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Posts Tagged ‘mobilidade’


Em 2010 a palavra smartphone entrou para o vocabulário do povão. Todo mundo agora quer um smart com touch e GPS. Os produtos mais comentados no Twitter foram iPhone e iPad, os dois badalados aparelhos móveis da Apple. Notebooks e netbooks empataram com os computadores de mesa em unidades vendidas no Brasil. Computação em nuvem, lojas de aplicativos, tablets, e-book readers, Internet 3G, parece que a vida digital está ganhando mobilidade no Brasil rapidamente.

Com a migração irreversível para a mobilidade dos dados vem a pergunta: o que vai ser daqueles caixões de abelha também conhecidos como computadores desktop? Por mim, podem virar ninho de pombos, afinal quem vai sentir saudades desses paralelepípedos feiosos cheios de espaços vazios por dentro e que soltam fios para todo lado? Queremos liberdade de movimento e pensamento.

Talvez o computador desktop ganhe uma sobrevida com suas variações mais modernas como o destop míni ou o tudo em um. O tipo míni, como o nome diz, é compacto e cabe em qualquer cantinho. Com isso, pode ser usado em espaços domésticos reduzidos, que são a realidade do lar moderno. Os modelos tudo em um íntegram o gabinete ao monitor, o que economiza espaço e elimina fios. Ambas as soluções são mais elegantes e, normalmente, são produzidas com design mais arejado, nada parecido com aqueles tijolões beges, nossos velhos conhecidos.

Mesmo com os avanços em praticidade e design as novas soluções para o computador de mesa vão ser questionadas porque falta de mobilidade e, principalmente, porque são desenvolvidas para sistemas operacionais da era desktop. Mesmo que os computadores desktop ganhem monitores sensíveis ao toque continuarão trazendo a herança do comando pelo mouse. Pelo menos até o dia em que surgir sistema operacional Android para computadores fixos.

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Esta semana assisti uma apresentação do smartphone Samsung Galaxy S e fiquei impressionado com os recursos do aparelhinho. Veja também. O que me motivou a escrever esse post, porém, não são as qualidades desse candidato a matador de iPhone e sim o lado comportamental da relação entre o usuário e seu smartphone.

A apresentação da Samsung mostra um dia na vida de um feliz proprietário de Samsung Galaxy S. Esse dia começa com o smartphone despertando o jovem. Antes de sair da cama ele confere as informações básicas do dia: previsão do tempo, notícias, cotações da bolsa, agenda. No carro, o smart funciona como GPS e ajuda o rapaz a encontrar o caminho. No parque, o smart permite fazer uma filmagem em alta resolução e funciona como roteador para que o smartphônico usuário acesse a Internet no notebook. Com o aparelho, o dono acessa redes sociais, troca mensagens com os amigos e faz videochamadas. No trabalho, o smart ajuda com seus recursos para trabalhar com documentos. Ao voltar para casa, o smart é usado como controle remoto da TV e permite baixar jogos que funcionam integrados ao acelerômetro do aparelho.

Como se vê na apresentação um smartphone completo é um companheiro de todas as horas. Do ponto de vista ecológico ele é bem-vindo, pois substitui vários outros aparelhos. Vamos conferir? Com o smart você não precisará mais de despertador, agenda, termômetro, aparelho de GPS, filmadora, câmera fotográfica, roteador, telefone fixo, controle remoto e console de videogame. E isso é só uma parte dos recursos que o aparelho dispõe. Esse lado ecológico só vai funcionar, porém, se o usuário deixar de adquirir os outros bens, o que nem sempre é possível porque o smartphone oferece uma solução compacta e móvel para várias necessidades cotidianas. A solução robusta geralmente é melhor atendida por aparelhos dedicados.

Por ser móvel e multifuncional o smartphone é altamente viciante. A apresentação da Samsung é bem didática ao mostrar o aparelho na mão do usuário desde a hora em que ele acorda até quando volta para a cama no final do dia. Não sei se a tecnologia já produziu algum artefato com tanto potencial para causar dependência do que o smartphone. Como esses aparelhos estão deixando de ser exclusivos de geeks e começam a chegar às massas. não vai demorar para que se tornem assunto de psicólogos preocupados com o uso excessivo do bichinho. Usado com moderação e sabedoria smartphone é do bem, como qualquer tecnologia. O uso excessivo, por outro lado, torna-se uma inconveniência social. Talvez você já tenha passado pela experiência de ser deixado de lado em uma conversa por um smartphônico colega que resolve dar atenção preferencial ao aparelhinho. Quando o smartphone se torna o melhor amigo do sujeito é porque falta pouco para que se torne o amigo único.

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ninja

Até alguns anos atrás, o usuário típico de Informática tinha um computador sem rede, onde guardava documentos criados no Word, planilhas do Excel e apresentações em PowerPoint. Se o computador pegasse um vírus, hasta la vista, dados. Poucos usuários faziam cópias de segurança em disquete de seus documentos. Eram os tempos selvagens da mobilidade zero.

Atualmente, o usuário típico usa mais de um computador (em casa, no escritório, na lan house), todos com rede e acesso a Internet. Os dados são trocados com outros usuários e precisam funcionar em vários equipamentos e softwares. Mobilidade de dados passou a ser necessidade. Vamos entender mobilidade como a capacidade de acessar seus dados em diferentes locais, máquinas e plataformas. Não estamos falando apenas em arquivos, mas também de favoritos,  catálodo de endereços, informações pessoais, interface, etc.

Faça o teste para ver se você é ninja em mobilidade de dados. Responda as perguntas a seguir e veja se receberia uma faixa ninja? Quando responde sim, você ganha os pontos indicados no final da pergunta.

Branca

  • Abandonou o Outlook e usa apenas webmail? 1
  • Tem disco virtual? 1
  • Cria documentos com Google Docs? 1
  • Armazena seus favoritos em sites como Delicious? 1
  • Tem página inicial no iGoogle? 1

Pontuação mínima: 3

Nas perguntas do teste são citados alguns sites líderes, mas se você utiliza similares, pode responder sim às perguntas. Por exemplo: em vez do Google Docs você utiliza Zoho? Sem problemas. Some os pontos que ganhou. Se fez 3 pontos ou mais, você é um ninja faixa branca em Web 2.0 e pode passar para a segunda fase.

(mais…)

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A maioria das pessoas circula em uma área restrita com diâmetro inferior a 10km. Só eventualmente elas saem de seus territórios fazendo deslocamentos mais longos (férias, viagens, etc.). Essa é a conclusão de uma pesquisa sobre a mobilidade de pessoas publicada na revista Nature. Albert-Laszló Barabási e sua equipe da Northeastern University (EUA) rastrearam os deslocamentos de um grupo de 10.000 pessoas a partir das ligações que fazem pelo celular.

O resultado da pesquisa me intrigou porque contrasta com o que vejo quando saio na rua. Carros para todo lado, engarrafamentos e ônibus lotados me dão a impressão que as pessoas se deslocam demais. Fico pensando: áreas de ação de diâmetro inferior a 10km são suficientes para gerar o caos urbano. Imagine o que pode acontecer se as pessoas ampliarem seus deslocamentos.

Antes de essa pesquisa sair eu já tinha uma meta para a minha vida: viver em uma área com diâmetro inferior a 1km. O exemplo que me guia é o do meu pai. Seu José passou a maior parte de sua vida circulando pelo bairro Santa Felicidade, em Curitiba, onde nasceu e vive até hoje. Quase tudo que ele precisa está a menos de 100m de sua casa: mercado, farmácia, panificadora, clube, vídeo locadora, amigos, parentes. Oxalá um dia eu volte para a aldeia do tamanho do mundo onde vive meu pai.

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Rede mundial 

O que é melhor? Manter os seus dados na Internet ou no computador que você mais usa? Daqui a algum tempo essa pergunta vai perder o sentido. A resposta é simples: o melhor é ter os dados nos dois lugares. Dados na Internet nos dão mobilidade e dados locais oferecem rapidez. Então por que não ter as duas coisas ao mesmo tempo? Já existem alguns serviços web que trazem essa solução dupla. O Plaxo, por exemplo, permite que você mantenha os seus contatos na web e sincronizados com o seu catálogo de endereços do Windows. O Windows Live Favorites permite que você matenha seus favoritos na web e no seu computador. A sincronização é automática. O Zoho permite que você crie documentos tanto na web como no computador local sem ter que se preocupar com a administração de versões. Acredito que aos poucos boa parte dos nossos dados pessoais estarão simultaneamente na web e em nosso computador preferido. É como ter o dinheiro no banco e debaixo do colchão ao mesmo tempo.

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Ainda vivemos em uma época em que é preciso escolher entre guardar dados no computador local (debaixo do colchão) ou na rede (banco). Guardando os dados debaixo do colchão há o risco de perde-los de uma hora para outra, pois pessoas comuns não são disciplinadas a ponto de manter um backup eficiente de suas informações. Mantendo os dados na rede, mais precisamente em uma empresa de Internet que armazena dados, você terá que conviver com a lentidão do vai e vem de dados pela rede. Felizmente, as coisas estão mudando e logo teremos o melhor dos dois mundos. Você poderá manter seus dados na rede e no computador local simultaneamente. O serviço de armazenagem vai se encarregar de manter o sincronismo dos dados. Quem já faz isso com eficiência é o Plaxo. Para quem não conhece, o Plaxo permite que você mantenha na web a sua agenda de endereços. A vantagem é que ela fica sincronizada com a agenda do Outlook da sua máquina. Se você adicionar um contato no seu catállogo local, automaticamente ele será enviado para sua conta no Plaxo e vice-versa. Quem está indo pelo mesmo caminho é o Zoho que já permite ao usuário escrever seus textos conectado ou off-line. Eu estou ansioso para encontrar um serviço de favoritos que sincronize minhas URLs on-line com as que estão no navegador local. Atualmente, uso o Delicious, que merecia o título de pior site entre os mais prestigiado do mundo. Parece que lá no Delicious ainda nem sonham com eficiência.

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Se você está lendo este post na tela do computador, então pertence ao grupo seleto dos cidadãos digitais, que no Brasil são pouco mais do que 10% da população. Mas será que você é um cidadão digital descolado? Vou explicar: Você é fixo ou móvel? Pirata ou legal? Isolado ou social? Usa software comercial ou livre? Circulam por aí algumas receitas sobre as melhores práticas para o nosso dia-a-dia digital. Comecei a refletir sobre essas fórmulas para ver se elas têm algum fundamento e vou colocar a minha opinião em uma seqüência de posts sobre o assunto. As perguntas que vou tentar responder são as seguintes:

Fixo ou móvel? Os seus dados estão em um computador perto de você ou espalhados pela rede mundial?

Isolado ou social? Você compartilha seus dados ou os mantém acessíveis unicamente para si?

Comercial ou livre? Você usa software comercial ou da comunidade livre?

Pirata ou legal? Como está o seu nível de legalidade no uso dos recursos digitais?

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