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Quatro seriam o suficiente: um partido de extrema esquerda, outro de extrema direita e dois de extremo centro para se alternarem no poder. Brincadeiras à parte, será que precisamos de 33 partidos? Com certeza vários desses partidos poderiam evaporar subitamente que ninguém perceberia; são partidos sem plataforma que não representam nenhum segmento social. Existem porque a legislação permite e estão aí para alguém levar vantagem. Mas existe jeito de garantir que apenas partidos orgânicos possam se formar? Provavelmente, não. Em um mundo perfeito, porém, só existiria um partido para cada necessidade, tais como:

partidos

Extremo centro. Em democracias maduras normalmente existem dois partidos de centro que se alternam no poder, um de perfil levemente conservador e outro ligeiramente liberal. No Brasil, o PT e o PSDB estão nessa categoria embora eu não saiba dizer qual deles é o reacionário e qual o progressista.

Extrema esquerda. No Brasil existem vários partidos nanicos que se dizem de esquerda. Três deles (PPS, PCdoB e PCB) reivindicam a herança do ancestral Partido Comunista fundado em 1922. Além desses três temos o PSTU, PCO e PSOL que também levantam a bandeira socialista e que tem um perfil mais aguerrido do que os acomodados herdeiros do Partidão. De qualquer maneira é muito partido de esquerda para uma mesma causa. Até aí normal, porque a esquerda sempre teve uma tendência à fragmentação e eles só se unem quando é para reclamar do imperialismo americano.

Extrema direita.  Aqui no Brasil ninguém quer o rótulo de partido de direita. É preciso olhar por trás do discurso para encontrar os partidos com perfil direitista. E o que é um direitista? É um esquerdista que defende a iniciativa privada. O DEM, não sei porque, sempre é citado quando fala-se de partidos de direita.

Ambiental. Temos um partido verde no nome (PV) que luta pela causa ambientalista. Além dele, temos o PEN (Partido Ecológico Nacional) e a Rede Sustentabilidade (que ainda não conseguiu registro no TSE) ambos com proposta ligadas à questão ambiental.

Religiosos. Alguns partidos brasileiros defendem causas supostamente ligadas à religião. O PSC é cristão no nome e o PRB tem fortes ligações com a Igreja Universal.

Fora esses “campos ideológicos” principais que outro segmento social brasileiro precisaria estar representado por partido? Os anarquistas não precisam de partido para viver, bem lembrado. Em resumo, fica a sugestão para uma reforma partidária composta por apenas 6 partidos que seriam:

  • PA Partido Ambiental
  • PC Partido Cristão
  • PD Partido de Direita
  • PE Partido de Esquerda
  • PLC Partido Liberal de Centro
  • PTC Partido Tradicional de Centro

A mesma reforma proibiria o PALU (Partido de Aluguel), PnDnEnC (Partido nem de direita nem de esquerda nem de Centro) e o PFU (Partido do Fulano).

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