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Posts Tagged ‘Twitter’


Foram divulgados os assuntos mais buscados e comentados em 2010 no Facebook, Google, Twitter e Yahoo. Veja os resultados abaixo. As pesquisas se concentram em seis temas específicos que nos permitem tirar algumas conclusões sobre o uso da Internet.

  • Celebridades. Cantores que enlouquecem as adolescentes e atrizes e cantoras gostosas; essas são as pessoas mais buscadas e comentadas na rede, além do polvo Paul de saudosa memória.
  • Sites. O usuário usa a busca para acessar seus sites favoritos (Chatroulette, Globo, Hotmail, Twitter, etc.). Isso explica porque serviços para organizar favoritos estão em baixa. Para que guardar endereços manualmente se a busca encontra tudo?
  • Grandes eventos. Copa do Mundo, eleições, Enem. Os eventos de grande magnitude movimentam a rede. A Copa 2010, aliás, foi o evento que mais agitou a Internet desde seu início.
  • Tragédias. Catástrofes naturais como o terremoto no Hati; vazamento de óleo no Golfo do México, além de crimes hediondos foram alvo de muitas buscas na rede.
  • Produtos. Não adianta negar: iPad e iPhone são os queridinhos dos internautas.
  • Outras mídias. Na Internet, busca-se muito por TV e cinema. Programas como Big Brother e filmes com A Origem estão nas listas de mais buscados.

Para finalizar, uma sugestão. Consulte as listas abaixo e conte quais assuntos você sabe do que se trata e quantos nunca ouviu falar. Assim terá uma ideia se está antenado no mundo digital pop.

Confira as listas de assuntos mais buscados ou comentados em 2010.

Google mundial

  1. Chatroulette
  2. iPad
  3. Justin Bieber
  4. Nicki Minaj
  5. Friv
  6. Myxer
  7. Katy Perry
  8. Twitter
  9. Gamezer
  10. Facebook

Google Brasil

  1. Larissa Riquelme
  2. Formspring
  3. Justin Bieber
  4. BBB 2010
  5. ENEM 2010
  6. Restart
  7. hotmail.com.br
  8. Luan Santana
  9. Assistir filmes online
  10. globo.com.br

Yahoo! mundial

  1. BP Oil Spill
  2. World Cup
  3. Miley Cyrus
  4. Kim Kardashian
  5. Lady Gaga
  6. iPhone
  7. Megan Fox
  8. Justin Bieber
  9. American Idol
  10. Britney Spears

Yahoo! Brasil

  1. Copa do Mundo
  2. Eleições
  3. Goleiro Bruno
  4. Lady Gaga
  5. Mineiros Chilenos
  6. Justin Bieber
  7. São Luiz do Paraitinga
  8. iPad
  9. Julgamento dos Nardoni
  10. Santos

Twitter

  1. Gulf Oil Spill
  2. FIFA World Cup
  3. Inception
  4. Haiti Earthquake
  5. Vuvuzela
  6. Apple iPad
  7. Google Android
  8. Justin Bieber
  9. Harry Potter & the Deathly Hallows
  10. Pulpo Paul

Facebook

  1. HMU
  2. World Cup
  3. Movies
  4. iPad and iPhone 4
  5. Haiti
  6. Justin Bieber
  7. Games on Facebook
  8. Mineros/miners
  9. Airplanes
  10. 2011

Crédito de imagem: Info

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Três jovens que participaram do Enem 2010 foram desclassificados por terem tuitado mensagens durante a prova. Malandro que é malandro não deixa rastro e os garotos não contavam que funcionários do Inep estivessem monitorando o Twitter. Em outro caso recente, a estudante de direito Mayara Petruso perdeu a vaga onde estagiava depois de ter publicado comentários preconceituosos no Twitter contra nordestinos que votaram na candidata Dilma. Casos similares se repetem pelo mundo afora envolvendo pessoas que publicaram o que não deviam na grande rede. Uns perdem o emprego, outros levam processo no lombo e até casamentos são desfeitos por conta da língua solta, ou melhor das teclas frouxas.

No passado, problemas com declarações públicas só atingiam artistas, políticos, esportistas e outras celebridades. Os comuns desconheciam o Inferno de Dante que pode ser criado a partir de uma frase pública infeliz, mas agora existem as redes sociais que espalham bits para todo lado. Anônimos podem se transformar em celebridades momentâneas graças ao que publicam no meio digital. Especialmente perigoso é o Twitter com seus míseros 140 caracteres que convidam os imprudentes a postarem mensagens o tempo todo na mesma velocidade em que os pensamentos são gerados na cabeça. Para esses vale o ditado: Temos dois ouvidos para ouvir e uma só boca para falar. Infelizmente, muitos tuiteiros já criaram a versão deturpada do velho ditado: Uma só boca para falar e dez dedos para tuitar.

A rigor o que o Twitter faz é apenas criar a prova material do delito. Uma frase preconceituosa  falada pode se dissipar entre quatro paredes; uma mensagem de texto enviada durante uma prova pode passar desapercebida aos fiscais, mas o que se publica na rede não é fácil de apagar. Tuiteiros: não pensem o mal, não falem o mal e, principalmente, não tuitem o mal.

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Já ouvi algumas vezes o rumor de que o Twitter está ganhando força de um jeito que em breve vai atropelar outros serviços similares estabelecidos como o RSS. RSS é aquele padrão de Internet que funciona como um informativo automático de novidades. Você assina o RSS e fica sabendo dos conteúdos recém-lançados rapidamente sem ter que visitar as páginas periodicamente. Eu era cético quanto ao fim do RSS, mas nesta semana essa possibilidade chegou ao meu cotidiano. Eu assinava o RSS de tecnologia da Folha on-line e percebi que as notícias pararam de chegar até o meu computador. Nenhuma atualização em dias. Fui verificar e fiquei sabendo que as mudanças no site da Folha incluíam a extinção dos RSS que existiam lá. Em vez do ícone laranja do RSS o que você encontra agora são chamadas azuis: ACOMPANHE A FOLHA.COM NO TWITTER. Será que outros grandes sites vão seguir pelo mesmo caminho?

Eu sou fã do RSS. É um serviço prático e simples. Você visita o site, procura o botão laranja, clica nele para assinar o conteúdo e daí em diante as novidades passam a vir até você automaticamente. Quando um conteúdo novo lhe interessa você vai até a fonte para ler mais. Outra vantagem do RSS é a possibilidade de uso em vários contextos. Você pode ler um RSS no navegador, pode incluí-lo em páginas iniciais virtuais como o iGoogle ou colocá-lo em um gadget da área de trabalho. Infelizmente, essas vantagens do RSS não são cobertas a contento pelo Twitter que continua fiel à meta de ser a tosqueira de maior prestígio da Internet.

Alguns produtores de conteúdo não veem com bons olhos o RSS, pois consideram que a visitação direta ao site é melhor para o negócio deles, mas é bom lembrar que o RSS fideliza o internauta ao site, pois coloca no computador do usuário uma janela de divulgação que é acessada continuamente. Essa janela pode ser configurada para exibir todo o conteúdo, inclusive com propagandas, ou apenas uma degustação que convida o usuário a ir até a fonte. O Twitter, por sua vez, apenas anuncia conteúdos daquele jeito pobre que os 140 caracteres de texto puro permitem. O que o Twitter tem de especial é aquela mística do agregador universal, do local único onde basta passar um aviso para o mundo inteiro ficar sabendo. Sinceramente, ainda estamos longe do agregador universal e se ele vier a surgir um dia espero que não seja por intermédio de uma única empresa, mas sim por meio de um protocolo aberto.

A Folha.com não utiliza mais RSS, por isso agora estou consultando o Twitter folha_tec para me informar sobre as novidades do mundo da tecnologia. Ainda bem que essa página do Twitter tem RSS.

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A Internet é para todos, inclusive ladrões. No site pleaserobme.com, por exemplo, os gatunos encontram valiosas dicas tecnológicas. O site mostra onde as pessoas estão e, por tabela, permite aos profissionais do ilícito deduzirem se a casa do internauta está livre para a abdução de bens. O pleaserobme.com obtém as informações sobre oportunidades de roubo a partir de serviços populares entre os internautas descolados como o Twitter e Foursquare. Não há nada de ilícito no que o pleaserobme faz. Eles apenas reorganizam informações que os internautas publicaram de livre e espontânea vontade na Internet aberta. O objetivo do site, segundo seus criadores, é alertar as pessoas sobre os riscos de sair por aí divulgando sua localização com o auxílio de ferramentas de georeferência.

Para quem se perguntava sobre a utilidade da georeferência associada com microblogs tai uma resposta contundente. O site pleaserobme brinca com essa nova onda da Internet que, na minha opinião, ainda é uma solução em busca de um problema. Quando alguém publica na Internet o local exato onde se encontra, abre mão de sua privacidade e deve assumir riscos. É claro que muita gente não está nem aí para privacidade e quer mesmo é ser encontrado, nem que seja por sequestradores. Não duvido que logo surja uma versão brasileira do serviço que poderia ocupar o domínio ricardaoagradece.com.br. Seria uma mão na roda para os ricardões saberem quando a costa está livre. Tá certo que eles já contam há tempos com a ajuda do celular, pois todo corno que se preza sempre liga: “Querida, estou quase chegando em casa.”

Quem tem celular com GPS e acesso à Internet pode dizer ao mundo onde está graças ao Twitter, FourSquare ou Google Buzz. Mas por que alguém faria isso? Não vale dizer que é para as pessoas saberem onde você está. A pergunta é: por que você quer dizer ao mundo onde está? Tirando alguns usos especializados que interessam a pessoas como o Jack Bauer da série 24 Horas, a razão que leva as pessoas a usarem a georeferência é simplesmente dizer ao mundo: estou aqui. Pouco importa se o mundo vai prestar atenção, não interessa se a informação é relevante. Estamos falando de mensagens colocadas dentro de garrafas e lançadas no mar da informação, mensagens que bóiam pelo mar cibernético à espera de alguém que as tire da água e lhes dedique alguns segundos de atenção.

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achocolatado

A Internet nos vicia em instantaneidade. Houve um tempo em que para fazer uma pesquisa era necessário se deslocar até uma biblioteca e vasculhar nos livros longamente até encontrar o conteúdo desejado. Nesse tempo, para ver um filme era preciso aguardar a sua exibição em um cinema próximo ou até que a TV programasse sua exibição. A Internet torna tudo mais rápido a ponto de criar a ilusão de que as coisas podem ser produzidas no instante em que são requisitadas.

As ferramentas para produção de conteúdo de Internet também caminham para a valorização do instantâneo. Quase diariamente recebo notícias de algum novo recurso para publicar ideias onde quer que você esteja na exata hora em que a ideia surge. O Twitter é o campeão dessa linha. Uma ideia na cabeça e um celular na mão. Pronto! Foi para a Internet. Não é uma maravilha? Sim e não. A maioria dos conteúdos não precisa de instantaneidade e ficaria bem melhor se maturasse por um tempo antes de ir ao ar. Em muitos casos, a instantaneidade do Twitter chega a me parecer arrogante. É uma pretensão achar que aquelas coisas que afloram em nossas mentes são boas para serem publicadas imediatamente após sua erupção. Eu não caio mais na armadilha de pensar que no dia seguinte o conteúdo terá o mesmo brilho da véspera. O tipo de conteúdo que me interessa mais é aquele que, como os vinhos encorpados, precisa de um tempo na garrafa antes de ir para o cálice. Instantâneo bom para mim é achocolatado e algumas poucas notícias urgentes. Esse post, por exemplo, dormiu uns dias na gaveta digital antes de chegar até você. Tempo suficiente para melhorar o texto e para uma reflexão sobre a sua relevância.

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bloqueio internet

Na minha ingenuidade reincidente eu já acreditei que a Internet era uma ferramenta a serviço das liberdades democráticas. Essa crença de bom selvagem acabou de vez enquanto eu acompanhava as ações recentes da política americana no Irã envolvendo o Live Messenger e o Twitter.

Faz pouco tempo, a Microsoft deixou de fornecer o seu serviço de mensagens instantâneas MSN Live Messenger para o Irã. A justificativa da empresa é que o Messenger requer instalação de software na máquina do usuário. Como o Irã está na lista negra do governo americano, a Microsoft não pode legalmente fornecer produtos a esse país, inclusive software. O sinal do Messenger foi cortado também em Cuba e Coreia do Norte. Serviços da Microsoft ofertados exclusivamente pela web como o Hotmail continuam disponíveis nesses países que compõem o Eixo do Mal.

Logo depois do corte do Messenger no Irã, houve uma eleição por lá e a oposição derrotada começou a promover protestos pelo país. O governo iraniano tenta neutralizar as ações da oposição e isso inclui bloqueio ao Twitter. O serviço de microblog tem ajudado os oposicionistas iranianos a se articularem. A Secretária de Estado americana Hillary Clinton chegou a intervir para adiar uma manutenção programada do Twitter para não prejudicar a comunicação dos oposicionistas iranianos.

Comparando essas duas ações: o bloqueio do Messenger e o incentivo ao Twitter, dá para perceber que existe um oportunismo descarado do governo americano. O Messenger não seria útil para a comunicação dos iranianos durante esse momento de crise? Messenger não pode, mas Twitter pode e deve ser usado, desde que seja para derrubar o governo xiita iraniano. Não há nenhum compromisso com as liberdades democráticas nessas ações do governo americano. Do governo iraniano também não se espere nada íntegro. Eles bloqueiam e liberam o que bem entendem sem maiores pudores. Antes das eleições bloquearam o Facebook no Irã para garantir a “tranquilidade” do processo eleitoral.

Esses bloqueios de serviços da Internet pelo mundo afora mostram a fragilidade da rede diante dos interesses tanto de governos locais como de países que dão as cartas na política mundial. A cada dia está mais trabalhoso ser ditador. No passado, para cortar as comunicações do inimigo bastava tomar as estações de rádio, de TV e os sistemas de telefonia. No século XXI, o ditador tecnológico tem que controlar também os backbones de Internet.

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Foto em Paris de Henry Cartier Bresson

Quando nossos avós viajavam para um local turístico o costume era comprar um belo cartão postal, escrever uma mensagem inspirada e remetê-lo pelo correio aos familiares. Os tempos mudaram e agora dispomos de recursos mais avançados para documentar a viagem do que o velho cartão postal. Os viajantes descolados de hoje registram sua viagem desde a partida, tirando fotos com o celular no saguão do aeroporto. Chegando ao hotel, o viajante cronista, acessa a Internet, faz o upload das imagens para o Flickr e posta um aviso no Twitter para que seus seguidores possam ver imediatamente as fotos. Não é uma maravilha? Sim e não. A tecnologia é maravilhosa, o uso que fazemos dela pode ser ou não ser. Essa sensação de vida conectada mexe com a cabeça das pessoas e pode levá-las a uma corrida pela documentação da vida em tempo real. A sedução do instante é tão forte que algumas pessoas um belo dia, tarde demais, param para fazer a pergunta fundamental: documentar ou viver? Não seria melhor esquecer celular, Flicker e Twitter para simplesmente curtir a viagem? Sim, documentar é importante. Vamos lembrar daqueles registros maravilhosos dos viajantes do passado que registraram os costumes e as belezas de terras inexploradas e esquecidas. No entanto, quem está disposto a documentar mais do que viver deveria começar refletindo sobre a relevância do que documenta. Depois, precisa decidir se vale a pena sacrificar a experiência de vida em favor do registro. Documentar ou viver, eis a questão.

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