pode optar por aplicativos como o Mytwebo que geram arquivos pdf para guardar no computador.
  • WordPress. Quem tem blog nessa plataforma conta com vários plugins de backup. Além disso, pode exportar os dados para um arquivo que permite a transferência dos dados para outro blog.
  • Flickr. No AppGarden do Flickr há vários aplicativos para fazer backup de suas imagens e atividades no Flickr.

Fica entendido que o backup de uma mídia social é uma forma de preservar a essência de sua presença digital. O backup não vai reproduzir fielmente o ambiente dinâmico do site. De qualquer forma, é uma alternativa para evitar a perda total.

Por fim, vem a pergunta: fiz o backup de tudinho como manda o figurino. Vou conseguir abrir esses arquivos de backup no futuro longínquo? Ninguém sabe. É melhor acompanhar a evolução de tecnologia e migrar seus arquivos para formatos novos sempre que surgirem. Assim, lá no futuro distante sua memória digital já terá passado por várias traduções de linguagem, mas permanecerá viva. O preço da segurança dos dados é a eterna vigilância.

Anúncios

Read Full Post »


Orkutização é a palavra do momento nas redes sociais digitais. Acredito que se trata de uma palavra relâmpago que risca o céu do idioma por instantes, mas que não será registrada nos dicionários, afinal, os lexicógrafos só se interessam pelo que é duradouro. A orkutização é um fenômeno efêmero que promete concluir seu ciclo rapidamente. Quanto ao Orkut, rede social que origina o nome, ninguém sabe o que o futuro lhe reserva. De qualquer modo, se eu fosse lexicógrafo definiria orkutização assim:

Substantivo feminino (pejorativo). Processo de popularização de uma rede social impulsionado pela adesão em larga escala de usuários com renda menor relativamente a dos usuários early adopters (que fizeram adesões de primeira hora ao serviço).

Fala-se por aí na orkutização do Facebook, do Twitter e, pior que tudo, na impensável, abominável orkutização do Instagram. Obviamente, quem usa o termo considera a orkutização como um fenômeno social deletério, degradante, que corrói a qualidade e a nobreza das redes sociais elitizadas.

Que me desculpem os playboys e patricinhas, mas sou profissional de Internet e tenho todo o interesse na popularização da Internet e das redes sociais pela geração de empregos e oportunidades de negócio que ela traz. Além disso, como brasileiro fico feliz em saber que a cada dia aumenta a base de usuários de Internet no Brasil. Independente da forma como os brasileiros iniciam nas redes sociais, a imersão na cultura digital trará um salto qualitativo para nossa sociedade.

Haveria algum fundamento nas queixas dos mauricinhos indignados com a orkutização de redes sociais como o Instagram? Ouso dizer que uma foto ruim enviada para o Instagram é ruim não importa se foi tirada na Quinta Avenida de Nova York ou no piscinão de Ramos.

Read Full Post »


Mudança de endereço

Visite nosso novo endereço.

O Instagram serviu para seus criadores embolsarem 1 bilhão de dólares vendendo o produto para o Facebook. Uma das funções do Intagram, portanto, é alimentar a crença popular de que qualquer jovem talentoso com uma boa ideia na cabeça e um computador nas mãos podem fazer fortuna repentina no admirável mundo novo da Internet. Mas para que serve o Instagram além disso? Antes, vamos esclarecer para as pessoas normais que o Instagram é um app que combina editor de fotografias com rede social. É um programinha que você instala em celulares do tipo smartphone, tira uma foto com o celular, edita a imagem no Instagram e publica na rede social do aplicativo. Até pouco tempo atrás ele só funcionava em um smpartphone específico: o iPhone, mas agora está disponível também para smarts Android. Os céticos dirão: editores de imagem existem muitos por aí e redes sociais onde dá para publicar fotos também. Então, qual é a função do Instagram? Digamos que a ideia dele é editar e publicar fotos mais rapidamente, de um jeito mais descolado. Até pouco tempo atrás, publicar uma foto no Instagram era símbolo de status, afinal só quem tinha um iPhone podia participar dessa seleta rede social de fotos estilosas. Olhando por esse ângulo, a verdadeira função do Instagram é mais sociológica do que tecnológica. Um pouco da aura de exclusividade do Instagram se perdeu quando ele foi liberado para celulares com Android, mas convenhamos, ter um smarthpone com pacote de dados, seja qual for, é um dos símbolos de status da atualidade.

Já ouvi dizer que o Instagram é um programinha de estragar imagens. Como fotógrafo amador, sou tentado a concordar com a piadinha. O forte do Instagram são os filtros artísticos. O usuário consegue aplicar filtros rapidamente e assim embeleza a foto com efeitos “artísticos”. Filtros artísticos são comuns em editores de imagens, mas o Instagram tem filtros retrô que caíram no gosto dos usuários. São filtros que dão um aspecto de foto antiga a uma foto novinhaem folha. Eureconheço o valor dos filtros artísticos, considero que são um verdadeiro prodígio da técnica, mas raramente os utilizo. A razão é simples: O uso de filtros tem que fazer sentido. Por que eu daria um aspecto envelhecido a uma foto que acabei de tirar? Depende do motivo fotografado, da ideia que quero passar, da atmosfera que gostaria de criar, etc. Não usaria um filtro só porque ele está na moda. Ninguém precisa pensar como eu, obviamente e publicar fotos com filtros da moda é uma motivação forte para muita gente que quer estar em dia com as tendências.

Não se sabe exatamente o que o Facebook vai fazer com o Instagram. Há quem diga que ele foi comprado por uma fortuna porque o Facebook adota a velha política de exterminar a concorrência na casca. Não sei por quanto tempo o app vai permanecerem evidência. Modinhascostumam desaparecer na mesma velocidade em que se tornam febre. Quem sabe o Instagram continue se renovando para manter a relevância e para evitar a pergunta: para que serve mesmo o Instagram?

Read Full Post »


Se você entra no Facebook e pergunta para que serve aquilo saiba: você não está sozinho. Sempre que acesso meu perfil essa pergunta me vem à cabeça. Não estou falando de utilidade imediata, prática, como seria de se esperar de minha mente de engenheiro. Refiro-me às utilidades psicológicas, sociológicas, talvez metafísicas das redes sociais. Arrisco uns palpites antes que me chamem de antissocial: em primeiro lugar, uma rede social serve para o cidadão se anunciar ao mundo, para afirmar sua identidade, para chamar a atenção. O Facebook é como o rabo do pavão que se abre em leque quando o dono quer impressinar uma possível namorada  Considerando essas utilidades garanto que para mim, o Facebook é de pouca valia, o que não quer dizer que vou parar de usá-lo. Já passei do tempo em que a auto afirmação era artigo de primeira necessidade para mim, mas ter CPF, RG e Facebook é praticamente obrigatório no mundo contemporâneo.

Vamos continuar nossa busca por usos produtivos dessa ferramenta badalada. Redes sociais funcionam como um boca a boca virtual onde é possível fazer indicações aos amigos: leia esse livro, assista aquele filme, abrace a minha causa. Esse uso do bem contrasta com a possibilidade no outro extremo de espalhar boatos, gerar factóides e destruir reputações. Tudo bem: o boca a boca sonoro do mundo real funciona igualzinho ao digital. O Facebook também serve para divulgar o que o internauta faz, considerando que ele faz coisas divulgáveis. Esse uso me interessa, pois prefiro me apresentar o mundo pelo que faço e não pelo que sou, mas sinceramente, acho que existem outras redes sociais mais adequadas a esse fim. Este post, por exemplo, está inserido no contexto de uma rede social de blogueiros do WordPress. No Flickr, compartilho minhas fotos amadoras com outros fotógrafos do mundo inteiro.

Talvez seja rabugice da minha parte considerar que boa parte do que se publica no Facebook é irrelevante. É preciso deixar as pessoas publicarem livremente para que surjam algumas postagens dignas de curtir. Algumas pessoas são, em si, interessantes e é perfeitamente válido que criem uma presença no Facebook baseada na pessoa e não na obra. Enfim, a utilidade do Facebook é dada por quem o usa.

Read Full Post »


No começo, o Facebook era como um mercadinho de bairro, especificamente um mercadinho que atendia a comunidade de alunos de Harvard. Não demorou para o Facebook crescer e se tornar um grande supermercado. Como a lógica das empresas é crescer ao infinito e além, agora o Facebook está dando mais um passo para se transformar no grande hipermercado da informação. Mark Zuckerberg, dono do Facebook, anunciou nos últimos dias grandes novidades no site que é a maior rede social do mundo com mais de 800 milhões de usuários. Em breve, o usuário poderá acessar a nova Timeline e vai poder compartilhar músicas e filmes no Facebook.

O Facebook quer funcionar como o one stop shop do mundo digital. Em um único endereço de Internet, tudo que você precisa: amigos, jogos, filmes, músicas, empresas, etc. Outros já tentaram alcançar essa formidável concentração de poder e, felizmente, não conseguiram. Não gosto dessa ideia de Internet dentro da Internet que o Facebook tenta viabilizar. Concentração destrói a diversidade e na sequência mata a criatividade. Os movimentos de um gigante podem esmagar acidentalmente ou intencionalmente pequenas entidades que circulam em torno dele. A Microsoft cansou de fazer o que o Facebook está fazendo agora. Bastava alguma pequena empresa fazer sucesso para que o gigante passasse a fornecer o mesmo serviço como um recurso integrado ao seu sistema operacional. O compactador de arquivos Winzip é um exemplo de software que fez muito sucesso, mas que perdeu força depois que a Microsoft passou a ofertar o Windows com um programa de compactação de arquivos incorporado.

O Facebook quer que as pessoas joguem, vejam fotos, ouçam música e assistam filmes sem sair do Facebook. Tudo bem, eu também gostaria de fazer todas as compras em um só local, mas já percebi que isso é impossível e indesejável. Em um hipermercado é possível encontrar quase tudo que preciso, mas para o pão quentinho, nada como ir até à padaria do seu Manoel. Vamos deixar as especialidades para os especialistas.

Read Full Post »


Em 1967, o psicólogo Stanley Milgram de Harvard fez um experimento clássico para medir a proximidade das pessoas na aldeia global. O desafio proposto pelo pesquisador aos participantes consistia em fazer chegar uma mensagem por correio a um desconhecido. Uma das regras do experimento permitia aos remetentes repassarem a mensagem a algum conhecido caso ele tivesse mais chances de localizar o destinatário. Em média, as mensagens tiveram que passar por 5,5 pessoas antes de chegarem ao destinatário correto. Daí se difundiu a lenda urbana que uma pessoa está separada de outra qualquer perdida nesse mundão de Deus por uma corrente de no máximo 6 elos.

A experiência de Milgram ficou conhecida como teoria dos seis graus de separação e até hoje não foi comprovada, nem refutada. O que se sabe é que ela tinha algumas limitações: era restrita aos EUA e tanto os destinatários como os remetentes participantes da pesquisa eram atendidos por serviços de correio. De lá para cá a população mundial praticamente dobrou, mas os meios de comunicação ficaram bem mais eficientes. Além disso, surgiram as redes sociais virtuais. Será que esses fatos novos alteram a teoria dos seis graus de separação?

Descobrir quantos são os graus de separação nos dias de hoje é a proposta de um estudo conduzido conjuntamente pelas empresas Yahoo e Facebook. Quem quiser participar da pesquisa deve acessar o site smallworld.sandbox.yahoo.com. Como os tempos mudaram, desta vez a experiência não será feita pelo correio, mas pelo Facebook. O participante receberá a missão de enviar uma mensagem para alguém em algum lugar do mundo. Se o remetente não conhecer o destinatário pode repassar a mensagem para algum contato seu no Facebook com melhores chances de conhece-lo. Vamos ver no que vai dar.

No passado a Microsoft fez um estudo para ver os níveis de separação entre os usuários do MSN Live Messenger. Chegou à conclusão que dois usuários quaisquer estavam separados em média por 6,6 contatos. Outro estudo envolvendo o Twitter concluiu que os tuiteiros estão separados entre si por 3,5 elos em média.

A teoria dos seis graus de separação nos dá uma sensação de mundo pequeno, mas sinceramente continuo achando que a distância entre as pessoas não se mede pelos métodos acadêmicos propostos nessas pesquisas. Qual é a distância entre você, caro leitor, e o presidente Obama? Quantos contatos de Facebook são necessários para uma mensagem sua chegar até um indígena isolado da Amazônia? Dando tuitadas eu conseguiria passar uma mensagem para o Kadafi? A experiência clássica de Milgram foi feita com pessoas que estavam dispostas a gastar um pouco de seu tempo em prol da ciência e que tinham um nível razoável de acessibilidade. Quantos contatos no MSN seriam necessários para alcançar meu vizinho? A distância entre as pessoas é medida com uma régua mais comprida.

Read Full Post »


Xiii, mais uma rede social para manter, mas espere aí, desta vez não é qualquer uma. É a rede social do Google criada para competir diretamente com o Facebook. Espere aí de novo: eles não tem o Orkut e o Buzz? Que querem com esse tal de Google+? Para começar, gostaria de saber como é o nome da coisa: Google Mais, Google Plus ou Google Positivo? O Google buscador fornece resultado apenas para Google Plus. Taí um indício de como o Google gostaria que pronunciassem o nome de seu novo serviço. O problema é que cada um lê o + como lhe dá na telha.

Estou usando o Google+ pela necessidade de me manter atualizado profissionalmente, mas meu palpite é que o sucesso de uma nova rede depende de como as pessoas encaram a ideia de gerenciar mais uma lista de contatos. Eu tenho várias para cuidar: Facebook, Twitter, Linkedin, Flickr, MSN Live, WordPress, Foursquare, etc. Por que iria me dispor a entrar em mais uma rede? Se ela ofrecesse vantagens matadoras que as outras não tem, talvez.

O Google+ está bem resolvido: interface limpa, boa usabilidade e boa integração com as ferramentas do Grande Irmão. Google leva vantagem sobre o Facebook em alguns itens como o sistema de busca. O Facebook não tem uma busca de respeito e o Google não alcança o que rola lá dentro do Facebook esta é a verdade. Busca em redes sociais ainda é um ponto fraco da Internet que só vai ser resolvido no dia em que o maior sistema de busca e a maior rede social estiveram sob o controle da mesma empresa. O problema é que isso levaria a uma concentração de poder sem precedentes no mundo da Internet.

Será que o Google+ vai ser apenas + uma rede social ou vai se tornar A REDE? Um fato temos que admitir: o pessoal do Google insiste e quando entram em uma disputa é para ganhar. Vale lembrar o caso do Chrome que em curtíssimo tempo abocanhou 20% do mercado de navegadores e do Android que já controla 40% dos smartphones no mundo. Google+ é + 1 lance Grande Irmão. Não é para – que eles são o > da web. Vem + por aí?

Read Full Post »

Older Posts »