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Posts Tagged ‘rede social’


Pois é, foram-se os bons tempos da invasão de praias. Quem é jovem há mais tempo como eu se lembra da canção:

… Mistura sua laia
Ou foge da raia
Sai da tocaia
Pula na baia
Agora nós vamos invadir sua praia …

Nós vamos invadir sua praia – Ultraje a Rigor

Agora a onda é o rolezinho, tipo de evento organizado pelas redes sociais em que jovens marcam uma ida em massa a shoppings centers. Se fosse uma coisa chique o rolezinho seria chamado de flash mob, mas o que está incomodando algumas pessoas é o fato de os rolezinhos serem praticados por jovens de periferia que gostam de uma algazarra e de vestir roupas de grife.

Fique claro que até o momento rolezinho não é um evento de índole socialista que elegeu os shoppings como local de protesto contra o consumismo capitalista. Tá certo, que já têm oportunistas ideológicos na área querendo pegar carona na repercussão dos rolezinhos na mídia, mas a consciência política dos “ativistas” do rolezinho ainda é escassa infelizmente. Por outro lado, está aumentando exponencialmente a indignação dos defensores da higiene social climatizada dos shoppings centers. Que horror ser incomodado no momento sagrado de lazer consumista por funkeiros da periferia, né gente?

Policiais reprimem rolezinho

A polícia já foi convocada para reprimir os rolezinhos. Dizem que shopping é propriedade particular que não pode ser invadida por qualquer um. Mas se é particular, porque a polícia tem que dar cobertura? Como contribuinte fico incomodado de ver a polícia gastando recursos na repressão de rolezinhos. Qual seria o delito praticado durante os eventos para a polícia comparecer de cassetete em punho?

Algumas pessoas veem os rolezinhos como um confronto entre elite e periferia, mas o fato é que eles acontecem em shoppings que no dia a dia são frequentados pelos próprios garotos e pessoas de condição social similar.  Será que nenhum lojista de shopping percebeu que os garotos do rolezinho são consumidores que adoram shopping a ponto de marcar encontros nesses caixotes refrigerados do consumo? Lojista que hostiliza rolezinho está expulsando seus clientes atuais ou futuros para longe da lojinha.

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Como fazer sucesso na Internet? Esta pergunta atormenta muita gente que gostaria de ver o contador de curtidas do Facebook disparar. A Internet tem formas explícitas e públicas de medir sucesso. São as moedinhas virtuais que todo mundo gosta de colecionar. Houve um tempo em que contávamos visitas no site; depois começamos a valorizar comentários no blog; passamos a colecionar seguidores nas redes sociais e agora a moda são as mãozinhas fazendo sinal positivo no Facebook. Não vou ponderar se esses indicadores têm algum valor para a vida em geral, mas acredito que a dinâmica do sucesso nas redes sociais se aplica também à vida analógica e, por isso, vale a pena tentar entende-la.

redes sociais

Sou usuário assíduo do Flickr, site de fotografia onde existe uma área chamada Explore. Diariamente, 500 fotos são selecionadas para exibição nessa área que é uma espécie de vitrine com as melhores fotos do dia. Considerando que são publicadas mais de 5 milhões de fotos diariamente no Flickr, a chance de ir para o Explore é de 1 em 10.000, ou seja, ter uma foto publicada no Explore é como acertar na milhar. Fotos no Explore ganham uma visibilidade que se reverte em mais visitações, comentários e favoritos. Ninguém sabe como o Flickr seleciona as fotos para a sua vitrine, mas acredita-se que sejam as fotos recém-publicadas que fizeram mais sucesso. Realmente, no geral, as fotos que chegam lá tiveram boa visitação, além de comentários e estrelinhas de favoritas. Esse é um caso em que o sucesso traz visibilidade. Graças à visibilidade do Explore, as fotos que aparecem lá podem ter um aumento exponencial de visitação, comentários e favoritos. Taí uma fórmula para o sucesso: primeiro você se sobressai no seu círculo pessoal e com essa credencial, sobe para um patamar mais alto de visibilidade que amplia muito suas possibilidades de sucesso.

No mundo ideal, o Explore seria o lugar perfeito para ver as melhores fotos do Flickr, mas quem conhece essa rede social sabe que muitas fotos boas não vão para o Explore e que algumas fotos que vão para a vitrine não são tão boas como gostaríamos. Como explicar essa distorção? Provavelmente, tudo começa no processo de avaliação inicial. Para receber visitas, comentários e estrelinhas você precisa formar uma rede de contatos. Não adianta publicar uma foto ótima se você não tiver alguns contatos para avalia-la positivamente. O processo de ranqueamento do Flickr é automatizado e precisa de referências. Alguns usuários precisam fazer uma avaliação da foto. É com essas referências que o Flickr conta para montar sua vitrine. Um ótimo fotógrafo mal relacionado não vai ganhar visibilidade no Flickr. Por outro lado, um fotógrafo mediano que faz bastante networking pode conquistar espaço na vitrine por conta do sucesso que faz no seu círculo local de relacionamento.

O desejo dos amantes da fotografia é encontrar facilmente as melhores fotos e o sonho do bom fotógrafo é ser reconhecido sem ter que investir muito em marketing pessoal. Quem está mais próximo de conciliar esses dois interesses é a rede de fotógrafos 500px. Parecido com o Flickr, o 500px também tem uma vitrine onde exibe as melhores fotos recém-publicadas. Só que no 500px a vitrine é dinâmica, não tem número limitado de fotos e está em constante movimento. Ela pode mudar cada vez que você recarrega a página. Funciona assim: há três áreas para ver fotos recentes: a área de fotos que acabam de ser publicadas; uma área de fotos em alta e a área de fotos populares que são as melhor avaliadas. Cada foto tem um indicador de ranqueamento chamado pulse que vai de 0 a 100. Quando você publica uma foto ela começa com pulse 0 e à medida que recebe visitas, comentários, gostadas e favoritadas o pulse sobe. Quando o pulse atinge 70 pontos, a foto passa a ser exibida na área de fotos em alta (upcoming) e se chegar em 80 pontos vai para a área de fotos populares. São três níveis de visibilidade. No primeiro nível, o fotógrafo conta com a visualização em sua rede de contatos e de pessoas que circulam pela área de fotos recém-publicadas. Quando o pulse sobe a foto vai para o segundo nível (fotos em alta) e a visibilidade aumenta. Se a foto ganhar pulse e chegar à área de fotos populares a visibilidade fica maior ainda. O sistema tem uma eficiência alta, quase cruel. Uma boa foto pode ganhar visibilidade alta em minutos. O resultado é bom para todos. As fotos populares do 500px são de encher os olhos e se o dia for produtivo haverá muitas fotos boas disponíveis, pois não há uma limitação de número de fotos no sistema. O que vale é o pulse de cada uma. O sistema valoriza o dinamismo. A partir do momento em que a foto foi vista e avaliada pela comunidade seu pulse tende a cair, pois é preciso atividade recente para mantê-lo alto. Em resumo, o sistema de ranking do 500px procura captar a opinião da comunidade inteira e não apenas do círculo íntimo do fotógrafo. Dessa forma, evita-se o efeito panelinha do networking que pode acontecer quando a qualificação inicial fica a cargo de amigos.

Pelo que vimos até aqui sucesso traz visibilidade em um modelo com patamares de visibilidade crescente. E visibilidade traz sucesso? Vamos imaginar uma situação hipotética em que por falha do sistema uma foto ruim vai para o Explore do Flickr. Será que ela vai receber uma chuva de visitas e comentários graças à sua alta visibilidade mesmo sendo ruim? É provável que receba mais visitas e comentários do que merece, mas não vai ter o mesmo desempenho de uma bela foto colocada na mesma posição. Sim, é possível inflar o sucesso com artimanhas para aumentar a visibilidade. E o pior é que nem sempre a mentira tem perna curta.

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O Instagram tem recebido os holofotes da imprensa desde que começou a fazer sucesso. A novidade mais recente da dessa rede social de fotografias, porém não teve a repercussão desejada. Estamos falando da atualização polêmica de seus termos de uso. Quem leu e interpretou o texto diz que o Instagram pode comercializar as fotos publicadas no serviço sem pedir autorização ao fotógrafo e, pior, sem ter que remunerá-lo. A incerteza sobre o destino das fotos publicadas no Instagram causou uma corrida pelo descadastramento do serviço. A revista National Geographic, por exemplo, desativou sua conta no Instagram até que haja melhores esclarecimentos sobre a questão dos direitos autorais.

Muitos usuários do Instagram deram boas risadas ao saber do novo termo de uso. “Quem vai pagar por minhas fotos de hambúrguer?” Tudo bem, a maior parte das fotos publicadas por lá são mero lixo cibernético sem valor comercial. No entanto, não devemos analisar o Instagram pelo que é hoje, mas pelo que pode vir a ser um dia. Será que ele vai engolir o Flickr, este sim, o serviço de compartilhamento de fotos oficial do planeta?

flickr x instagram

Por enquanto, as comparações entre o Instagram e o Flickr apenas irritam os flickerianos, entre os quais me incluo. Comparando o momento atual dos dois serviços, a única coisa a dizer é sorry Instagram, mas fotografia é para fotógrafos e o lugar onde eles se encontram é no Flickr. Mas, porém, considerando que na Internet o quadro se altera muito rápido, faz sentido compararmos o Instagram com o Flickr para entender o que pode acontecer com a fotografia nos próximos anos.

Quem controla?

O Instagram foi comprado pelo Facebook, rede social de 1 bilhão de usuários que domina o panorama da Internet atual e tem força para alavancar qualquer serviço.

O Flickr é controlado pelo Yahoo! empresa ícone da Internet 1.0, mas que enfrenta uma lenta decadência e tem dificuldades para se reinventar.

Vantagem para o Instagram.

Alcance

O Instagram funciona em dispositivos móveis com Android ou iOS, o que inclui smartphones como Samsung Galaxy e tablets como o iPad.

O Flickr funciona na Web e em vários dispositivos móveis, embora esteja devendo melhor presença em dispositivos como o iPad.

Essas coberturas diferentes refletem o período em que cada serviço foi criado. O Flickr nasceu em 2004, época em que sequer havia smarphones e tablets à venda. O Instagram nasceu em 2009 como aplicativo de iPhone.

Ponto para o Flickr.

Câmeras

O Instagram só funciona em dispositivos móveis, logo as câmeras que podem ser usadas com ele são as de celulares e tablets.

O Flickr permite upload via web, logo é compatível com qualquer câmera. A mais usada no Flickr é a do iPhone, mas as câmeras que vem na sequência são modelos da Nikon e Canon. Vamos dizer o que é: não dá para pensar em uma rede social séria de fotografia incompatível com Canon e Nikon.

Vitória para o Flickr

Exibição das imagens

O Instagram tem filtros artísticos exclusivos para “embelezar” as fotos, deixa as fotos sempre quadradas e como é pensado para telas pequenas tem limitações na exibição das imagens. O Flickr não tem filtros, permite qualquer proporção de imagem e exibe as imagens em várias opções de resolução.

Flickr vencedor.

Comercialização

O Flickr permite que o fotógrafo defina as regras comerciais de seu trabalho e tem parceria com a Getty Images. A posição do Instagram nessa questão é nebulosa, mas não está agradando os fotógrafos que produzem fotos de interesse comercial.

Ganha o Flickr.

Qualidade do acervo

O Flickr é frequentado por bons fotógrafos, tem foco no compartilhamento de imagens e valoriza as melhores fotos. O Instagram tem as mesmas características, mas tem um público mais genérico o que desloca seu foco mais para o relacionamento do que para a fotografia. Não seria elegante comparar a qualidade das melhores fotos do Flickr com as melhores do Instagram, mas quem resolver fazer isso com espírito isento vai perceber a superioridade de uma das redes.

Como flickeriano eu espero que minha rede social favorita aproveite a oportunidade aberta pela polêmica Instagram para apresentar novidades ousadas aos internautas e, dessa forma manter sua relevância para os fotógrafos do mundo inteiro. Para o Instagram também desejo boa sorte, boas ideias e boas fotos porque concorrência de qualidade é o motor da inovação.

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A Microsoft anunciou que vai descontinuar o popular Windows Live Messenger, ou MSN Messenger como muitos ainda o chamam. Os usuários poderão migrar para o Skype que foi comprado pela Microsoft recentemente e tem prioridade mais alta nos planos da empresa. Eu uso o Live Messenger há muitos anos, mas confesso que ele já perdeu relevância no meu cotidiano. São tantas as opções disponíveis atualmente para mandar mensagens que o difícil é escolher qual usar. Variedade de oferta é bom, mas é improdutivo gerenciar vários serviços e listas de contatos que geralmente não se integram. Ainda lembro do ICQ, antecessor do Messenger que estabeleceu o conceito de mensageiro instantâneo digital. Cada usuário do ICQ tinha um UIN (Número Identificador Universal). Pois é, no auge do ICQ ainda no século XX acreditava-se em um serviço universal. Será que chegaremos um dia à sonhada solução universal para envio de mensagens? Vamos analisar as opções.

Correio. Enviar mensagens pelos correios na forma de carta, telegrama ou encomenda continua sendo uma opção popular. Há um caráter oficial na correspondência impressa enviada por correio, mas seu inconveniente é a latência do processo. Dependendo da distância e da eficiência dos correios pode levar dias até a mensagem alcançar o destino. O remetente precisa ter endereço fixo o que é um problema para moradores de rua e de locais não alcançados pelos correios. Além disso, muitas pessoas não gostam de divulgar seu endereço físico por razões diversas e difíceis de entender.

Telefone fixo. Muita gente está abandonando o telefone fixo, mas é cedo para dizer que ele vai virar peça de museu. Uma das vantagens do fixo no Brasil é o custo baixo das ligações, sua defasagem tecnológica, porém, é grande. Fixo depende de ter gente em casa para atender e é um meio de comunicação síncrono, ou seja, quando toca tem que ser atendido na hora senão seu toque irritante causará taquicardia. Conseguir o telefone fixo de uma pessoa é relativamente simples na maioria dos casos. No Brasil, o telefone fixo oferece poucas opções de operadoras.

Celular. No Brasil, o celular é o meio de comunicação realmente popular. Permite comunicação síncrona por voz ou assíncrona por texto e, na teoria, acompanha o dono onde ele for. A qualidade do serviço prestado pelas operadoras deixa a desejar. Elas conversam entre si, mas o preço das ligações entre operadoras é muito alto, o que gera o fenômeno nacional dos celulares multi-chip. Pesquisar o telefone celular de uma pessoa é a missão quase impossível.

E-mail. Dizem que e-mail é coisa de velho, mas esse protocolo de comunicação não mostra sinais de declínio. Os jovens podem usá-lo menos do que os adultos, mas praticamente todos que acessam a Internet têm e-mail. O e-mail circula independente do servidor do remetente ou do destinatário, ou seja, não é tecnologia proprietária desta ou aquela empresa. Outra coisa: o destinatário da mensagem não precisa aceitá-lo como amigo para receber sua mensagem.

Mensageiro digital. O ICQ foi o pioneiro e o Windows Live Messenger dominou por bastante tempo, mas hoje existem vários mensageiros que raramente conversam entre si. O Live Messenger, por exemplo, se integra ao chat do Facebook; é possível conversar com alguém no Facebook usando o Messenger; mas o contrário não é possível. Por conta dessa pulverização é difícil imaginar os mensageiros como canal universal para mensagens. Com a popularização dos smarthpones conectados à Internet, os mensageiros podem substituir serviços como o SMS e talvez até boa parte das ligações de voz.

Rede social. Muita gente se comunica pelos murais das redes sociais como Facebook ou Twitter. Como essas redes podem ser acessadas via celular podem acompanhar o usuário em tempo integral. Existe integração entre as redes sociais, mas normalmente o fluxo das informações vai da rede menor para a maior (Facebook). Localizar pessoas em redes sociais é fácil, mas normalmente é preciso uma amizade recíproca para poder conversar com o outro.

Há muito tempo atrás, naquela época em que não existia Internet, bastava colocar o número do telefone fixo no cartão de visitas. Hoje em dia, se ainda fosse comum imprimir cartões, eles seriam mais parecidos como uma fita para acomodar a infinidade de meios de contato com o cidadão digital.

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Uma foto digital nunca ficará amarelada pelo tempo, ao contrário das fotografias em papel que vão perdendo qualidade ao longo dos anos. À primeira vista os meios digitais são mais adequados para o armazenamento de longo prazo. Daqui muitos anos será possível rever uma foto postada hoje no Facebook e ela será exibida com a mesma qualidade que apresentava no dia em que foi tirada desde que … o Facebook continue funcionando no futuro distante. Caso você opte por guardar a foto no computador também poderá vê-la desde que … o formato em que foi gravada seja reconhecido pelos programas que virão. Pois é, o futuro da nossa memória digital é um mistério.

Os otimistas vão dizer que são infundados meus pensamentos sombrios sobre a preservação da história digital. “É claro que o Facebook vai existir daqui 50 anos”. Aposto que esses otimistas deslumbrados diziam o mesmo sobre o Orkut. Se você tem Facebook hoje, é provável que tinha Orkut até dois anos atrás. Encerrou sua conta lá, não é? Eu também e dessa forma apaguei algumas páginas da minha história pessoal. Talvez você não esteja preocupado com suas memórias. Vamos falar sobre o curto prazo então. O que aconteceria se você perdesse repentinamente seu conteúdo no Facebook, Twitter, Flickr ou outra rede social que você frequenta? Para algumas pessoas uma perda desses dados seria puro desastre. Digamos que o risco é baixo de algum desses grandes serviços perder seus dados no vácuo cibernético. Sim, o risco de falha técnica é reduzido considerando a estrutura sofisticada desses serviços, mas existem muitas maneiras de o usuário perder o controle sobre sua conta, seja pela ação de hackers, de ex-namoradas raivosas que tinham sua senha ou pela imperícia do usuário mão de foca.

Se você se incomoda com o risco de perder dados de mídias sociais e também com a preservação deles no longo prazo saiba que existem soluções para pessoas que fermentam preocupações patológicas. Vou exemplificar algumas:

  • Facebook. Tem solução própria de backup de dados. Acesse as configurações de sua conta e baixe uma cópia de seus dados. O Facebook gera um arquivo zipado com as mensagens e arquivos do seu perfil. É preciso lembrar de fazer isso regularmente.
  • Twitter. Existem aplicativos como o Tweetbackup que guardam cópia on-line de sua atividade no microblog. Prometem cuidar de tudo automaticamente. Quem desconfia de dados na nuvem e prefere ter o backup próximo dos olhos pode optar por aplicativos como o Mytwebo que geram arquivos pdf para guardar no computador.
  • WordPress. Quem tem blog nessa plataforma conta com vários plugins de backup. Além disso, pode exportar os dados para um arquivo que permite a transferência dos dados para outro blog.
  • Flickr. No AppGarden do Flickr há vários aplicativos para fazer backup de suas imagens e atividades no Flickr.

Fica entendido que o backup de uma mídia social é uma forma de preservar a essência de sua presença digital. O backup não vai reproduzir fielmente o ambiente dinâmico do site. De qualquer forma, é uma alternativa para evitar a perda total.

Por fim, vem a pergunta: fiz o backup de tudinho como manda o figurino. Vou conseguir abrir esses arquivos de backup no futuro longínquo? Ninguém sabe. É melhor acompanhar a evolução de tecnologia e migrar seus arquivos para formatos novos sempre que surgirem. Assim, lá no futuro distante sua memória digital já terá passado por várias traduções de linguagem, mas permanecerá viva. O preço da segurança dos dados é a eterna vigilância.

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Redes sociais como Facebook e Twitter apresentam as informações em uma linha do tempo invertida que vai dos itens mais recentes para os mais antigos. Muitas fontes de notícias da Internet também adotam a mesma organização enfileirando as notícias em listas cronológicas inversas. Eu tenho uma resistência a essa forma de organizar informação porque é uma maneira fragmentada de olhar o mundo. Pode ser interessante quando você quer acompanhar passo a passo os desdobramentos de um acontecimento importante, mas na maioria dos casos prefiro o formato dossiê, em que alguém se dá ao trabalho de organizar a informação, sintetizando, resumindo e pondo ordem no caos. Provavelmente, isso tem a ver com minha preferência pela visão de conjunto em vez do detalhe. As reportagens das revistas impressas de atualidades são bom exemplo do uso inteligente do formato dossiê. Reportagens supõe a figura do editor que se encarrega do trabalho pesado de eliminar as redundâncias e as irrelevâncias para produzir um bloco coeso de informação e de preferência que venha interpretada e opinada.

Não sei o que é mais difícil: produzir timelines ou dossiês e para não radicalizar vou admitir que cada formato tem seu valor. A cobertura de uma revolução certamente fica mais dramática em forma de timeline, pois transporta o leitor para a intensidade dos eventos. O dossiê, por outro lado, nos traz uma visão de conjunto mais depurada. Infelizmente, o formato timeline está se difundindo para além do bom senso, talvez em função do imediatismo que rege a Internet. Produzir dossiês requer um trabalho de coleta e síntese da informação que não dá para fazer em tempo real. A maioria não quer esperar e prefere publicar a todo o instante, geralmente se ocupando do momento e poucos se preocupam com a relevãncia do que é publicado. Dossiês são raros na Internet se comparados às timelines. Será que na Internet só vemos as árvores sem ver a floresta?

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Orkutização é a palavra do momento nas redes sociais digitais. Acredito que se trata de uma palavra relâmpago que risca o céu do idioma por instantes, mas que não será registrada nos dicionários, afinal, os lexicógrafos só se interessam pelo que é duradouro. A orkutização é um fenômeno efêmero que promete concluir seu ciclo rapidamente. Quanto ao Orkut, rede social que origina o nome, ninguém sabe o que o futuro lhe reserva. De qualquer modo, se eu fosse lexicógrafo definiria orkutização assim:

Substantivo feminino (pejorativo). Processo de popularização de uma rede social impulsionado pela adesão em larga escala de usuários com renda menor relativamente a dos usuários early adopters (que fizeram adesões de primeira hora ao serviço).

Fala-se por aí na orkutização do Facebook, do Twitter e, pior que tudo, na impensável, abominável orkutização do Instagram. Obviamente, quem usa o termo considera a orkutização como um fenômeno social deletério, degradante, que corrói a qualidade e a nobreza das redes sociais elitizadas.

Que me desculpem os playboys e patricinhas, mas sou profissional de Internet e tenho todo o interesse na popularização da Internet e das redes sociais pela geração de empregos e oportunidades de negócio que ela traz. Além disso, como brasileiro fico feliz em saber que a cada dia aumenta a base de usuários de Internet no Brasil. Independente da forma como os brasileiros iniciam nas redes sociais, a imersão na cultura digital trará um salto qualitativo para nossa sociedade.

Haveria algum fundamento nas queixas dos mauricinhos indignados com a orkutização de redes sociais como o Instagram? Ouso dizer que uma foto ruim enviada para o Instagram é ruim não importa se foi tirada na Quinta Avenida de Nova York ou no piscinão de Ramos.

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