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Google contra piratas


O Google anunciou que vai baixar a relevância de sites ilegais em seus resultados. Na prática isso quer dizer que os sites ilegais serão jogados para o fim da lista em vez de aparecer no topo como acontece em muitos casos. Além disso, sites que tenham sido denunciados como ilegais pelas leis americanas serão removidos dos resultados. Nesse caso, Google mostrará o texto da denúncia em vez do link para o site enquadrado. A ideia é inibir a pirataria, mas sinceramente a eficácia da medida deve ser mínima, pois há várias maneiras de contornar as barreiras levantadas pelo Grande Irmão. Vamos exemplificar:

Digitando Batman ressurge no Google receberemos uma lista encabeçada por sites de boa índole. Se acrescentarmos uma palavra na busca digitando Batman ressurge download o resultado muda radicalmente e traz uma penca de sites suspeitos que oferecem download do filme. Diz o bom senso que um filme em exibição nas salas de cinema não pode ser encontrado para download legalizado. Mesmo que o Google baixe a relevância dos sites de pirataria eles vão aparecer no topo quando não há alternativa legalizada para a pesquisa. Quanto aos sites removidos, o usuário pode clicar na denúncia e ver o endereço do site denunciado. Se o usuário buscar por um filme mais antigo como Batman Begins, o Google mesmo vai sugerir o argumento Batman Begins download.

A iniciativa antipirataria do Google pode parecer bobinha aos combativos defensores da difusão cultural gratuita, mas temos que vê-la como primeiro passo de um cerco que vai se fechar aos poucos. Em algum momento no futuro os sites de pirataria serão removidos dos resultados do Google pra valer. No começo, os clientes da pirataria vão dar risada do sumiço porque sabem como acessar o endereço diretamente sem ajuda do buscador. Com o tempo, porém, esses endereços conhecidos  podem ser fechados pela justiça e os novos que vão surgindo não serão apresentados no Google. Vamos migrar para outro buscador! dirão os inconformados. O problema é que todos os grandes buscadores vão ser pressionados a boicotar a pirataria. Vamos para buscadores mambembes então! Tudo bem, mas buscadores nanicos não têm o alcance de um Google e podem enfrentar problemas com a justiça. Vamos comprar DVD no camelô da esquina,. gente! Nessa hora alguém vai dizer: Como? Usar mídia física? Cai fora, meu. Muitos podem rir do que vou dizer mas acredito que a vida dos piratas vai ficar gradativamente mais complicada. Isso não quer dizer que a pirataria vai desaparecer, mas que pode ficar inviável em muitos casos.

O Google sempre manteve uma posição agnóstica em relação à pirataria. Eles não queriam ser antipáticos com o usuário, mas não há como negar que essa visão liberal do Google é um dos pilares que sustentam a pirataria. Alguns podem alegar que é um absurdo baixar a relevância de sites piratas porque um buscador tem como missão encontrar o que o usuário deseja. Segundo esses xiitas da liberdade absoluta o acesso à pirataria é um direito inalienável do usuário. Tenho minhas dúvidas. Ainda defendo a tese de que pirataria é refresco até o dia em que você é pirateado. Agora que o Google dominou o mundo, vai começar a atuar como líder monopolista. Qual será seu próximo passo contra a pirataria? E como os piratas vão contra atacar? Que prossiga a eterna luta do bem contra o mal.

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Esses dias eu estava na dúvida: mau comportamento ou mal comportamento? Como sempre faço nessas horas, fui ao meu revisor ortográfico de plantão: o Google. Em duas pesquisas Google sentenciou:

  • Mau comportamento: 2.780.000 resultados.
  • Mal comportamento: 5.280.000 resultados.

A voz do povo é a voz de Deus. Se a maioria escreve mal comportamento, então esse é o jeito certo, certo? Nesse caso específico fiquei meio desconfiado e fui mais a fundo recorrendo às fontes venerandas como o Dicionário Aurélio e às colegas revisoras do escritório e descobri que a norma culta prescreve a grafia mau comportamento. Será que os redatores da Internet estão abandonando a ortografia padrão por puro ódio, ignorância ou mesmo fundamentalismos ideológicos? Para tirar a teima, voltei aos resultados e comecei a observar um a um. Opa, parece que tem um ruído aqui, comentei com meus botões. Os resultados mostravam em muitos casos as duas palavras do argumento afastadas uma da outra no meio do texto. Fui para a pesquisa em modo avançado e pedi uma busca pela frase exata. Para conseguir esse efeito basta colocar o argumento entre aspas. Na segunda tentativa, agora com frase exata, o levantamento de Google foi:

  • Mau comportamento: 302.000 resultados
  • Mal comportamento: 42.900 resultados

Pronto. Estava restabelecida a ordem natural das coisas. A Internet se expressa segundo a norma culta e os desvios típicos da ortografia padrão não chegam a 20% das ocorrências alinhadas com ela.

Você quis dizer? Outra forma de usar o Google como tira dúvidas ortográfico é invocar o eficiente e conselheiro Você quis dizer. Não sabe como escreve o nome da nossa presidente? Escreva como se lê: Dilma Russef e o Google gentilmente vai lhe sugerir uma pesquisa por Dilma Rousseff. Google tem tanta certeza do que está dizendo que simplesmente entrega os resultados incluindo o argumento ortograficamente correto. Caso você queira realmente buscar a forma em ortografia desviada terá que usar algum artifício como colocar a expressão entre aspas. Um exemplo: não adianta buscar Sigmund Froid no Google. Os resultados para Sigmund Freud virão junto a não ser que você escreva “Sigmund Froid” na caixa de busca.

Vamos deixar claro que Google apenas traz à tona a inteligência coletiva. Não é o grande irmão que conhece a grafia correta do sobrenome da presidente, mas uma legião de redatores confiáveis que povoam a Internet com a forma correta de escrever. Tá certo que o Google tem métodos para escolher as fontes que vai tomar como referência, mas nesse caso ele recorre a inteligência coletiva dos internautas que valorizam mais o bom conteúdo. Pelo menos em questões ortográficas, o bom comportamento prevalece sobre o mau.

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No final de fevereiro Google anunciou alterações em seu algoritmo de ranqueamento de páginas que causariam impacto na visitação de muitos sites. Google apresentou as mudanças como grande melhoria na qualidade dos resultados através da valorização dos sites que produzem conteúdo original de qualidade. O efeito colateral óbvio dessas mudanças seria a queda no ranking de sites com qualidade duvidosa. Ninguém foi citado explicitamente, mas desconfiava-se que Google queria mesmo era dar um jeito nas content farms. Passado algum tempo, os novos procedimentos do Google já produzem resultados visíveis. O site e-how.com enfrenta quedas de 66% em seu tráfego. Esse site que até pouco estava entre os mais visitados nos EUA é propriedade da Demand Media empresa especializada em conteúdo digital que costuma ser citada como a maior das content farms. Outros sites que seguem modelo semelhante também tiveram quedas brutais de visitação.

Content farms não são comuns aqui no Brasil e seu modelo de negócio é o seguinte. O site identifica o que os usuários estão procurando na Internet e produz rapidamente conteúdo para suprir essa demanda. O conteúdo pode ser um artigo ou um vídeo e quem o produz são freelancers que submetem seu trabalho à equipe editorial do site. Se o conteúdo for publicado o freelancer é remunerado pelo site. Toda a produção é orientada para atrair tráfego e, assim, lucrar com publicidade. As críticas feitas às content farms recaem sobre a baixa remuneração dos freelancers, sua pouca qualificação, denúncias de plágio e baixa qualidade dos conteúdos produzidos.

Agora sejamos sinceros: Quem deveria julgar a qualidade dos conteúdos produzidos na Internet? O Google ou Sua Majestade o Usuário? Sinceramente, fico com um pé atrás toda vez que alguém se coloca como intermediário entre o autor e o usuário alegando que sabe muito bem o que é melhor para o usuário. Google mesmo foi precursor das content farms. Quem lembra do Knol? Knol foi criado pelo Google para ser uma alternativa remunerada à Wikipedia. O apelo do site era o seguinte: você é especialista em alguma área? Então escreva no Knol, compartilhe seu conhecimento e compartilharemos a renda publicitária do site com você. O Knol não decolou, mas se tivesse dado certo não haveria espaço para a Demand Media crescer.

Outra coisa: o Google não está nem aí com a qualidade do conteúdo produzido pela Demand Media. O que deixou o Grande Irmão mordido foi o fato de que as content farms usarem métodos para subir no ranking de busca, talvez sem o devido merecimento. E se você quiser despertar a ira de Google é simples: basta tentar subir no ranking de um jeito que o Google considere ilegítimo. Quem trabalha com SEO (otimização para mecanismos de busca) tem um nome para práticas duvidosas de ascensão em rankings de busca: black hat. Não sei se as content farms usam técnicas de black hat, mas o fato é que Google descobriu o método que elas usavam para subir posições e tirou a escada que elas usavam.

Para finalizar, uma última rabugice: que moral o Google tem para selecionar o conteúdo que vamos ler se ele nos oferece no topo de sua listagem links patrocinados? Caro usuário, se quiser acessar o bom conteúdo, recomendo uma visita às páginas de resultado mais afastadas. Não se restrinja à primeira. Melhor, não se restrinja ao Google, use também outros buscadores. Julgue por si mesmo.

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Quando alguém quiser aplicativos para celulares com Android é só ir na Android Market, a lojinha virtual do Google, certo? Esse continua sendo o caminho preferencial para os donos de smartphones Android, mas agora existe outra opção de peso: a Amazon Appstore. Bem-vinda concorrência saudável.

Nos primeiros tempos do computador desktop instalar programas era uma atividade para bravos. Com o tempo, a instalação de software foi se tornando mais amigável e acessível para leigos, mas em computadores continua sendo algo mais complicado do que instalar um app para celular. Sistemas operacionais para celular como o Android transformaram a instalação de aplicativos em uma operação realmente simples: você vai na loja virtual, seleciona o aplicativo, clica em instalar e pronto, logo ele estará funcionando no celular. Bem, isso é válido para apps que estão disponíveis em uma loja virtual que o celular acessa. Isso quer dizer que o celular precisa vir com pelo menos um aplicativo instalado, justamente o da loja virtual.

Quem quiser conhecer a nova loja de aplicativos da Amazon vai esbarrar em um pequeno obstáculo. O aplicativo Amazon Appstore não está disponível na prateleira do concorrente (Android Market) e, por isso, os usuários terão que fazer um caminho por fora para chegar lá.

Instalação pelo caminho longo. Felizmente, o sistema Android é aberto e permite que outra loja virtual seja adicionada sem problemas. No site da Amazon existe um roteiro de oito passos para a instalação de um aplicativo sem intermediação de uma loja virtual. Confesso que achei que era muito passo, mas segui o roteiro e instalei o aplicativo da Amazon rapidinho. Agora tenho uma opção a mais para adquirir aplicativos. Espero que outras lojas surjam com o tempo, inclusive lojas pequenas que atendam necessidades específicas dos usuários.

Enquanto isso no mundo do iPhone só existe uma loja oficial (iTunes) e a Apple faz o que pode para conservar o seu monopólio nesse negócio altamente rentável. Como todos sabem monopólio é bom apenas para o monopolista. Usuários de iPhone que desejam maior liberdade para decidir o que podem fazer com seus celulares estilosos têm que recorrer a soluções digamos deselegantes de desbloqueio e jailbrake.

A Internet está em transformação contínua e a tendência atual é o declínio da web e ascensão da Internet dos aplicativos (apps). Os apps estão fortemente ligados à lojas virtuais como iTunes, Android Market e Amazon appstore. Como já estou crescidinho creio que posso decidir o que vou instalar em meu smartphone e não preciso da tutela de uma grande empresa para selecionar criteriosamente o que vai ser disponibilizado para mim. Da mesma forma, gosto de poder escolher livremente o vendedor dos aplicativos que vou adquirir. Obviamente irei à loja que me oferecer as melhores condições. Parabéns à Amazon por oferecer uma alternativa de peso aos usuários e ao sistema Android por ser aberto.

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Você pagaria para ler este post? Provavelmente, a maioria dos leitores vai dizer com naturalidade que se caiu na Internet é grátis. Estamos acostumados a pagar por um jornal ou revista na banca de jornal, mas pagar pelo mesmo conteúdo caso esteja na Internet é outra história. Esses usos e costumes da Internet podem mudar se depender de iniciativas lançadas nas últimas semanas pelos grandes players. A Apple lançou em parceria com a News Corp o jornal digital assinado The Daily, exclusivo para iPads e vai estender o modelo para outras publicações. Google lançou o One Pass que se propõe a ser o intermediário financeiro entre o leitor e o produtor de conteúdo. A ideia do One Pass é funcionar como um liberador de acesso a conteúdos pagos da Internet. O leitor paga ao Google que se encarrega de repassar aos editores a parte deles. A proposta do novo serviço Google é flexível e aberta, ou seja, tem a cara do Grande Irmão permitindo o acesso por assinatura, por volume acessado ou até por item único.

Será que a Internet paga vai pegar? O tempo dirá, mas há indícios que os grandes produtores de conteúdo vão se unir para fazer o modelo acontecer, já que a forma como ganharam dinheiro até hoje está desmoronando. Eles alegam que conteúdo de qualidade custa caro e nisso estão certos. O problema é que os internautas não vão querer pagar por assinaturas isoladas como faziam e ainda fazem na realidade não digital. Empresas como Apple e Google sabem que para a Internet pay-per-view dar certo é preciso criar ecossistemas de produção. Não adianta apenas a News Corp dizer que vai cobrar por seus prestigiados jornais se os outros jornais não seguirem pelo mesmo caminho. O One Pass pode ser o elemento agregador que permitirá aos consumidores acessarem conteúdos variados com uma única conta a um preço razoável. Nesta altura, você caro leitor pode estar pensando: eu nunca vou pagar para ler um post, ainda mais por este que ousa cogitar a possibilidade da cobrança por conteúdo. Tudo bem, a Internet continuará a oferecer uma vasta produção de conteúdo livre e se depender de mim, este post continuará grátis.

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Uma das razões para o sucesso da TV é a sua burrice. Não estamos falando do conteúdo, mas dos aspectos tecnológicos dessa mídia. Calma, a tecnologia da TV é fantástica, mas parece plana diante da interatividade que encontramos em computadores conectados à Internet. Simples, unidirecional, contínua, efêmera, passiva, essa é a TV que conhecemos há décadas, mas se você quer deixá-la mais parecida com o que encontra no computador pode lançar mão de algumas alternativas. Ainda não há uma solução matadora para integrar a TV com o mundo digital, o que não impede o telespectador de montar a sua. Vejamos algumas ideias para ter uma TV 2.0.

TV digital. A transmissão digital em alta resolução começou no Brasil há pouco tempo e promete acrescentar interatividade à TV. Por enquanto, isso é mera promessa, o que a TV digital tem a oferecer de melhor até o momento é uma qualidade de imagem superior com resolução mais alta (1080 linhas) e formato widescreen (16:9). Além disso, pode ser acessada em dispositivos pequenos e móveis como os celulares.

Google TV. A primeira Google TV foi lançada pela Sony em 2010 e acrescenta recursos de Internet à TV como um serviço de busca que obviamente é fornecido pelo Google. A proposta da Google TV é unificar a interface dos aparelhos de TV sob a tutela do grande irmão. Integração com a Internet, possibilidade de gravar programas, interface intuitiva, YouTube no televisor. Seria uma TV com um quase computador embutido? Google quer ser o senhor das plataformas.

Apple TV. A pequena caixinha com a logomarca da maçã é um quase computador que interliga a TV com a Internet. Com ela é possível acessar a loja da Apple para baixar conteúdos de TV, além de músicas e filmes. A Apple TV também se integra com provedores de conteúdo como a Netflix (só para americanos). Seria uma locadora virtual, um tipo diferente de TV a cabo? Uma TV sob demanda? Para os brasileiros há limitações as mais variadas, obviamente: pagamento em dólar, programação voltada para os americanos, etc.

Windows Media Center. A versão Premium do Windows vem com esse aplicativo desenvolvido para integrar o computador com a TV. A interface do Windows Media Center é própria para exibição em aparelhos de TV, que nesse caso funcionam como monitor, pois quem comanda o espetáculo é o computador. O Windows Media Center permite gravar programas e organizar todo tipo de mídia. Seu foco é gerenciar as mídias que estão no computador para exibição na TV.

Sintonizadores de TV para computador. Para os computadores de mesa existem as placas de captura e para os notebooks é possível encontrar os sintonizadores compactos que lembram um pen drive e são espetados na conexão usb. Os sintonizadores mais completos capturam sinal de rádio FM, TV analógica tradicional e TV digital em Full HD. Capturando o sinal da TV no computador é possível fazer coisas como gravar programas ou assistir TV enquanto digita um texto.

Controle remoto no smartphone. Usar o celular como controle remoto da TV logo será uma prática banal. Para funcionar, tanto o celular como o televisor precisam dispor de tecnologia como o bluetooth que permita a comunicação entre eles.

Sites das grandes redes. Perdeu seu programa favorito porque não estava em casa na hora da transmissão? Há boas chances de o programa estar disponível no site da emissora. As redes mais estruturadas mantém arquivos de sua programação, tudo bem organizado, classificado, segmentado, livre de propagandas, mas em telinha pequena. Se a emissora não mantém o programa em arquivo, talvez você o encontre no Youtube.

Podemos imaginar um futuro em que a TV vai combinar transmissão pelo ar com o acesso via Internet. Pelo ar viria o tráfego pesado de dados em alta resolução e pela Internet passaria a interatividade. Nesse cenário, poderíamos ter uma TV mais social com aferição instantânea da audiência, comentários e bate-papo entre os telespectadores que poderiam decidir até o final da novela. Pena que essa TV 3.0 ainda vai demorar um pouco a chegar.

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O Windows roda em mais de 90% dos computadores de mesa, notebooks e netbooks do mundo. Essa liderança esmagadora, porém, não se repete no mercado de celulares inteligentes onde sistemas operacionais como iOS, Android, Symbian e RIM travam disputa cerrada pela liderança sem que nenhum até agora tenha deixado os demais comendo poeira. O sistema da Microsoft para smartphones, o Windows Mobile 7, que estreou recentemente é apenas mais um nessa disputa pela telinha dos computadores de bolso que fazem ligações. Embora tenha sido bem avaliado pelos especialistas, o Windows Moblile 7 ainda precisa provar que é competitivo. Resumindo: a Microsoft reina nos computadores tradicionais, mas é um concorrente pouco cotado na disputa pelo mercado de smartphones.

Agora, outro segmento de computadores está surgindo: o dos tablets que começaram a virar objeto de desejo depois do lançamento do iPad da Apple. A Apple não inventou o tablet, conceito que existe há anos. O Windows dá suporte a esse tipo de aparelho há muito tempo. A façanha da Apple, porém, está em criar um produto que explora o potencial dos tablets de forma criativa, bem acabada e que encanta o consumidor. No segmento de tablets o sistema líder por enquanto é o iOS da Apple, mas estão surgindo os tablets com Android e eles vêm com fome ao prato.

A Google, empresa que mantém o Android, descobriu uma fratura na rocha dos sistemas operacionais e cravou sua cunha. Há fortes indícios de que o Android vai dominar nos smartphones. Se esse sistema se tornar líder também na telinha dos tablets ninguém o segura, pois os pequenos computadores móveis podem se tornar mais populares do que desktops e notebooks. Provavelmente, a história vai se repetir: a Apple estabelece o conceito e um concorrente ambicioso o massifica.

A Microsofot vai ter fôlego para encarar a ascensão do Android? Haverá algum dia Android para computadores de mesa? Não duvido. Quem lembra do vigor da Microsoft de anos atrás estranha o fato de ela ter perdido relevância tão rapidamente. Bem, não há o que reclamar. Nos velhos tempos a Microsoft também atropelava com truculência seus concorrentes.

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