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Posts Tagged ‘TV’


Faz tempo que a televisão e o computador namoram pra casar, mas até agora a prometida convergência entre essas duas mídias continua agendada para futuro indeterminado. Deixar a TV mais parecida com o computador não é apenas uma questão de equipamento e envolve novos modelos de distribuição dos conteúdos, diferentes dos tradicionalmente associados com a mídia TV. Se quisermos as vantagens do computador disponíveis no sofá da sala enquanto assistimos telejornais, esportes, séries e programas de variedades será preciso mudanças no caminho que o conteúdo faz até chegar no aparelho. Temos canais abertos, canais assinados, programação pay-per-view, programação sob demanda como a Netflix e Netmovies. Alguns podem ser adaptados a uma televisão informatizada, outros não, mas ainda não chegamos a um modelo ideal que oferecesse vantagens como:

  • Liberdade para ver qualquer programa ao vivo ou em arquivo a qualquer momento em alta resolução.
  • Liberdade para escolher a forma como o sinal chega até o aparelho. Pode ser pelo ar na forma tradicional ou pelo protocolo TCP IP da Internet.
  • Canais programados pela distribuidora ou pelo usuário. Que tal montar sua própria grade de programação?
  • TV com sistema operacional de verdade. Que tal se o seu aparelho de TV viesse com Android?
  • Conexão da programação com mídias sociais. Que tal comentar o programa nas redes sociais enquanto assiste?

Tudo bem, existem várias soluções na praça que aproximam a TV do computador como as listadas a seguir, mas nenhuma delas ainda pode ser considerada a tendência matadora.

  • Smart TV. Quem está se saindo bem com essa ideia é a Samsung. As smart TVs da empresa coreana podem ser comandadas por voz ou movimentos corporais, permitem navegação pela Internet; se integram a redes sociais, têm loja de aplicativos, admitem upgrade, comunicam-se com aparelhos próximos usando protocolos wi-fi e bluetooth, ou seja, fazem muitas coisas típicas de computadores. Dá até para assistir televisão nelas.
  • Monitor TV. Os monitores TV estão se popularizando. A mesma tela serve como monitor ou TV digital full HD com conversor digital brasileiro integrado.
  • Apple TV. A caixinha preta da Apple é um computador dedicado que funciona como a parte final de um modelo de negócio sonhado por Steve Jobs. Nesse modelo, o cliente compra programas na lojinha da Apple e assiste sob demanda. Não é exatamente a TV que conhecemos, está mais para um sistema de venda avulsa de programas. É preciso uma tela à parte para exibir o conteúdo.
  • Sintonizadores para computador. Os sintonizadores capturam o sinal da TV analógica ou digital e mandam para dentro do computador que tomará as providências para levar as imagens até a tela mais próxima. Há modelos externos ou placas para uso interno.

Nos Estados Unidos, as smart TV já são o segundo dispositivo de acesso à Internet, atrás dos computadores e à frente dos tablets. É um sinal de que a TV computador está vindo para ficar. Em breve, teremos computadores de tela grande pendurados na parede.

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O televisor é um item de peso no consumo de energia elétrica da casa. Em muitas residências encontramos dois ou mais aparelhos e o tempo que permanecem ligados diariamente é longo. Além disso, o tamanho das telas têm aumentado com o passar dos anos. Até alguns anos atrás o normal era comprar uma TV de 21 polegadas. Hoje o sonho de consumo da maioria das pessoas é o televisor 42”. Está certo que as novas tecnologias são mais eficientes do ponto de vista energético, mas com o aumento das telas o consumo mensal absoluto só aumenta. Outra dúvida do consumidor ecológico é em relação à tecnologia das TVs. Qual delas é mais econômica? LED, LCD ou plasma?

Infelizmente, não é fácil comprar uma TV no Brasil pelo seu consumo. O fabricante informa a potência do aparelho, mas falta uma padronização para comparar a potência média entre aparelhos. O programa Procel mantido pela Eletrobrás e pelo Inmetro faz uma classificação de televisores, mas que só mede a eficiência dos aparelhos em modo stand-by. Quando compra um televisor você encontra a etiqueta Procel colada nele. Sinceramente, o Procel dos televisores é de pouca relevância porque a atitude consciente é não usar o modo stand-by. A regra do programa para etiquetar uma TV exige que o aparelho possa ser 100% desligado apertando um botão. Em outras palavras: o próprio Procel considera importante desligar essa inutilidade anti ecológica chamada modo stand-by.

Para chegar a um ranking de televisores mais econômicos consultei as planilhas do programa de etiquetagem Procel publicadas em abril de 2011. Considerei que as pessoas compram televisor pelo tamanho da tela e por isso agrupei os modelos por área de tela e não os separei por tecnologia.

Televisores de 24 a 26 polegadas

Tecnologia

Marca

Modelo

Potência (W)

Polegadas

LED

LG

26LE6500

26

26

LCD

PHILCO

TV PH24A LCD

43

24

LCD

PHILCO

TV PH24M LCD

43

24

LCD

PHILCO

TV PH24MR LCD

43

24

LCD

SAMSUNG

LS24EMSKUMZD

50

24

LED

SAMSUNG

UN26C4000PMXZD

65

26

LED

SAMSUNG

UN26C4000PMXZD

65

26

LCD

SAMSUNG

LN26C350D1XZD

80

26

LCD

SAMSUNG

LN26C350D1XZD

80

26

LED

LG

26LE5300

82

26

Televisores de 31 a 32 polegadas

Tecnologia

Marca

Modelo

Potência (W)

Polegadas

LED

PHILCO

TV PH32 LED A

60

32

LED

STI

LC3251FDA

70

32

LCD

SEMP

LC3246WDA

72

32

LCD

SEMP

LC3248WDA

75

32

LCD

TOSHIBA

32LV700WDA

75

32

LCD

SAMSUNG

LN32C350D1MXZD

95

31

LED

H-BUSTER

HBTV-32L01HD

100

32

LED

SAMSUNG

UN32C4000PMXZD

100

32

LED

SAMSUNG

UN32C4000PMXZD

100

32

LED

SAMSUNG

UN32C5000QMXZD

110

32

Televisores de 40 a 43 polegadas

Tecnologia

Marca

Modelo

Potência (W)

Polegadas

LED

STI

LC4051FDA

80

40

LCD

SEMP

LC4055FDA

80

40

LCD

SEMP

40XV700FDA

100

40

LCD

SEMP

LC4046FDA

120

40

LCD

SEMP

40RV700FDA

125

40

LCD

SEMP

LC4246FDA

125

42

LED

SAMSUNG

UN40C5000QMXZD

130

40

LED

SAMSUNG

UN40C5000QMXZD

130

40

LED

SAMSUNG

UN40C6900VMXZD

140

40

LED

SAMSUNG

UN40C6200UMXZD

140

40

Televisores de 46 a 47 polegadas

Tecnologia

Marca

Modelo

Potência (W)

Polegadas

LED

SAMSUNG

UN46C6900VMXZD

150

46

LED

SAMSUNG

UN46C5000QMXZD

150

46

LED

SAMSUNG

UN46C5000QMXZD

150

46

LED

SAMSUNG

UN46C7000VMXZD

170

46

LED

LG

47LE4600

170

47

LED

LG

47LE5300

170

47

LED

LG

47LE5600

170

47

LED

LG

47LE7500

170

47

LED

LG

47LE5500

174

47

LCD

LG

47LD650

174

47

Televisores acima de 50 polegadas

Tecnologia

Marca

Modelo

Potência (W)

Polegadas

LED

STI

LC5551FDA

120

55

LED

H-BUSTER

HBTV-55D02FD

160

55

LED

SAMSUNG

UN55C6900VMXZD

190

55

LED

LG

55LE5300

200

55

LED

LG

55LE7500

200

55

LCD

SAMSUNG

LN52C530F1MXZD

230

52

LED

LG

55LX6500

230

55

LED

SAMSUNG

UN55C9000SMXZD

230

55

LED

SAMSUNG

UN55C9000ZMXZD

230

55

LED

SAMSUNG

UN55C9000SMXZD

230

55

Para mais detalhes, consulte a planilha completa com 218 modelos avaliados.

Visite também o site do Procel.

A conclusão que mais me surpreendeu nessa reorganização dos dados do Procel foi que a tecnologia LED não é necessariamente mais econômica que a LCD. Espero que futuramente surja um programa de etiquetagem baseado na potência média dos aparelhos sem distinção de tecnologia, porque o que importa para o bolso do consumidor e para o meio ambiente é consumo baixo.

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Uma das razões para o sucesso da TV é a sua burrice. Não estamos falando do conteúdo, mas dos aspectos tecnológicos dessa mídia. Calma, a tecnologia da TV é fantástica, mas parece plana diante da interatividade que encontramos em computadores conectados à Internet. Simples, unidirecional, contínua, efêmera, passiva, essa é a TV que conhecemos há décadas, mas se você quer deixá-la mais parecida com o que encontra no computador pode lançar mão de algumas alternativas. Ainda não há uma solução matadora para integrar a TV com o mundo digital, o que não impede o telespectador de montar a sua. Vejamos algumas ideias para ter uma TV 2.0.

TV digital. A transmissão digital em alta resolução começou no Brasil há pouco tempo e promete acrescentar interatividade à TV. Por enquanto, isso é mera promessa, o que a TV digital tem a oferecer de melhor até o momento é uma qualidade de imagem superior com resolução mais alta (1080 linhas) e formato widescreen (16:9). Além disso, pode ser acessada em dispositivos pequenos e móveis como os celulares.

Google TV. A primeira Google TV foi lançada pela Sony em 2010 e acrescenta recursos de Internet à TV como um serviço de busca que obviamente é fornecido pelo Google. A proposta da Google TV é unificar a interface dos aparelhos de TV sob a tutela do grande irmão. Integração com a Internet, possibilidade de gravar programas, interface intuitiva, YouTube no televisor. Seria uma TV com um quase computador embutido? Google quer ser o senhor das plataformas.

Apple TV. A pequena caixinha com a logomarca da maçã é um quase computador que interliga a TV com a Internet. Com ela é possível acessar a loja da Apple para baixar conteúdos de TV, além de músicas e filmes. A Apple TV também se integra com provedores de conteúdo como a Netflix (só para americanos). Seria uma locadora virtual, um tipo diferente de TV a cabo? Uma TV sob demanda? Para os brasileiros há limitações as mais variadas, obviamente: pagamento em dólar, programação voltada para os americanos, etc.

Windows Media Center. A versão Premium do Windows vem com esse aplicativo desenvolvido para integrar o computador com a TV. A interface do Windows Media Center é própria para exibição em aparelhos de TV, que nesse caso funcionam como monitor, pois quem comanda o espetáculo é o computador. O Windows Media Center permite gravar programas e organizar todo tipo de mídia. Seu foco é gerenciar as mídias que estão no computador para exibição na TV.

Sintonizadores de TV para computador. Para os computadores de mesa existem as placas de captura e para os notebooks é possível encontrar os sintonizadores compactos que lembram um pen drive e são espetados na conexão usb. Os sintonizadores mais completos capturam sinal de rádio FM, TV analógica tradicional e TV digital em Full HD. Capturando o sinal da TV no computador é possível fazer coisas como gravar programas ou assistir TV enquanto digita um texto.

Controle remoto no smartphone. Usar o celular como controle remoto da TV logo será uma prática banal. Para funcionar, tanto o celular como o televisor precisam dispor de tecnologia como o bluetooth que permita a comunicação entre eles.

Sites das grandes redes. Perdeu seu programa favorito porque não estava em casa na hora da transmissão? Há boas chances de o programa estar disponível no site da emissora. As redes mais estruturadas mantém arquivos de sua programação, tudo bem organizado, classificado, segmentado, livre de propagandas, mas em telinha pequena. Se a emissora não mantém o programa em arquivo, talvez você o encontre no Youtube.

Podemos imaginar um futuro em que a TV vai combinar transmissão pelo ar com o acesso via Internet. Pelo ar viria o tráfego pesado de dados em alta resolução e pela Internet passaria a interatividade. Nesse cenário, poderíamos ter uma TV mais social com aferição instantânea da audiência, comentários e bate-papo entre os telespectadores que poderiam decidir até o final da novela. Pena que essa TV 3.0 ainda vai demorar um pouco a chegar.

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A TV bem que podia ser mais inteligente, não é mesmo? Não estou falando da qualidade da programação, mas de tecnologia. Refiro-me a recursos como interatividade, flexibilidade de horários e opções, integração com redes sociais, enfim, aquelas coisas que os usuários de Informática estão habituados e adoram. Tá bom, alguns vão dizer que esses recursos não podem ser considerados um ganho de inteligência para a velha TV, mas acho que deu para entender do que estou falando. Faz tempo que a Informática assimilou a TV: é possível ver TV no computador, no smartphone ou encontrar programas na Internet, no entanto, a TV ainda tem dificuldade para assimilar a Informática. A comunicação unidirecional que começa na antena de transmissão e termina no caixote zumbidor da sala de estar segue o mesmo padrão há décadas. A TV continua sendo um fluxo ininterrupto de imagens distribuído pelo ar e destinado à assimilação passiva. A tecnologia de TV digital implantada no Brasil há pouco tempo prevê a possibilidade da comunicação bidirecional que deixaria a TV com uma cara de Internet, mas a pergunta que alguns fazem nessa hora é: quem quer TV inteligente?

A Internet é uma mídia ativa: o usuário escolhe, escolhe, escolhe o tempo todo. O uso da Internet é de certa forma parecido com a leitura de um jornal. O leitor pode começar a leitura de trás para frente, pular cadernos, ler duas vezes a mesma notícia, ignorar as propagandas. Trata-se de uma experiência diferente de ver um telejornal que segue uma ordem definida pelo editor e intercalada com comerciais. Internet é ativa, TV, passiva. Estão querendo deixar a TV ativa também. Será que vai dar certo? Pode funcionar desde que a passividade continue sendo o ponto forte dessa mídia. Eu costumo assistir o telejornal enquanto faço minha refeição da noite. Funciona bem e não recomendo a ninguém usar o notebook para ler notícias enquanto faz a refeição, pois o suco pode cair no teclado. Mesmo o mais machão há de concordar que ficar passivo  após um dia de estresse é relaxante. (Estou falando de consumo de mídia, ok?) Têm horas que uma TV bem burrinha é um santo remédio.

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Qual tecnologia de TV é melhor para o meio ambiente? LED, LCD, plasma ou RCT? Há um ano atrás as primeiras TVs LED chegaram às lojas brasileiras custando praticamente o dobro do preço das similares LCD e plasma. Hoje, a oferta de modelos de TVs LED aumentou e o preço caiu. Agora as três tecnologias do momento (LED, LCD e plasma) são ofertadas com preços bem próximos entre si, logo o custo não é mais o item decisivo na escolha de uma tecnologia de TV. É claro que o consumidor ainda dispõe da velha tecnologia RCT das televisões com tubo de imagem, que está perdendo espaço e não compete em qualidade de imagem com as tecnologias mais novas, mas continua sendo a opção mais barata. Com a chegada da tecnologia digital, porém, as TVs CRT estão com os dias contados.

Para dizer qual tecnologia de TV tem menos impacto ambiental seria preciso analisar toda a cadeia produtiva desses aparelhos e fazer perguntas como: no descarte, o aparelho vai gerar resíduos com metais pesados? O aparelho utiliza mercúrio? A reciclagem é viável? O governo americano anunciou que vai iniciar um programa de etiquetagem de TVs para avaliar o impacto ambiental total de cada modelo. Dessa forma, o consumidor vai dispor de uma informação difícil de calcular e que precisa ser feita por técnicos especializados. Enquanto um programa similar não chega ao Brasil, temos que recorrer a cálculos mais simples. Vamos supor que as tecnologias de TV tenham  impacto ambiental similar até o momento em que chegam na casa do consumidor e que a diferença entre elas está no consumo de energia elétrica durante sua vida útil. Na tabela abaixo temos um comparativo entre as três tecnologias que leva em conta o custo total do aparelho durante uma vida útil estimada em dez anos.

Aparelho full HD LED 40” LCD 40” Plasma 42”
Potência 150 W 200 W 300 W
Consumo em dez anos
(5 horas diárias)
2737,5 KWh 3650 KWh 5475 KWh
Preço do aparelho R$ 2.500,00 R$ 2.500,00 R$ 2.500,00
Gasto com energia
(R$ 0,40 KWh)
R$ 1.095,00 R$ 1.460,00 R$ 2.190,00
Custo total R$ 3.595,00 R$ 3.960,00 R$ 4.690,00

A tabela mostra que ao longo do tempo o custo da tecnologia LED é bem menor, graças a sua melhor eficiência energética. O menor consumo de energia torna a opção LED melhor tanto para o meio ambiente como para o bolso do consumidor. Normal, pois quase sempre a solução ecológica é a mais econômica. Fica melhor ainda se o consumidor optar por modelos com tela menor e se usar a TV com moderação, afinal ficar plantado diante da TV o tempo todo não é ecológico nem inteligente.

Crédito de imagem: Philips

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No último final de semana assisti em casa um daqueles filmes raros que vão fundo na alma do ser humano. Falo de O Lutador com Mickey Rourke e Marisa Tomei, que conta a história de um lutador decadente que por décadas atua em espetáculos de wrestling. Bem, não é do filme que vou falar neste post, mas da viagem sentimental que ele desencadeou em mim, por isso, senhoooooras e senhooooores, convido todos a lembrarem do INCRÍVEL, fooooormidável e i-nes-que-cí-vel TELECATCH INTERNACIONAL DE CURITIBA.

Na década de 1970 as transmissões via satélite eram pouco comuns e as emissoras de TV apostavam em produções locais. O Canal 12 de Curitiba apresentava nos sábados à noite seu programa de lutas livres. Era o maior sucesso. Lá em casa, a audiência do Telecatch era cativa. Ainda lembro de meu avô Lourenço tenso e indignado diante da TV preto e branco:

— Olha lá, olha lá. O Joia está esfregando limão no olho do Brasão e o juiz faz que não viu nada.

Havia uma ordem bem estabelecida no Telecatch. De um lado ficavam os lutadores do bem como Brasão, Mister Argentina e Bala de Prata. Esses eram os caras boa pinta que arrancavam suspiros das moçoilas. Do outro lado ficava a turma da pesada que desconhecia completamente o significado de palavras como caráter, honra ou regras. Nessa turma de bad boys despontavam vilões como Metralha, Verdugo, Fantomas e Tigre Paraguaio. Meu vilão favorito era o performático Joia o Psicodélico que costumava roubar a cena nas lutas em que participava. Onde o cara encontrou inspiração para esse nome, hein?

As lutas eram narradas pela voz entusiasmada de Wilson Brustolin. Os juizes também eram de dois tipos: havia os íntegros e os ladrões que roubavam até da mãe para favorecer os vilões. Alguns céticos diziam que o telecatch era uma grande marmelada. Bem, se era ou não era jamais saberemos. O que eu vi com meus próprios olhos algumas vezes foi a vitória do vilão. Lembro de uma vez em que ocorreu um embate histórico e surpreendente. Brasão, o galã do telecatch, por alguma razão nunca divulgada caiu em desgraça com os vilões que aplicaram uma camaçada de pau no campeão paranaense e o deixaram beijando a lona. Esses casos isolados, porém, eram exceção. Normalmente, o paladino do bem sofria um bocado, mas no final desencadeava uma reviravolta sensacional com direito às famosas tesouras voadoras. Quase sempre, o vilão era arremessado para fora do ringue juntamente com o juiz ladrão que o protegia.

As lutas livres na TV vieram dos espetáculos circenses. Pertencem a uma categoria quase extinta de diversão pública onde os espectadores eram levados a uma catarse absoluta.  Tempos inocentes que não voltam mais. Por onde anda esse povo do telecatch? O famoso La Múmia nunca teve sua identidade revelada. Sempre lutava com bandagens cobrindo todo o corpo. Dizem que era da polícia e que teria chegado ao posto de Comandante Geral da Polícia Militar do Paraná. O Big Boy entrou para a política e se elegeu vereador pelo PV. Contam que Joia o Psicodélico ainda sobe aos ringues de circos mambembes no interior do Paraná. Certamente, ele continua incendeiando as plateias com suas bravatas. Será que esconde limões na cintura? Longa vida ao Psicodélico e que prossiga a velha luta do bem contra o mal.

Crédito de imagem: Paraná on-line

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sala de tv

Ver TV é um lazer ecológico? Como é uma atividade de baixo impacto, sim. Com certeza, é mais ecológico do que viajar, mas perde para uma caminhada no parque ou, para uma prosa na varanda com os amigos. Para ver TV é preciso um televisor, energia elétrica e uma emissora que coloque a programação no ar. Produzir o programa custa caro, mas esse gasto é rateado entre muitos espectadores. Para o espectador fica o gerenciamento do impacto do aparelho e da energia elétrica, por isso, veja algumas dicas de meio ambiente sobre ver TV.

Televisores por residência. Em muitas casas é comum encontrar duas ou mais TVs, o que é ruim, pior ainda se todas forem ligadas ao mesmo tempo para sintonizar o mesmo canal. Que tal doar ou vender as TVs mais velhas e compartilhar um só aparelho em família? Isso rende até uma troca de ideias entre os viventes da casa enquanto veem a programação.

Tecnologia do aparelho. Há varias tecnologias de TV à venda: CRT, plasma, LCD, LED. A tecnologia CRT é a mais antiga, tem consumo específico alto e, provavelmente, será abandonada nos próximos anos. As TVs de plasma também não são econômicas. A tecnologia mais recente e de maior eficiência energética é a de LED. Seu preço ainda é alto, mas pode baixar à medida que se popularizarem.

Área de tela. Quanto maior a tela da TV, maior seu consumo de energia. Ao longo dos anos o tamanho médio das telas tem aumentado bastante. Houve um tempo em que a TV 21” CRT era padrão nas residências. Depois, veio a onda das CRT 29” e agora, o padrão que está se firmando é o das TVs widescreen 42”. Isso sem falar nas TVs maiores ainda de 50, 60 ou mais polegadas. As tecnologias LCD e LED têm baixo consumo específico de energia, mas essa eficiência acaba neutralizada se a área do aparelho for muito grande. Por isso, ao escolher um televisor, não se deixe levar pela ideia de que tamanho é documento.

Luminosidade do ambiente. Os oftamologistas recomendam um ambiente de luz suave para assistir TV; os ecologistas, também. Fechando as cortinas durante o dia ou usando um abajur na sala durante a noite é possível reduzir o brilho da TV e economizar energia. TVs mais modernas vem com sensor de luminosidade que ajusta o brilho automaticamente de acordo com a necessidade do ambiente.

Temporizador e sensor de luminosidade, sim; stand by, não. Alguns recursos tecnológicos são bem-vindos. Poder programar a TV para desligar sozinha depois de um tempo é ótimo para aqueles que dormem diante da TV e só acordam horas depois. O sensor de luminosidade é ótimo para ajustar o brilho da TV automaticamente e economizar energia. Por outro lado, TVs com stand by, que já foram moda, não são ecológicas. O consumo em stand by parece pequeno, mas em alguns aparelhos alcança 10 W. Um aparelho em stand by o mês inteiro faz diferença a mais na conta de energia.

Como se vê, dá para baixar o impacto ambiental até na hora de ver TV. Se você, porém, não curte TV pode reduzir ainda mais seu impacto ambiental recorrendo a formas de lazer mais ecológicas como fazer sexo, que geralmente não requer aparelhos elétricos e pode ser praticado com luz apagada. Só lembre  que esse lazer não deve resultar em crescimento populacional.

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