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Posts Tagged ‘marketing’


Os profetas do apocalipse alertam: sua navegação pela Internet é rastreada e há risco de as empresas ficarem sabendo tudo sobre você. Esse tudo inclui sexo, idade, grau de instrução, local onde mora, preferências pessoais e hábitos de consumo. Que maravilha! Como não trabalho para a Al Qaeda não vejo problema nessa invasão de privacidade e até acho que ela me beneficia. Vou explicar:

Há tempos atrás eu estava pesquisando preços e modelos de câmeras fotográficas na Internet. Como se fosse mágica comecei a receber propagandas nas redes sociais que frequento sobre câmeras fotográficas e eram bem do tipo que me interessava. Mais recentemente, fiz umas pesquisas sobre destinos de viagem pensando nas férias do ano que vem. Novamente, fui bombardeado com promoções de passagens e ofertas de hotéis nos locais que me interessa conhecer.

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É uma idiotice achar que as pessoas não querem receber propagandas no e-mail ou nas redes sociais. O que eu dispenso é a publicidade que não me interessa, mas se me avisarem de uma oferta matadora de um produto que estou para comprar eu vou adorar porque economizo tempo e dinheiro. A propaganda dirigida é boa para quem anuncia e para quem recebe, pois um está interessado no outro. Mas como as empresas poderão nos enviar ofertas do nosso interesse sem nos metralhar com propaganda no alvo errado? Eles precisam conhecer um pouco sobre nós, obviamente, e não estamos falando de informações íntimas e sensíveis, mas de dados prosaicos que disponibilizamos de graça nesses tempos de privacidade escancarada. A Dona Maricota talvez diga nessa hora: Credo, mas se os marqueteiros ficarem sabendo tudo sobre mim, poderão usar essas informações para me manipular. Bem, escapar da manipulação é uma arte que requer altas habilidades e não é com o mero bloqueio do data mining que os otários estarão a salvo. Senhores marqueteiros e publicitários: podem me incomodar moderadamente com promoções e ofertas imperdíveis. Minha vida é um livro aberto e se houver alguma página dele com conteúdo reservado ou impróprio tenham certeza de que não está exposta na Internet.

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Observe a imagem acima e tente encontrar alguém que destoa do conjunto. Trata-se de um concurso para modelos promovido pelo site inglês Next. O candidato fora dos padrões topmodelísticos emplacou sua candidatura à final do concurso usando técnicas de manipulação de opinião pública; montou uma rede de contatos para que seu perfil recebesse votação maciça, independentemente de seu potencial de belezura. O candidato azarão queria fazer uma brincadeira e provar que é possível furar a fila. Não é a primeira vez que isso acontece na Internet e, pensando bem, esse tipo de distorção é manjada também no mundo analógico.

Quem frequentou as festas juninas de antigamente lembra dos concursos de sinhazinha. Para ganhar o título de sinhazinha da festa a garota tinha que se vestir a caráter com um belo vestido, mostrar simpatia e vender bilhetes de rifa da festa. Na maioria dos casos, a vencedora era a garota com o pai mais rico, que arrematava todos os bilhetes. Um outro exemplo de manipulação social digital: Quando o Google começou a rankear as páginas da Internet utilizava um método baseado na relevância por citação. Google contava a quantidade de links que apontavam para a página. Quanto mais referências externas, mais relevante seria a página. Esse modelo era inspirado na biblioteconomia que recorre às citações de uma obra em outras obras para definir sua importância. A regra diz que quanto mais citada a obra, mais importante ela é. O modelo parece consistente, mas é sujeito à manipulação. Os desenvolvedores de sites logo perceberam que poderiam “construir” links externos para melhorar sua relevância no Google. No mundo acadêmico, também existem as citações entre “amigos”. Funciona assim: o doutor A cita o doutor B que cita o doutor C que cita o doutor A. É um sistema circular de citações cruzadas.

Manipulação de popularidade e relevância existe desde o início dos tempos, mas parece que a Internet é mais permeável a esse tipo de prática cinzenta. A fraude do concurso Make me the next model mostra de forma bem humorada as possibilidades de distorção que a grande rede permite. Não estamos falando apenas de casos folclóricos, mas de manipulação verdadeira onde grupos econômicos e políticos tentam conduzir a manada internética para o curral que lhes convêm.

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O que acontece quando você faz uma busca no Google com o seu nome? Coisas boas, espero. Para alguns, coisa boa é resultado zero; para outros é encontrar milhares de resultados. Mas e se os resultados forem desfavoráveis ao pesquisado? Não interessa, dirão os adeptos do falem mal, mas falem. Independente do seu desejo de ser anônimo ou celebridade digital, considere que a cada dia está mais difícil não aparecer na Internet. Até o meu pai que tem mais de 80 anos e nunca tocou em um mouse está lá citado em texto e imagem. Administrar a própria presença digital já é uma atividade cotidiana para empresas e famosos e está se tornando importante também para os comuns. Como está sua presença digital? Faça o teste respondendo as perguntas abaixo para ver qual é a amplitude de sua presença.

Presença faixa branca

  • Tem e-mail?
  • Tem Windows Messenger?
  • Tem Orkut?

O kit básico da inclusão digital no Brasil é o trio e-mail + Messenger + Orkut. Sem isso, você não é digital.

Presença faixa verde

  • Tem Facebook?
  • Tem currículo no Linkedin?
  • Joga Farmville no Facebook?
  • Tem Twitter?

Para quem quer ir além na presença digital é bom aderir a plataformas mais descoladas: Linkedin para networking, Twitter para broadcast. São aquelas palavras todas em inglês que os marketeiros adoram.

Presença faixa preta

  • Publica fotos no Flickr?
  • Escreve blog?
  • Envia vídeos para o Youtube?
  • Faz checkin no Foursquare?
  • Tem uma rádio digital?
  • Tem URL própria?

Para quem acha que presença digital é uma questão de honra será preciso gerar conteúdo, melhor ainda se for produção original própria.

Talvez você seja um desprendido como meu pai que não está nem aí para presença digital. Mesmo assim vai ser difícil não aparecer na rede e se for para aparecer, é melhor ficar bem na foto, né? Um último teste: digite seu nome no Google e clique no botão Estou com sorte.

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pamonha doce

Lá em casa, toda semana é a mesma coisa. O alto-falante na rua anuncia:

— É o carro do churro que vai passando, freguesia. Churros fresquinhos.

Em seguida, minha mulher reclama:

— Sempre perto do meio dia. Só para estragar o almoço das crianças.

Semana passada foi diferente. Quem passou foi a kombi do alumínio. O alto-falante avisava a compra de peças de alumínio pelo melhor preço. Vale panela velha, esquadria e trilho de cortina. Quem diria, a indústria da reciclagem está inovando no marketing. Eu sempre achei que o carro dos churros era só poluição sonora, mas agora me obrigo a rever meus conceitos. Pelo bem do meio ambiente vale até a kombi do alumínio, freguesia. Realmente, para a reciclagem acontecer tem que capilarizar a coleta. Seria ótimo se em uma hora dessas passasse lá na frente de casa a kombi do lixo eletrônico. E quem sabe, ainda aparece algum marqueteiro inspirado com uma promoção imperdível: Dona Maria, traga sua panela velha de alumínio e ganhe uma pamonha fresquinha.

Crédito de imagem: Castelinho da pamonha

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Você pagaria 150 mil dólares por uma única palavra? Esse é o valor que a empresa americana Lexicon Branding pode cobrar pela criação de um nome comercial. Taí uma prova de que as palavras têm valor. Os clientes da empresa são grandes corporações que querem nomes poderosos para seus produtos. BlackBerry, Zune e Pentium são exemplos de nomes criados pelo escritório.

O processo de criação da Lexicon Branding, chamado naming, leva em conta muitos fatores como sonoridade, facilidade de pronúncia, valores evocados e conotações associadas ao nome. Para produtos globais, eles fazem uma pesquisa ampla de sentidos que o nome possa ter nos principais idiomas do mundo. Assim evitam que o nome soe ridículo em algum mercado importante.

As palavras são mágicas e somente pessoas ingênuas acreditarim que o nome do produto não influi em seu desempenho comercial. Basta lembrar o caso do português muito devoto que quase foi à falência depois de construir um empreendimento chamado Motel Nossa Senhora de Fátima.

Dar nome às coisas e aos seres é uma arte que eu, pelo menos, levo a sério. Ainda lembro das longas listas que fiz quando meus dois filhos estavam para nascer. Pesquisei a origem, o significado, a sonoridade, a grafia de inúmeros nomes. Não sei se o resultado ficou melhor do que uma escolha direta e intuitiva, mas eu gosto. Eles se chamam Letícia e Otávio.

Como tudo neste mundo pode virar negócio, talvez um dia alguém passe a oferecer serviços para escolha profissional de nomes de pessoas e bichos. Vai ter um filho e não sabe qual seria o nome ideal para a criança? Comprou um gato e quer um nome que combine com o bichinho? Contrate um personal namer.

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Coffee break

Recentemente, fui a um simpósio em São Paulo e no programa constava o item: cofee break e networking. A maioria deve concordar que o cofee break é uma das partes mais interessantes de todo evento. Primeiro, porque dá um break e depois porque tem coffee, aquela droga negra, quente e forte tão necessária. Mas agora tem o networking. Aquilo que era um momento de descontração para bater papo e relaxar tornou-se uma atividade estruturada e mensurável por métricas especializadas. Fez seu networking? Quantos cartões trocou? Algum contato promissor? Eu nunca fui bom em marketing pessoal e muito menos em networking. Como o nome diz, networking é um tipo de trabalho, um novo item a levar em conta em nossas vidas sobrecarregadas de regras e indicadores de desempenho. Nos bons tempos, a gente fazia contatos simplesmente porque é típico entre nós macacos sem pêlos nos relacionarmos com os pares da mesma espécie. O networking trouxe-nos a profissionalização interesseira do bom e velho bate-papo. Alguém conhece um livro de auto-ajuda com ênfase em networdking? Existem as 101 regras para o networking eficaz? Quem quiser fazer networking comigo, estou à disposição.

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Fazer um book de fotos.
Fazer desfiles e comerciais.
Fazer bons contatos.
Namorar um esportista famoso.
Desmanchar o namoro.
Conceder entrevistas contando tudo sobre o namoro.
Aparecer em festas e eventos escolhidos cuidadosamente.
Posar nua para a Playboy.
Aparecer em talk shows e programas de auditório.
Namorar a sério um homem muito rico.
Casar com o homem muito rico em uma festa de arromba.
Publicar as fotos da lua de mel na revista Caras.
Conceder entrevistas contando como está feliz.
Abrir o apartamento de cobertura para a revista Caras.
Plantar rumores de desentendimento entre o casal.
Separar-se do homem muito rico.
Viajar para a Suiça tentando esquecer a separação.
Assinar contrato com uma emissora para estrelar programa de TV.
Namorar homens variados da moda.
Criar factóides diversos de manutenção.

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