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Posts Tagged ‘filmes’


Seguindo minha compulsão por filmes e listas, aí vai minha lista de 256 filmes que mais gostei até agora. Clique nos filmes que têm link para ver as resenhas.

Você também pode ver esta lista no iMDB com mais detalhes clicando aqui.

melhores filmes

Gravidade
Alfonso Cuaron . 2013 . Ficção

007 Operação Skyfall
Sam Mendes . 2012 . Ação

A vida de Pi
Ang Lee . 2012 . Aventura

O grande Gatsby
Baz Luhrmann . 2012 . Drama

O voo
Robert Zemeckis . 2012 . Drama

A invenção de Hugo Cabret
Martin Scorsese . 2011 . Drama

Deixe-me entrar
Matt Reeves . 2010 . Terror

Ilha do medo
Martin Scorsese . 2010 . Drama

Incêndios
Denis Vileneuve . 2010 . Drama

Amor sem escalas
Jason Reitman . 2009 . Comédia

(mais…)

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A videolocadora americana Netfix alcançou recentemente a marca de 60 milhões de usuários. Fundada em 1997, a Netfix tem um modelo de negócio vencedor que conquista mais clientes a cada dia. A empresa não tem lojas físicas. O usuário Netfix faz seu pedido pela Internet, recebe os filmes em casa, não tem prazo para devolve-los, nem paga multa por atraso. Aqui no Brasil, o modelo é seguido por videolocadoras como a Netmovies que é 100% virtual e a Blockbuster, que tem lojas físicas também e concorre com a Netfix nos Estados Unidos. Um dos efeitos do crescimento das videolocadoras virtuais é o fechamento das locadoras tradicionais, que fazem parte do nosso cotidiano há quase trinta anos. Está aí mais um exemplo de negócio digital que atropela os modelos tradicionais.

Eu me tornei assinante de uma locadora virtual recentemente por dois motivos: economizo tempo e combustível dos deslocamentos para pegar e entregar os filmes e conto com um acervo bem maior. Quase todos os filmes que me interessam eu encontro no site da locadora on-line. Antes, eu garimpava de loja em loja em busca daqueles filmes clássicos difíceis de encontrar. Mesmo assim, ocasionalmente ainda vou à locadora perto de casa onde conheço os donos. Para alguns casos, a locadora tradicional ainda oferece vantagens, mas não sei por quanto tempo os pequenos comerciantes desse ramo vão sobreviver à concorrência das grandes empresas virtuais.

Ficamos chateados quando pequenos empreendedores são varridos do mercado por grandes empresas. Quem não torce pelo Davi quando ele luta contra o gigante Golias? Mesmo assim, acabamos nos tornando clientes da grande empresa porque as vantagens oferecidas por ela nos fazem ignorar qualquer tipo de sentimentalismo. É assim que funciona a economia de mercado. Nem todas as videolocadora físicas vão desaparecer, assim como muitas mercearias sobreviveram aos hipermercados e as lojas de rua continuam abertas apesar dos shopping centers. A mortalidade nas videolocadoras, porém será grande e esse ramo será dominado por alguns poucos serviços on-line.

As videolocadoras on-line distribuem os filmes também por streaming e download. Ninguém precisa ser futurólogo para prever que a distribuição pela Internet é a próximo passo desse ramo de negócio. Assistir on-line um filme é a experiência mais cômoda entre todas. É clicar e assistir a qualquer hora, sem ter que esperar pela mídia que está na casa de outro cliente ou na moto do entregador. Para a experiência on-line acontecer, porém, a Internet tem que ajudar, claro. Quando o modelo on-line de distribuição estiver bem estabelecido no Brasil graças a uma Internet realmente banda laraga  será que alguém vai sentir saudades da velha vídeolocadora da esquina? Muitos sentirão, certamente. Talvez porque lá o cinéfilo encontre conhecidos, converse com o atendente e saia um pouco de casa. Talvez, na sociedade do futuro as pessoas vivam fechadas em casa e não encontrem oportunidades de fazer contatos reais, mas esse é outro problema que aliás foi abordado em alguns filmes. Que tal assisti-los on-line?

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O bom filme se conhece no dia seguinte


Um bom vinho (ou wiskie, ou cachaça) desce macio e não deixa resíduos para o dia seguinte. Se a bebida é de qualidade, não dá ressaca, desde que consumida com moderação, obviamente. Com filme, é o contrário, quanto melhor a fita, mais vestígios ficam para o outro dia. Os melhores filmes, aliás, podem causar alterações prolongadas que se estendem por dias. Por isso, é praticamente sacrilégio assistir bons filmes um atrás do outro. Fazendo isso, os aromas se misturam. O bom filme deve ser degustado com a mesma reverência que se dá a um vinho de fina casta. Não veja nada depois dele para que os efeitos posteriores possam se manifestar.

Já assisti bons filmes que no dia seguinte me deixaram leve, cheio de imagens e sons na cabeça. Outros me deixaram pensativo, intrigado, buscando respostas. Em alguns casos, fiquei deprimido e chocado. O importante é que esses efeitos tenham espaço para acontecer, por isso não acredito muito na autoridade de cinéfilos que veem filmes em escala industrial. Para aproveitar um bom vinho, quem degusta precisa manter o paladar apurado. É preciso estabelecer intervalos entre as degustações, não dá para misturar os sabores.

Para manter uma perspectiva crítica você não pode se saturar.Isso vale para quase tudo: filmes, bebidas, música, perfumes e até sexo.

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Este post é sobre tratamento de resíduos, mas vou começá-lo com uma fábula infame.

Certa vez, enquanto o corpo dormia, as partes se reuniram para eleger o presidente do corpo. Imediatamente, alguns candidatos naturais surgiram. O cérebro disse que pensava em tudo e por isso devia ser o presidente. O coração explicou que não parava um minuto. A reunião corria em alto nível até que lá de baixo surgiu um novo candidato: o ânus. Foi a maior gargalhada. Os olhos chegaram a lacrimejar de tanto rir. Ninguém deu crédito à candidatura do ânus e, indignado, ele entrou em greve. Fechou-se de um jeito, que por muitos dias nada saiu ou entrou por ali. Com a greve do ânus, o corpo começou a passar mal. O cérebro começou a ter dores de cabeça, os olhos ficaram embaçados e o coração teve taquicardia. Convocaram ma reunião de emergência e todas as partes do corpo tiveram que concordar em aceitar a candidatura do ânus, para que ele suspendesse a greve e liberasse a evacuação dos resíduos. Quem ganhou a eleição não vem ao caso, mas ficou claro desde então que todas as partes de um organismo têm sua importância e uma não vive sem a outra.

Por muitos séculos, a destinação e tratamento de nossos resíduos foi um preocupação secundária da sociedade. Produzimos resíduos em todas as formas: sólidas, líquidas e gasosas. No entanto, ainda insistimos em tratá-los com termos pejorativos como fumaça, esgoto e lixo. Durante todo esse tempo, deixamos a cargo da mãe Natureza encaminhar o problema de nossos resíduos. O problema é que agora somos mais de seis bilhões de pessoas dividindo o mesmo planeta e utilizando tecnologias cada vez mais complexas. Os resíduos não podem ser mais ignorados sob pena de caminharmos para um colapso no ecossistema.

Da mesma forma que não gostamos de lidar com nossos resíduos, não damos valor a quem se ocupa deles. Profissões como faxineiro, lixeiro ou catador não dão prestígio em nossa sociedade. Como só mudamos de perspectiva sob pressão, ainda vai levar um tempo para a sociedade mudar sua visão sobre os resíduos e sobre quem se ocupa de destiná-los e tratá-los. Chegará o dia em que não usaremos mais palavras como fumaça, esgoto e lixo, que passam a ideia de algo nocivo e inútil. Na verdade, nossos resíduos são matéria-prima com valor econômico. Resíduos são complexos e dominar a tecnologia de seu tratamento não é para qualquer um. Um humilde catador tem conhecimentos sobre resíduos que muito doutor nem faz ideia. Na sociedade sustentável que precisamos construir, destinar e tratar resíduos é uma função nobre, complexa e rentável. Provavelmente, alguns bilionários listados pela Forbes em 2040 serão empresários do tratamento de resíduos. Espero que possamos chegar a esse novo patamar de consciência sem greve do ânus.

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Guerra é terror


Guerra ao terror é um bom filme, uma visão desiludida sobre a guerra que os americanos travam no Iraque que fez jus ao Oscar, embora meu favorito fosse Distrito 9. O tema deste post, porém, não é o filme, mas seu título em português.

O título original The hurt locker foi mantido em vários países, mas no Brasil a distribuidora preferiu a expressão Guerra ao terror (War on terror) bastante usada durante o governo George W Bush para se referir às ações militares americanas após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. O governo Obama abandonou a expressão Guerra ao terror, passando a adotar outras formas como Overseas contingency operation. Sabe como é: democratas gostam de termos chochos e politicamente corretos que camuflam o fato de a guerra continuar nua e crua, ao contrário dos republicanos que vão direto ao ponto com expressões bombásticas e patrióticas.

Guerra ao terror é um filme sobre guerreiros e terroristas. Vamos deixar claro que guerreiros são os americanos que desarmam bombas e terroristas são os iraquianos que as plantam. Guerra e terror, duas palavras fortes que carregam conotações pesadas e que mudam de sentido dependendo de quem as pronuncia. Guerra para os republicanos é uma empreita nobre, em alguns casos, quase santa. George W. Bush no início de sua guerra ao terror se referiu a ela como uma cruzada, mas logo abandonou o termo porque embora a palavra cruzada tenha uma conotação positiva para ocidentais, por motivos óbvios, não pega bem entre os povos muçulmanos. A palavra terror, por outro lado, é impregnada de conotações negativas tanto para republicanos como para a maioria das pessoas de índole pacífica. Se pesquisarmos o sentido de terror, veremos que se trata de uma palavra de definição espinhosa, que as opiniões se dividem muito, tanto que os mais cautelosos evitam pronunciá-la.

O que me chama a atenção na expressão Guerra ao terror é que nela se juntam duas palavras que, em muitos casos, designam exatamente a mesma coisa. Deixem-me explicar: tecnicamente, terror costuma ser definido como ação violenta contra não combatentes com intuito de aterrorizar uma população, chamar atenção para uma causa, levar ao desgaste político e corroer o moral do inimigo. Nesse sentido, o bombardeio dos aliados sobre Dresden na Segunda Guerra Mundial foi guerra ou terror? O lançamento de bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki pelos americanos foi guerra ou terror?

Guerra ao terror, o filme, deve ser visto. Guerra ao terror, esta pérola retórica da era Bush precisa ser analisada cuidadosamente por quem tem paixão pelas palavras. Guerra à guerra? Terror ao terror? Guerra com terror?

Guerra é terror.

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Sou do tempo em que obras literárias eram lidas em folhas de papel encadernadas em um conjunto organizado chamado livro; músicas eram armazenadas em discos plásticos conhecidos como CDs; notícias eram lidas em grandes folhas de papel agrupadas e conhecidas como jornal e filmes podiam ser assistidos a partir de pequenos discos plásticos alugados e conhecidos por DVD. Mas espere aí: hoje a situação continua do mesmo jeito, não mudou nada. Não mudou, mas está mudando. As obras intelectuais agora também são encontradas em suportes virtuais, que não se pode tocar com os próprios dedos. Uma obra pode ser lida no e-book reader, uma música ouvida no mp3-player, o jornal se lê no site e filmes podem ser baixados pela Internet. Do ponto de vista ambiental, essa virtualização das mídias é bem interessante. Virtualizando as mídias, economizamos papel, plástico, embalagens, transporte, locais de armazenagem, etc. Está certo que a virtualização exige adquirir uma parafernália eletrônica, manter uma infra-estrutura de rede, etc. Colocando na ponta do lápis, porém, chegaremos à conclusão que as mídias virtuais são melhores para o meio ambiente até porque a infra-estrutura digital também é usada para outros fins, o que estende o seu uso.

É arriscado dizer que as mídias físicas como livros, CDs, jornais, revistas e DVDs serão extintas porque existem casos específicos em que elas superam a mídia digital. Além disso, para extingui-las será preciso superar hábitos arraigados e mudar o entendimento do conceito de propriedade dos bens culturais. Pensando com uma cabeça do século XX quem tem um CD na mão se sente dono das músicas que estão codificadas nele. Essa posse física dá tranqüilidade ao proprietário e não adianta explicar que o direito de posse de um mp3 comprado nos rigores da lei é mais amplo. Se o CD quebrar, por exemplo, o usuário perde o direito legal de ouvir a música e não lhe resta outra opção senão comprar um suporte novo para as músicas. O mp3 comprado, por outro lado, pode ser instalado em mais de um aparelho o que dá maior segurança ao comprador de que o arquivo não vai se perder. Em alguns casos, o usuário pode voltar à loja virtual e obter uma cópia nova do mp3.

Particularmente, eu acho que o desejo de propriedade não pode ficar a frente da causa ambiental. Talvez o leitor sonhe com uma bela biblioteca em sua casa, repleta de livros com edições primorosas, mas no fundo o que faz a diferença, não são os livros que você tem, mas os que você leu. Em favor do meio ambiente vale a pena trocar o direito de propriedade pelo direito à disponibilidade.

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Retorno ao xamanismo


No meio da floresta, uma sociedade tribal cultua Eiwa, a grande divindade que mantém todos conectados em uma imensa teia de relações. Os nativos acreditam que as árvores são sagradas e que ao tirar a vida de um animal caçado é preciso desculpar-se com a criatura e agradecer a ela pelo alimento que irá prover. Os nativos são exímios arqueiros e vivem em harmonia com a natureza, mas são atormentados pelos seres que vieram do céu. Os estrangeiros chegaram em grandes máquinas voadoras, são tomados por uma ganância desenfreada e pretendem devastar a terra sagrada. Não, não se trata da história de alguma tribo da Amazônia. Falo sobre Avatar, o novo filme de James Cameron.

Antes de Avatar, tivemos outros filmes que falam sobre a descoberta dos valores ‘primitivos’ pelo homem ‘moderno’. Dança com lobos, dirigido por Kevin Costner, tem um enredo parecido. Um soldado americano passa a viver em uma tribo indígena americana e tem sua visão de mundo completamente redesenhada. Em Avatar, a história se passa no futuro, no paradisíaco planeta Pandora. Os minérios de alto valor que estão no solo do planeta despertam a cobiça da espécie humana, que segundo Cameron, mesmo no futuro distante, continuará incorrigivelmente gananciosa. Geralmente, quando pensamos em contatos imediatos com extraterrestres, nos vem à cabeça seres tecnologicamente muito mais evoluídos do que nós. No planeta Pandora, os ETs estão em um estágio tribal de civilização, mas quem olhar com atenção vai perceber que realmente eles são muito mais evoluídos do que os humanos e suas super máquinas.

James Cameron é um diretor da grande indústria do cinema. Folgo em ver que ele colocou em uma mega produção como Avatar ideias centrais da Antropologia. Os ‘primitivos’ azuis de Pandora nos mostram que tecnologia não é tudo e que recisamos recuperar o caráter sagrado da Natureza se quisermos nos reencontrar com ela.

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