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Posts Tagged ‘Web’


No começo, o Facebook era como um mercadinho de bairro, especificamente um mercadinho que atendia a comunidade de alunos de Harvard. Não demorou para o Facebook crescer e se tornar um grande supermercado. Como a lógica das empresas é crescer ao infinito e além, agora o Facebook está dando mais um passo para se transformar no grande hipermercado da informação. Mark Zuckerberg, dono do Facebook, anunciou nos últimos dias grandes novidades no site que é a maior rede social do mundo com mais de 800 milhões de usuários. Em breve, o usuário poderá acessar a nova Timeline e vai poder compartilhar músicas e filmes no Facebook.

O Facebook quer funcionar como o one stop shop do mundo digital. Em um único endereço de Internet, tudo que você precisa: amigos, jogos, filmes, músicas, empresas, etc. Outros já tentaram alcançar essa formidável concentração de poder e, felizmente, não conseguiram. Não gosto dessa ideia de Internet dentro da Internet que o Facebook tenta viabilizar. Concentração destrói a diversidade e na sequência mata a criatividade. Os movimentos de um gigante podem esmagar acidentalmente ou intencionalmente pequenas entidades que circulam em torno dele. A Microsoft cansou de fazer o que o Facebook está fazendo agora. Bastava alguma pequena empresa fazer sucesso para que o gigante passasse a fornecer o mesmo serviço como um recurso integrado ao seu sistema operacional. O compactador de arquivos Winzip é um exemplo de software que fez muito sucesso, mas que perdeu força depois que a Microsoft passou a ofertar o Windows com um programa de compactação de arquivos incorporado.

O Facebook quer que as pessoas joguem, vejam fotos, ouçam música e assistam filmes sem sair do Facebook. Tudo bem, eu também gostaria de fazer todas as compras em um só local, mas já percebi que isso é impossível e indesejável. Em um hipermercado é possível encontrar quase tudo que preciso, mas para o pão quentinho, nada como ir até à padaria do seu Manoel. Vamos deixar as especialidades para os especialistas.

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A web vai acabar?


Em agosto do ano passado a revista Wired publicou matéria de capa com o título A Web está morta. Vida longa à Internet. Provavelmente, a web ainda vai longe, mas está ameaçada por novas formas de consumir a Internet e, por isso, a provocação da reportagem faz sentido. Talvez em um futuro próximo a World Wide Web se torne uma forma pouco utilizada de acessar a rede que se limitará a alguns usos específicos. Para deixar mais claro, web é aquela parte da Internet codificada em HTML que acessamos por meio de navegadores como Internet Explorer, Firefox e Chrome. A Web criada por Tim Berners Lee há duas décadas foi responsável pela explosão da Internet, mas agora começa a enfrentar a concorrência dos apps, que pertencem a outro ecossistema de produção e ganham força com o crescimento dos celulares inteligentes e tablets. A Internet dos apps é aquela em que acessamos os dados por meio de pequenos aplicativos (programas) baixados de lojas virtuais. Não se trata apenas de mudança técnica. O crescimento dos apps e o declínio da web tem implicações profundas que ainda não conseguimos antecipar. O tempo dirá que participação cada modelo terá na Internet do futuro. O que podemos ver de imediato, porém, são algumas diferenças grandes que a web apresenta em relação à Internet dos apps.

A Internet dos apps tem outros protagonistas. Ganham força os sistemas operacionais para smartphones como iOS e Android; os navegadores de Internet tornam-se secundários; os mecanismos de busca como o Google perdem relevância e as lojas de aplicativos (app stores) tornam-se centrais. Em outras palavras: mudam os intermediários e a forma de ganhar dinheiro com a grande rede. Há quem acredite que a ascensão dos apps vai deixar a Internet amarrada ao interesse econômico e que podemos dar adeus à Internet livre e gratuita dos primeiros tempos; isso porque a Internet dos apps tem um modelo mais promissor ao conteúdo pago.

Outra diferença entre a web e os apps está no fato de que a primeira é mais acessível aos pequenos produtores de conteúdo. Desenvolver apps para várias plataformas e convencer o usuário a baixá-los não é tão simples como colocar um blog no ar. Para quem acredita na liberdade acima de tudo, a Internet dos apps vai parecer restritiva demais. Um bom exemplo dessa restrição é a revista Playboy que é publicada no iPad sem mulher pelada porque existe uma diretiva que proíbe belos corpos desnudos em apps da loja virtual da Apple.

A Internet está em transformação. Que bom, sinal que está viva. Daqui algum tempo saudosistas vão suspirar quando lembrarem dos tempos áureos da Web enquanto que os alinhados com a Internet dos apps vão achar que tudo ficou bem melhor. Talvez a Internet esteja perdendo o idealismo dos primeiros tempos para se tornar negócio de gente grande. Tudo bem, é assim que funciona desde que ela continue sendo o espaço público de todos.

Leia a matéria da Wired.

Crédito de imagem: Wired

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Como medir o sucesso de um site


Se você se perguntar qual é o site ou serviço de Internet que mais usa pode ter grandes dificuldades para responder. Eu me propus a responder a questão e não tive sucesso. Primeiro olhei a lista de endereços que o navegador exibe toda vez que inicio a digitação de um endereço. Ali estão os endereços que mais acesso ordenados do mais para o menos. Infelizmente, ali não dá para saber quanto tempo permaneci no site ou se gostei do que vi. Consultei meu histórico de navegação, mas lá não é possível saber que atenção foi dada a cada página. Olhei a minha lista de favoritos, mas o fato de um site estar ali não quer dizer que seja acessado. A pergunta correta talvez nem seja qual site é mais usado e sim, qual site é mais útil para mim? A qual dedico mais tempo? Qual admiro mais?

No início da Internet, medir o sucesso de um site era simples. Bastava contar quantas páginas HTML eram servidas porque naquele tempo de web 1.0 a experiência do usuário se limitava a receber páginas estáticas. Atualmente, os sites devem ser avaliados por métodos diferentes dependendo da natureza do serviço que prestam. Existem, portanto, várias maneiras de medir sua adesão a um site:

  • Quantas páginas acessa?
  • Quantas visitas faz ao site?
  • Quantas atividades realiza no site como publicar um post, fazer comentário, subir uma foto, etc.
  • Qual a atenção que dá ao site em termos de tempo?
  • Qual a experiência que o site proporciona? É útil, divertido, prático, enriquecedor?

Há sites que visitamos muito, mas não damos valor. Outros, elogiamos porque é politicamente correto, mas nem vamos lá. Alguns visitamos com gosto, mas não contamos para ninguém. Pois é, sucesso é muito relativo, exceto para as pessoas focadas e objetivas que tem uma definição simples para o assunto: sucesso é lucro.

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No estágio atual da vida digital todo serviço de Internet quer ser rede social e isso inclui os grandes como Twitter, MSN Messenger, Gmail, LastFM ou Flickr. Está certo que cada um ao seu modo já é uma rede social, mas o sonho de consumo desses serviços é ficarem iguaizinhos ao Facebook. Não é a toa, afinal, o Facebook está se tornando uma Internet dentro da Internet. O problema é que o internauta não tem condições nem saco para gerenciar várias redes sociais e, por isso, já está na hora de acontecer uma reorganização nessa área.

Os grandes serviços já perceberam a necessidade de convergir e conectar as redes sociais entre si. O MSN Messenger, por exemplo, em sua nova versão permite que o usuário veja e interaja com outras redes sociais dentro do próprio Messenger. Eu estou usando a integração do Messenger como o Facebook e confesso que no começo fica tudo bem confuso, pois os contatos se misturam e a linha do tempo fica mais sobrecarregada. Existem vantagens, porém. Uma delas é que em uma só interface posso acompanhar duas listas de contatos antes separadas.

Outro serviço que partiu para a conectividade entre redes foi o MySpace, outrora líder em redes sociais e que agora se rendeu ao fato que o Facebook dominou o território. Agora, na interface do MySpace os internautas podem ver seus contatos do Facebook. Do ponto de vista do internauta a conectividade entre redes é bem-vinda. Com ela, o usuário pode distribuir sua atividade em várias redes, escolhendo os serviços que considera melhor em cada uma e mesmo assim consegue gerenciar melhor sua vida digital, pois as redes conversam entre si e se integram.

Para os serviços líderes a ideia é ótima, pois eles colocam o seu peixe à venda na banca do concorrente. Para os menores a vantagem é que pegam carona no sucesso do líder e conseguem se posicionar melhor nos serviços em que são bons. O caso do Messenger é um bom exemplo. Depois que integrei o meu Messenger ao Facebook, posso conversar com contatos do Facebook no bate papo do Messenger. Um serviço complementando o outro.

Essa história de conectividade entre serviços de Internet me lembra a ideia da União Europeia. Divididos, os países do bloco europeu não seriam tão fortes como são hoje, pois estariam dispersando energia tentando fazer sozinhos de tudo um pouco. Para embarcar nessa onda de conectividade, porém, o serviço de Internet precisa ter a certeza de que faz pelo menos alguma coisa melhor que os outros, caso contrário entrará em ação a velha regra da economia: quem não tem competência não se estabelece. O risco nessa história é o internauta perder a noção de qual é a sua rede social. Pertenço a uma ou a todas?

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Desculpem, mas não vou responder à pergunta do título. A ideia é que cada um responda por si, afinal a escolha do melhor navegador para acessar a Internet é uma questão pessoal. Para alguns é uma escolha quase mística baseada em convicções pessoais, mas vale lembrar que é possível instalar vários navegadores no computador para poder escolher à vontade. Eu mesmo não sou fiel a um navegador específico. Acredito que o melhor é usar o navegador que atende minha necessidade do momento e, por isso, alterno entre os navegadores mais famosos para aproveitar o que cada um tem de melhor.

Os navegadores mais usados atualmente são estes:

  • Internet Explorer. Desenvolvido pela Microsoft, é o mais usado atualmente.
  • Firefox. O navegador de código aberto desenvolvido pela Fundação Mozilla.
  • Chrome. Lançado há pouco tempo é a aposta da Google para ganhar espaço no mercado de navegadores.
  • Safari. O navegador da Apple é usado basicamente em computadores Mac.
  • Opera. Correndo por fora, mas sempre com alguns pontinhos de audiência o Opera é produzido desde 1994 pela empresa norueguesa Opera Software.

Comparando recursos. Para decidir qual é o melhor navegador para você leve em conta os recursos que cada um oferece. Veja alguns itens a considerar:

  • Navegação em abas. Lançada pelo Firefox, a navegação em abas permite abrir várias páginas de Internet na mesma janela do navegador. O recurso está disponível nas versões mais recentes do Internet Explorer, Firefox e Chrome.
  • Extensões. O navegador pode ganhar funções extras por meio das extensões criadas por desenvolvedores do mundo inteiro. O Firefox tem a maior coleção de extensões no momento. No Internet Explorer, esses recursos extras recebem o nome de complementos.
  • Temas. Os temas alteram o visual do navegador deixando-o mais personalizado. Os navegadores Chrome e Firefox oferecem galerias de temas bem variadas.
  • Supervisor de conteúdo. O Internet Explorer oferece desde suas primeiras versões uma solução para bloquear páginas indesejadas pensando em dar mais segurança para crianças e jovens. No Firefox soluções de segurança para pais são oferecidas na forma de extensões.
  • Sincronização de dados. Para o usuário que utiliza mais de um computador o Chrome oferece a sincronização de dados, ou seja, o usuário vai encontrar o mesmo ambiente em todas as máquinas. Isso acontece porque dados como temas e favoritos são armazenados na Internet. O Internet Explorer oferece recurso similar, através de uma integração com o Windows Live. O Firefox permite sincronização por meio de extensões como a Firefox Sync.
  • Múltiplos serviços de busca. As versões mais recentes do Internet Explorer e Firefox permitem consultar serviços de busca direto na barra do navegador. No Chrome, o serviço de busca funciona integrado com a barra de endereços e é possível selecionar qual buscador será usado, mas não dá para alternar rapidamente de um para outro.
  • Navegação privada. Recurso que permite navegar sem gravar informações sobre os locais visitados e conteúdos acessados. O Internet Explorer e o Firefox dispõem desse recurso que preserva a privacidade do usuário.
  • Restaurar sessão. Os três navegadores permitem que o usuário retorne às páginas que deixou na última navegação. Em cada navegador o retorno às páginas visitadas acontece de forma diferente o que exige algum cuidado para evitar que dados confidenciais sejam acessados por outras pessoas.

Além dos recursos acima é preciso avaliar três qualidades fundamentais a um bom navegador: segurança, rapidez e compatibilidade. Vamos falar um pouco de cada uma delas.

Segurança. O Internet Explorer, por ser o mais usado, é o navegador mais visado pelos hackers que sempre estão buscando falhas em sua segurança. Por outro lado, os incessantes ataques dos hackers tornam o IE um navegador mais testado.

Rapidez. Todos os navegadores querem o título de mais rápido, mas os aperfeiçoamentos de segurança, a quantidade de recursos e as extensões deixam os navegadores mais pesados a cada dia. Qual é o mais rápido? Infelizmente, a rapidez depende dos sites que você acessa. Você mesmo terá que fazer o teste para escolher o navegador mais rápido para a sua necessidade.

Compatibilidade. Uma página de Internet pode funcionar bem em um navegador e não funcionar em outro. Infelizmente, poucas páginas são desenvolvidas para funcionar exatamente do mesmo modo em todos os navegadores e, por isso, o usuário deve descobrir qual é o navegador que exibe melhor as páginas que acessa com mais frequência.

Como deu para ver, a escolha do navegador pode ser racional, mas se o usuário defende ardorosamente um navegador, tudo bem.  Futebol, religião e navegador não se discute.

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E-mail é coisa de velho?


Corre um boato por aí que e-mail já era, é coisa de velho. Jovem que é jovem usa rede social. Essa lenda digital se baseia em uma série de pesquisas, mas sabe como funcionam as pesquisas: tudo depende de como são feitas as perguntas.

Você enviou ou recebeu e-mail nas últimas 24 horas? Esta pergunta foi feita em janeiro de 2010 a cidadãos americanos de várias faixas etárias. Responderam sim:

  • 56% dos entrevistados entre 18 e 29 anos.
  • 57% dos entrevistados entre 30 e 45 anos.
  • 54% dos entrevistados entre 46 e 65 anos.
  • 25% dos entrevistados com mais de 65.

Pela pesquisa concluímos que o uso do e-mail é praticamente igual entre jovens e adultos de meia idade. Somente entre as pessoas com mais de 65 anos o uso do e-mail cai acentuadamente. Segundo esses dados, chegamos à conclusão que o e-mail é usado amplamente por pessoas informatizadas independente da idade.

A mesma pesquisa nos traz dados sobre uso de redes sociais. Para a pergunta: postou mensagem em rede social nas últimas 24 horas? Responderam sim:

  • 32% dos entrevistados entre 18 e 29 anos.
  • 22% dos entrevistados entre 30 e 45 anos.
  • 9% dos entrevistados entre 46 e 65 anos.
  • 3% dos entrevistados com mais de 65.

A conclusão a que chegamos a partir desses números é que as redes sociais têm maior penetração entre os jovens, mas não têm uso tão disseminado quanto o do e-mail.

Diante dos números da pesquisa, podemos nos perguntar: de onde vem esse papo de que e-mail já era? Para esclarecer esse mistério, teríamos que fazer uma pesquisa diferente, com outras perguntas. Primeiro teríamos que esclarecer o conceito de conversa digital. Uma conversa digital é uma série de mensagens digitais que formam um conjunto trocadas entre duas ou mais pessoas. Pode ser uma negociação comercial, uma troca de provocações entre torcedores de times rivais ou uma cantada, ou seja, conversas digitais acontecem nas mais variadas situações formais ou não.

As perguntas da nossa pesquisa poderiam ser: Quantas conversas digitais você manteve na última semana? Essas conversas aconteceram por e-mail, no Windows Messenger, no Orkut, no Facebook, no Twitter ou em outro meio digital de comunicação? Tenho o palpite que as conversas digitais dos jovens acontecem principalmente nas redes sociais e poucas delas ocorrem via e-mail. E-mail eles tem e usam, mas não é o canal principal de comunicação deles. Meus filhos adolescentes, por exemplo, me dizem que usam e-mail apenas para receber notificações de rede social e porque é preciso ter um e-mail para se cadastrar nos sites. Em parte, isso se explica por uma razão simples: poucos adolescentes exercem atividades profissionais. As conversas por e-mail predominam no mundo do trabalho. Quem discute negócios no Orkut? Alguns fazem isso, tá certo, mas não é a regra. O e-mail tem um caráter oficial e por isso é preferido nos contextos formais típicos do universo adulto. Eu mesmo sigo uma regra de ouro: se for para tirar o meu da reta deixo tudo registrado por e-mail. Ao contrário, quando a ideia é não deixar na reta, prefiro outros meios mais voláteis como a mensagem instantânea, o telefonema e, principalmente, a boa e velha conversa em viva voz que se perde no vento.

Fonte da pesquisa: Pew Research Center fevereiro 2010

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A Wikipédia está entre os sites mais visitados do mundo. Eu mesmo sou usuário assíduo da enciclopédia livre. Manter a qualidade do conteúdo publicado nesse grande wiki, porém, não é tarefa fácil. A liberdade de edição é um dos pilares desse projeto, mas também fonte de ruído contínuo. O vandalismo é uma praga que não dá trégua aos editores da enciclopédia. Como qualquer um pode editar os verbetes, mesmo anônimos, sempre aparecem engraçadinhos para estragar o conteúdo construído voluntariamente. O vândalo pixa o verbete e logo depois aparece um bom samaritano do projeto para limpar a lambança.

Pensando em uma forma de preservar a liberdade de edição e ao mesmo tempo combater o vandalismo, a Wikipédia passou a usar um novo modelo de edição chamado de pending changes. As edições pendentes são usadas em verbetes polêmicos. O verbete continua liberado para edição, mas as alterações feitas ficam no aguardo da validação de algum editor do projeto. Enquanto a alteração não for abonada o que os usuários veem é a última versão confiável. Caso a alteração seja um vandalismo, os usuários não são prejudicados, pois acessam primeiro a última versão confiável. Quem tiver curiosidade de ver as alterações pendentes pode acessá-las sem problemas. Grande sacada do projeto: preservam a liberdade de edição, reduzem o vandalismo e os usuários acessam conteúdo mais estabilizado.

O vandalismo é o problema que dá mais trabalho aos voluntários da Wikipédia, mas não é o único. Outros problemas, menores em volume, mas maiores em complexidade geram intermináveis discussões entre as pessoas que amam ou odeiam o projeto. O que é um conhecimento enciclopédico, afinal? A linha dominante na Wikipédia afirma que são as informações relevantes colocadas de forma objetiva e neutra. A Wikipédia, portanto, não é o local para as discussões apaixonadas dos temas polêmicos. Só existe um verbete para cada tema e ele não comporta todos os pontos de vista possíveis. Colocar isso na cabeça de certos colaboradores fundamentalistas da Wikipédia não é moleza. O terceiro e talvez, mais enrolado problema da Wikipédia é o da autoridade dos editores do projeto. Todo mundo pode editar a Wikipédia, certo? São todos iguais, mas alguns são mais iguais no projeto e podem fazer coisas que os colaboradores mais rasos não podem. Os editores, podem, por exemplo dizer o que é relevante e o que não é. A autoridade dos editores lembra o modelo das enciclopédias tradicionais que são produzidas por pessoas iluminadas, no sentido de adeptas do iluminismo, ok? Apesar dos desafios a Wikipédia segue em frente como a continuação legítima do ideal iluminista. Conteúdo continua rei.

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